Jogos do ano 2022 – As escolhas do Daniel Silvestre

Sejam todos muito bem-vindos aos meus melhores jogos do ano! Tal como manda a tradição aqui no PróximoNível, em vez de fazermos um TOP 10 com aqueles que são os melhores jogos que sairam neste ano, cada um dos editores escolhe os seus favoritos que jogou ao longo do ano.

Ninguém consegue efectivamente, ou ter a autoridade para dizer qual é o melhor jogo do ano e ponto final. Todos gostamos de jogos diferentes e por isso mesmo, mesmo que os nossos gostos se alinhem, haverá sempre um ou outro jogo que eu adorei e que vocês podem até nem saber que existe.

Assim sendo e sem mais demoras, vamos aos meus jogos do ano:

 

10 – Kirby and the Forgotten Land [Nintendo Switch]

Kirby and the Forgotten Land é aquele estilo de jogos que aparece apenas uma vez por geração. É um jogo que não figura nos tops de jogo do ano, mas que todos sabem que é bom e com conteúdo digno de o ser.

No caso desta nova aventura, temos Kirby a ter direito a uma aventura em 3D como já não via há muito tempo. Os temas de cenários que mistura, juntamente com os novos Power-ups e puzzles, fazem dele um dos jogos mais divertidos e curiosamente empolgantes que joguei este ano.

 

09 – Tiny Tina’s Wonderlands [PCPS4PS5Xbox One e Xbox Series]

Tendo em conta que Borderlands 2 é um dos meus jogos favoritos de sempre e a saga Borderlands uma das minhas grandes favoritas, é de estranhar que Tiny Tina’s Wonderlands não esteja no topo da lista.

Acontece que este jogo não é exactamente Borderlands como o conhecemos, pois junta elementos de Dungeons e Dragons e outros pontos que fazem dele um híbrido entre o bom de Borderlands e alguns elementos mais próprios do Grinding de outros jogos.

O resultado está longe de ser tão bom como Borderlands 2, mas não deixa de ser uma jogatana de qualidade que pode ser feita ou sozinhos ou acompanhados por amigos.

 

08 – Triangle Strategy [Nintendo Switch]

Nos últimos anos muito se falou sobre a hipótese da Square-Enix ressuscitar a saga Final Fantasy Tactics. Apesar de ainda não ter acontecido, 2022 foi um ano forte para quem gosta de JRPG tácticos.

Além de ter aparecido um Tactics Ogre Reborn, foi ano em que a Square-Enix trouxe ao mundo Triangle Strategy, um novo projecto na veia de um Octopath Traveller, mas ao estilo de um Tactics.

Claro que é um jogo maçudo como tudo quando toca a história e não é para todos, mas foi sem dúvida para mim.

 

07 – The Legend of Heroes Trails From Zero [PC, Nintendo Switch, PS4 e PS5]

The Legend of Heroes Trails From Zero é muito mais do que apenas um Remake. É a chegada oficial ao ocidente de um jogo que esteve anos preso apenas ao oriente e tudo aquilo a que se tinha acesso era através de grandes traduções de fãs.

Curiosamente, mesmo que a versão PS4 seja uma conversão da versão japonesa, a versão Nintendo Switch e PC tiveram um trabalho enorme em seu redor e parecem jogos novos feitos num visual à antiga.

Jogar The Legend of Heroes Trails From Zero em si já é fantástico e ainda mais se forem fãs da série como eu.

 

06 – Soul Hackers 2 [PCPS4 e PS5]

Tendo em conta o sucesso que a série Shin Megami Tensei veio a atingir, em especial com o esforço de Persona, Soul Hackers 2 acaba por ser um híbrido entre a saga principal e Persona.

Soul Hackers 2 é uma sequela, mas podia nem ser, pois está muito pouco ligada ao jogo original. Isso permite que seja uma excelente forma de experimentar este universo tanto como novato ou veterano.

O visual, personagens e banda sonora são bastante fortes e isso faz dele um JRPG a ter em conta.

