Mudar de casa não é fácil quando se é coleccionador

Sejam muito bem-vindos a um artigo sobre problemas de primeiro mundo! Todos sabem que mudar de casa é um processo que tem tanto de entusiasmante como de cansativo. Mudar de casa permite ter uma nova perspectiva sobre os nossos próprios hábitos e mudar uma série de coisas. Por outro, fazer as mudanças em si não é exactamente a tarefa mais divertida do planeta.

Até hoje, todas as mudanças que fiz de casa não foram acompanhadas de muitas coisas pesadas para mover de um lado para o outro. Além disso não tinha assim tantas coisas soltas para levar. Para ajudar, a última casa onde estive, estava a quase colada à nova, o que facilitou bem a tarefa de levar coisas de um lado para o outro.

Desde que isso aconteceu, já lá vão quase quatro anos e a vida era bastante diferente. Além de que, da última vez que fiz uma mudança, como as casas estavam bastante mais próximas, não dava para perceber exactamente a quantidade de coisas que tinha. Como não havia Covid, também pude contar com a ajuda de muito mais pessoas. Quatro anos depois, a quantidade de coisas não ficou mais pequena.

Foi agora a fazer as novas mudanças que pensei para mim várias vezes: “Fazer mudanças é ainda mais chato quando se colecciona coisas”. Se fazer mudanças já dá trabalho, então imaginem o trabalho que não dá tentar mudar tudo enquanto protegem ainda melhor aquilo que faz parte das colecções.

No meu caso, tenho vários jogos, mas esses foram bem acondicionados nas caixas de forma ordenada, se houver uma rachadela numa ou duas caixas não é problemático, por outro lado, como sabem, sou um coleccionador de RPG e esses quero que sofram o mínimo possível com toda a viagem e organização.

Como devem imaginar, um processo que poderia ser feito em uma ou duas viagens de carro teve de ser feito no triplo apenas porque não queria estar a amontoar demasiados jogos para evitar danos. Usar estratégias como meter camisolas e t-shirts antigas para aconchegar melhor e a evitar meter coisas em cima das caixas. A parte boa é que eles já estão protegidos por sacos de plástico individuais que fui colocando ao longo dos anos para evitar pó e coisas similares. E não nos podemos esquecer de um grande aliado do empacotamento, o plástico bolha! (Sim, ele não serve só para ir estalando por aborrecimento).

Naturalmente que não escrevo isto com “orgulho”, afinal tudo isto não passa de um monte de plástico, papel e cartão, mas para um coleccionador, adoptar tanto preciosismo e tentar proteger bem uma colecção também faz parte do que é ser coleccionador. Afinal, é um investimento e como grande fã de formato físico, quero perservar estes bocados de história que para mim são mais do que apenas coisas físicas.

Claro que isto valeu ainda mais a pena quando comecei a tirar os jogos das caixas e a começar a meter nas estantes da nova casa. Ver tudo a ganhar nova vida num novo local fez com que todo o espaço ficásse ainda mais acolhedor e tal como eu gosto de ver. Por isso, no fundo, até acho que valeu bem a pena tratar tudo como se fosse bonecas de porcelana (que também é uma coisa que se colecciona aparentemente.

Se ainda não são coleccionadores de nada, então fica já aqui o aviso. Se quiserem começar a coleccionar seja o que for, pensem sempre se estão a viver na vossa casa para a vida. Se tiverem de mudar, o normal é que venha tudo atrás. De qualquer forma, acreditem quando digo que o esforço compensa quando está tudo organizado e bonito no seu novo espaço.

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Mad Yuuta

Uma das preocupações para quem ainda vive em casa dos pais é esta, um dia sair e ter de levar a “tralha” toda atrás. É por isso que tento comprar apenas o que gosto mesmo, por enquanto. Boa sorte com a nova casa, Daniel.

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