Foi Há 20 Anos #5 – Max Payne e Lord Of The Rings: The Fellowship Of The Ring

Nota: Rubrica feita pelo André Miranda e por mim, por esta ordem, nos dois temas escolhidos. Dez edições estão previstas no total: poderão sair entre Sábado a Segunda.

O primeiro jogo que eu posso dizer que me marcou a escola, foi mesmo Max Payne. Se Silent Hill 2, foi algo que fizemos fora do recreio, esta franquia do jogo do detetive com o mesmo nome, fez conversa enumeras vezes no pátio. Tinha um colega que não se calava e, de volta em 2001, até 2004, sabia a história toda das conquistas desse colega no seu jogo. Depois, era aquilo que hoje em dia só pode ser chamado de hype. Tudo levava a teorias de um eventual Max Payne 3 (a sequela do primeiro jogo saiu em 2003).

Isto, claro, só abriu a curiosidade de ver por mim esta junção entre o género comic noir e shooter. E é um jogo impressionante. É. Foi o jogo que introduziu os eventos “bullet time”. A história é bastante simples, sólida e cumpre com o objetivo. Sentimos mesmo a personagem a mergulhar entre o bem e o mal, a tomarmos algumas decisões confusas para alguém que devia representar a lei.

Na altura, quando o tive, já tinha passado muito tempo com outros shooters, com melhor apresentação, não me tocou. No entanto, é esse o propósito aqui na rúbrica. Passarmos a nossa nostalgia de algumas franquias de há 20 anos. Na altura, poupei na sequela e nem sabia que havia filme da franquia. Mas e vocês que experiência tiveram?

A propósito, Max Payne fez 20 anos 23 de Julho, a Remedy Entertainment fez este vídeo a celebrá-lo:

 

E quem diria que já lá vão vinte anos desde que The Fellowship Of The Ring estreou. Mesmo com este tempo de diferença, e ainda mais se considerarmos a data de publicação do livro, é realmente um feito, em conseguir ser uma saga tão presente na cultura pop e nas mais variadas medias.  Infelizmente ainda era bastante novo quando Lord Of The Rings estreou, e por isso nunca tive a oportunidade de assistir a esta trilogia no cinema. Só anos mais tarde é que pude ver e rever inúmeras vezes esta jornada na Terra Média.

Tal como muitos outros, Lord Of The Rings: The Fellowship Of The Ring (ou mais conhecido em Portugal, por Senhor dos Anéis: Irmandade do Anel) é uma adaptação de uma obra literária para o mundo do cinema. Embora as obras ao autor em causa ( de Tolkien) sejam ricas em detalhes e bastante extensivas, no filme na prática, conseguiu ser uma adaptação bastante fiel e completa, pelas mãos de Peter Jackson.

A maior influência deixada por esta obra, especificamente na altura da publicação dos livros, foi em Dungeons & Dragons. Aqui temos todos os típicos elementos de D&D: personagens em raças distintas (elfos, anões, hobbits, humanos), várias classes (arqueiro, guerreiro, mago) uma aventura épica (percorrer toda a Terra Média para destruir o anel) e muita fantasia à mistura (dragões, orcs, magia, etc).

Um aspeto que, para muitos, é um entrave a entrarem no mundo de Lord Of The Rings é o tempo de duração dos filmes. Como estou de certa forma habituado a ver filmes com mais de duas horas e meia ou a quase três horas e tanto, não me faz muita confusão, mesmo assim percebo o ‘inconveniente’. Seja como for, para aquilo que entrega de volta, todos os minutos valem a pena. Caso The Fellowship Of The Ring tivesse sido mais curto, muito daquilo que faz o livro e universo de Tolkien ser tão especial, teria perdido parte do brilho aqui.

O elenco também foi outro elemento de peso: Christopher Lee (Saruman), Ian McKellen (Gandalf), Cate Blanchett (Galadriel), Hugo Weaving (Elrond), Elijah Wood (Frodo), Sean Bean (Boromir) e até Orlando Bloom (Legolas). Muitos destes atores deram vida a personagens, que atualmente, ultrapassam as fronteiras da própria obra. Há quem nunca tenha visto os filmes ou lido os livros e saiba quem é Gollum ou Gandalf. Há que também referir a singularidade dos cenários desde Hobbiton, Mordor, Isengard até Rivendell, sendo que a grande maioria teve como palco a Nova Zelândia.

Este primeiro capítulo não é o meu favorito admito, estando esse lugar reservado a The Return Of The King. Ainda assim é aquele que mais segue a lógica de jornada de fantasia e aventura, com personagens e situações pouco convencionais, mas que no fundo acabam por ir buscar a vários elementos que encontrámos espalhados no folklore em arquétipos e até na própria Jornada do Herói. Como última nota, aponto que para quem viu a trilogia de Hobbit, consegue facilmente ver os paralelismos entre obras, até porque este filme é uma sequela desses eventos.

Se quiserem entrar na nostalgia e ver que mais andou por aí a sair em 2001, eu deixo-vos aqui os links necessários:

Edição nº 1 – Gran Turismo 3 e Harry Potter

Edição nº 2 – Grand Theft Auto 3 e Spirited Away

Edição n º 3 – Xbox/GameCube e Jak And Daxter

Edição nº 4 – Silent Hill 2 e Super Smash Bros. Melee

João Luzio
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