Está na altura do regresso de SOCOM

Os anos podem passar e podem sair vários jogos, mas existe e existirá sempre uma experiência online que ficará acima de qualquer outra que já tive. Eu fui beta tester do Online da PS2 e fui uma das pessoas que jogou SOCOM online com outros milhares de jogadores portugueses e estrangeiros.

Se para muitos, SOCOM não diz nada ou foi apenas um jogo que passou ao lado, não vos vou estar aqui a maçar com uma parede texto sobre essa experiência (talvez num artigo apenas sobre isso), mas permitam que vos conte um breve resumo.

Quando SOCOM: US Navy Seals foi lançado para a PS2 em 2003, o Online nas consolas ainda era uma coisa pouco explorada. Havia coisas como Phantasy Star Online na Dreamcast, FPS no PC era uma coisa regular e até já andavam por aí alguns MMO.

A chegada de SOCOM à PS2 foi importante porque além de ser algo ainda inovador para a época, a caixa trazia no seu interior um bocado de plástico que ia fazer magia. Ou seja, cada jogo de SOCOM vinha acompanhado de um Headset que servia para dar ordens na campanha do jogo, mas que podia ser usado online para falar com outros jogadores.

Se hoje em dia parece algo banal, em 2003 e nos anos seguintes (especialmente entre SOCOM: US Navy Seals e SOCOM 2, a possibilidade de jogar e falar com estranhos foi uma experiência fantástica e totalmente inovadora. Especialmente porque como todos os jogos vinham com Headset, todos usavam.

Por isso mesmo, o nome SOCOM US: Navy Seals ainda continua a estar ligado a toda uma corrente e geração de jogadores que teve de acompanhar a evolução com outros jogos dada a ausência de SOCOM. Uns foram para Ghost Recon Advanced Warfighter, outros até encontraram casa em Firewall: Zero Hour do PSVR.

SOCOM até encontrou audiência na PSP onde teve uma série de jogos bem recebidos e com um online ainda bastante mexido. A série saltou para a PS3 com um best-off em Socom Confrontation, mas faltava à série um pouco de foco já nas origens, algo patente no último lançamento na PS3 que ditou até o fim da Zipper Interactive.

Mesmo que outros jogos do género tenham aparecido (H-Hour: World’s Elite é um bom exemplo) SOCOM era conhecido pelo seu estilo de jogabilida e pela “complexidade simplificada” dos seus cenários. Mas acima de tudo, pela sua comunidade.

Agora que a PS5 está cá e tendo em conta os rumores que começam a circular Online, existe a hipótese de SOCOM puder regressar, uma cartada que pode ser bastante vantajosa para a Sony caso seja bem-feita.

Para que SOCOM na PS5 fosse bem sucedido, bastante praticamente trazer SOCOM 2: US Navy Seals para a nova geração que ia agradar tanto aos veteranos como novatos, mas o segredo da série sempre foi focar na sua base e na simplicidade.

Como alguém que ficou centenas de noites acordado até o sol começar a nascer praticamente a empurrar o boneco apenas para estar à conversa com a comunidade, mostra que SOCOM era um jogo para todas as ocasiões. O seu formato mais táctico e a forma como nos fazia esperar entre rondas, podendo falar com os outros membros de equipa já eliminados, são algumas das melhores memórias que tenho de um jogo online.

Claro que os tempos mudaram e agora jogos como Fortnite e Among Us são as coisas que estã0 na moda, mas existe todo um grupo de jogadores que quer este estilo de jogos e o regresso à PS5 ia ser um novo ponto de partida. Pode ser que a Sony continue a sua demanda de reviver títulos clássicos como Demon’s Souls e SOCOM: US Navy Seals regresse ainda esta geração. Uma geração inteira está à espera dele.

Daniel Silvestre
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