 

05 – God of War: Ragnarok [PS4 e PS5]

O primeiro remake de God of War foi uma valente e agradável surpresa para a maioria (talvez os fãs dos originais tenham torcido o nariz). Curiosamente, a aventura de Kratos e do seu Boy foi uma das melhores do seu ano e alatamente recomendada.

God of War: Ragnarok é para mim a sequela ideal e um jogo ainda melhor que o primeiro (por muito Atreus que tenha). O combate e jogabilidade estão refinados e a história leva as personagens a momentos épicos.

Apesar disso, pessoalmente houve outro exclusivo PS4/PS5 que me encheu ainda mais as medidas.

 

04 – Horizon: Forbidden West [PS4 e PS5]

Horizon Zero Dawn foi o meu jogo do ano no ano em que foi lançado e até consegui gostar mais dele no final de contas do que o próprio The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Horizon Forbidden West é uma sequela forte, mas claro que ainda acaba por beneficiar com o facto de ter todo um primeiro jogo muito forte como base.

O mundo aberto está ainda melhor e mais recheado e a evolução da própria Alloy em termos de personagem e potêncial. O mundo de Horizon está a expandir e vai ter mais conteúdo em breve. Espero que não seja a altura em que começa tudo a desmoronar.

 

03 – Xenoblade Chronicles 3 [Nintendo Switch]

Se este TOP 10 fosse feito antes de Xenoblade Chronicles 3 ter sido lançado, dúvido muito que o jogo cá estivesse, mesmo que fosse até mais baixo. Foi ao fazer este TOP e a juntar os jogos que mais gostei de jogar que Xenoblade Chronicles 3 me trouxe boas recordações.

Xenoblade Chronicles 3 é muito melhor que o segundo e para mim, até melhor do que o primeiro. Claro que tem os seus problemas e algumas coisas podia ter sido feitas bem melhor, mas quanto mais joguei, mais me fui ligando a ele.

Apesar de ser um grande JRPG, mesmo assim a Nintendo Switch teve este ano outro jogo JRPG que me deixou ainda mais agarrado à consola.

 

02 – Pokémon Legends Arceus [Nintendo Switch]

Como é que num ano em que temos Pokémon Scarlet e Pokémon Violet no mercado e Pokemon Legends Arceus consegue ser o meu jogo de Pokémon favorito do ano?

Fácil. Este é o primeiro jogo de Pokémon que teve a coragem de dar passos valiosos que ainda ninguém tinha feito e ainda teve o desplante de conseguir ser bem melhor em termos de qualidade, funcionalidades e coesão do que os novos jogos.

Explorar este mundo e fazer coisas que apenas podiam ser feitas na nossa imaginação fazem de Pokémon Legends Arceus um dos melhores jogos de Pokémon desde Heart Gold e Soul Silver.

 

Jogos deste ano que queria jogar, mas não tive oportunidade:

Valkyrie Elysium

Star Ocean: The Divine Force

Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion

Tunic

Outros jogos que estiveram perto de estar nos 10 melhores:

Bayonetta 3

Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin

Gran Turismo 7

 

01 – Elden Ring [PCPS4PS5Xbox One e Xbox Series]

Demorou um bocado a decidir se queria mesmo meter Elden Ring em primero lugar. Se fosse um concurso de popularidade, é claro que ia ficar em primeiro. Mas devia ficar em primeiro um jogo que me deu tantas alegrias como frustrações?

Quando olho para trás, Elden Ring é ao mesmo tempo tão Dark Souls como eu gosto, mas tão algo que não me deixou assim tão convencido. Apesar disso, foi daqueles jogos que não me largou enquanto lhe dei atenção. Foi dos poucos este ano que me incentivava a querer voltar a jogar e isso é coisa que tem vindo a acontecer cada vez mais raramente nesta indústria.

Há que ser dito. Elden Ring não é perfeito, mas acaba por ser um dos melhores jogos dos útlimos tempos e a sua qualidade é hiponotizante.

Se há um jogo de 2022 que merece ser jogado, esse jogo é Elden Ring.


Estes são os meus jogos do ano. Fiquem atentos ao PróximoNível para os jogos do ano 2022 do Luís Lemos muito em breve!

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