Foi Há 20 Anos #4 – Silent Hill 2 e Super Smash Bros. Melee

Ora, estamos então de volta a 2001 e em 2005, estava eu, todas as semanas, em casa de um amigo para nos… assustarmos todos com Silent Hill 2.

Claro, não podíamos ser normais. Tínhamos que cobrir as janelas e apagar as luzes. A única coisa que nos dava luz, era mesmo o ecrã. Agora imaginem uns cinco miúdos a rodar à vez, dentro de um quarto, para podermos levar um jumpscare. Óbvio que tínhamos as colunas a bombar.

Eramos todos James, e ninguém gostava de manequins, mas era espantoso ver aquela cinemática dentro de um jogo de terror, com temáticas que não entendíamos muito bem na altura. Todavia, acho que foi esse vazio, que me marcou e fez revisitar o jogo e, no fim, ter mais um motivo para odiar a Konami por mais uma franquia estragada.

Nesta rubrica, não faz sentido dar muita enfâse às franquias no propósito de as avaliar, mas sim, dar enfâse no seu impacto na altura e, especialmente, do seu impacto em nós. Silent Hill 2, para mim, dentro de um género que não admiro, não é nada menos que uma ode no modo em que conta a história em paralelo com a jogabilidade.

Silent Hill 2 é um jogo que nos incomodava, por dentro, toda a personalidade da Maria nos irritava, toda a exploração da cidade, parecia saber mais de nós, do que nós mesmos, as diferentes personalidades mostraram as disparidades da consciência do jogo.

Passo agora a palavra ao João, com o Super Smash Bros Melee.

Foi com Super Smash Bros da Nintendo 64 que esta icónica franquia de luta da Nintendo começou, mas é inegável esquecer que foi a partir de Melee, em 2001, que a série deu o seu maior salto. No mesmo ano em que foi lançada a Gamecube, saiu também este título como que deu imenso que falar, por várias razões.

A mais evidente é a evolução gráfica, comparando com a versão de 1999, está mais do que claro que houve um grande investimento em tentar ao máximo renovar o visual da série, e que mudança significativa! Até porque logo quando iniciamos o jogo somos sugados para dentro daquele universo graças à marcante cutscene, que introduz as várias personagens nos seus respetivos mundos ao mesmo tempo que é acompanhada por uma fantástica sinfonia.

Já que trouxe à baila isto, outro enorme ponto a favor de Melee é, sem dúvida, a sua banda sonora. Foi de tal modo impactante, que a sua presença se reflete até hoje, nos jogos mais recentes, onde claramente vai recebendo vários remixes e arranjos significativos, que evoca a aura deste jogo. Devo admitir que, embora pequena comparada com Brawl ou Ultimate, é a minha favorita. Depois as personagens, com a adição de duas personagens de Fire Emblem (Marth e Roy) e Pokémon (Pichu e Mewtwo), não esquecendo o famoso Captain Falcon e o seu falcon punch.

Tive a oportunidade de jogá-lo durante bastante tempo na minha infância, apesar da minha passagem numa GameCube ter sido bastante breve, somente num emulador é que pude realmente investir nele.

Lembro-me de, por muito estranho que pareça, não gostar de usar itens, divertia-me muito mais só pela pura e dura porrada entre as personagens, mano a mano, num cenário plano. Consegui ficar bastante habilidoso com a Samus e o Marth, dois personagens que fiz questão de acompanhar comigo, à medida que ia transitando para os jogos seguintes, embora tenha atualmente outros main’s.

Outro aspecto a considerar é que Melee é hoje aclamado como tendo um dos melhores sistemas de combate e físicas da série, tendo-se mantido como a escolha de eleição quando de torneios e competições se tratava. Alguns novatos e estreantes podem considerá-lo «easy to learn, hard to master» isto é verdade, mas considero que isso faz parte da aprendizagem. Claro que a nível internacional e dentro das grandes casas de torneios, a coisa evoluiu para um patamar superior, basta fazer uma rápida pesquisa pelo Youtube para perceber o ponto que certos jogadores se encontram.

Há tanta coisa ainda por falar desde os novos modos, troféus, bosses, etc. Sinto que a melhor coisa que Melee me deu, além de cimentar o meu gosto por jogos de luta e afins, foram centenas de boas memórias, quer sozinho, quer em multiplayer. Felizmente, ainda hoje é celebrado, muitos até o consideram o melhor da série, apesar de Ultimate ser também consenso de qualidade e a ‘versão definitiva’ da franquia.

Se quiserem entrar na nostalgia e ver que mais andou por aí a sair em 2001, eu deixo-vos aqui os links necessários:

Edição nº 1 – Gran Turismo 3 e Harry Potter

Edição nº 2 – Grand Theft Auto 3 e Spirited Away

Edição n º 3 – Xbox/GameCube e Jak And Daxter

João Luzio
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