Do Pior…para o Melhor! #8 – DC Cinematic Universe (DCU)

Nota Geral: Esta rubrica pretende ordenar em termos de qualidade, vários videojogos, filmes ou outras obras de entretenimento, dentro da sua franquia. Isto não quer dizer, que por uma coisa estar em último lugar, seja necessariamente má, simplesmente em comparação com as restantes é mais fracaReforço ainda, que esta rubrica é baseada numa opinião meramente pessoal.

 

8 – Suicide Squad (2016)

Devo dizer que Suicide Squad prometia ser um filme X e saiu um filme Y, muito pior. Dou os meus parabéns à equipa de marketing, por ter conseguido vender um filme totalmente diferente daquilo que originalmente queria entregar. No entanto, quando um barco se destroça há determinadas coisas que se podem aproveitar, neste caso, apenas se salva Harley Quinn, que efetivamente é o melhor elemento do filme. No começo do filme, aquando da introdução dos heróis, senti uma leve sensação de Deadpool e Guardians Of The Galaxy, mas rapidamente desapareceu, à medida que o filme se ia desenvolvendo. Outro ponto, que pessoalmente estava “curioso” para ver, era a presença de Jared Leto, enquanto Joker. Por um lado, esta interpretação não só é a pior alguma vez feita desta personagem, como por outro lado, até nem fico muito insatisfeito, pois a sua presença é tão escassa, que até me esqueço dela.

Seja como for, no geral, Suicide Squad é objetivamente o pior filme do universo cinematográfico da DC, em sua defensa apenas posso constatar que havia algum potencial para entregar algo maior, mas no final, tenho de ter em mente aquilo que me foi entregue, e não o que poderia ter sido (a lógica do «e se…»). Como referi, tirando a namorada de Joker, todos os integrantes da equipa são ou mal aproveitados ou mal construídos, ou ainda os dois juntos. Nem mesmo a “ameaça” antagónica principal se salva, levando em conta as decisões narrativas “rebuscadas” que desencadearam tal personagem. Felizmente, nem tudo está perdido, para a esperança de muitos fãs, James Gunn, aka Terminator do DCU, vem apagar este filme de vez da história, com a sua versão digna (espero eu), desta equipa tão carismática da DC, que efetivamente merece ser melhor retratada e explorada nos cinemas.

 

7 – Birds Of Prey (2020)

Bem como referi na posição anterior, Harley Quinn foi um dos trunfos de sucesso do DCU. Desta maneira, e até sabiamente, a DC decidiu ir a fundo, de forma a capitalizar ao máximo esta personagem. Contudo aqui a experiência é quase como um  filme solo, que aparentemente é para ser um filme das Birds Of Prey. Neste último ponto, reside o maior problema desta obra, uma vez que na esmagadora maioria dos momentos, este filme decide ser assumidamente uma história da Harley e não tanto das outras integrantes da equipa, o que até teria resultado melhor com aquilo que foi entregue. Nenhuma das Birds Of Prey se destaca no mesmo nível que Harley, nem perto disso, portanto no final da experiência é como assistir a um filme dos Avengers, em que só Tony Stark brilha. Posto isto de lado, o filme tem alguns momentos engraçados, especialmente no início, que considero a melhor parte. Mas tirando isto, não consigo destacar nada demais de Birds Of Prey, sem ser aquilo que foi já mencionado.

 

6 – Shazam (2019)

Shazam foi uma grande evolução face aos filmes anteriores, contudo, não a suficiente a meu ver. Todo o seu material promocional tentou transparecer que este filme seria o “Deadpool” da DC, com um tom mais atual, que comunicasse com as novas gerações. Neste aspecto cumpre a sua função, sendo este filme bastante recomendável para a malta mais nova, contudo, as restantes faixas etárias podem sair desapontadas com o humor infantil e certas cenas que provocam alguma vergonha alheia. Tirando isto, Shazam acaba por seguir uma estrutura narrativa, até demasiado simples, do bem contra o mal, abraçada nos típicos pontos das histórias de origem, que tanto conhecemos. Portanto a parte cómica teria de surpreender, e tal como deixei a entender anteriormente, este elemento achei mais do mesmo, com uma ou outra piada em particular “interessante”.

De facto, Shazam é uma personagem cativante, contudo, o filme, ao enquadrá-lo numa esfera mais “teen” e atual, acaba por lhe fazer perder parte do seu carisma. Não que isso seja mau, objetivamente, mas acaba por limitar os níveis de público que irá conseguir verdadeiramente agradar, o que neste caso, apenas foca no mais juvenil. Acredito que a sequela tem muito por onde melhorar, uma vez que se ultrapassou a fase de história de origem, para agora poder entregar algo novo e ainda mais refrescante neste género.

 

5 – Man Of Steel (2013)

Depois da conclusão da triunfante trilogia de Christopher Nolan de Batman, a DC decidiu apostar todas as suas fichas na construção de um universo cinematográfico partilhado, começando com o seu super-herói mais conhecido. Neste seguimento, começo por dizer Henry Cavill nunca me convenceu no papel de Superman, nem mesmo nos filmes posteriores. É um ótimo ator, não acha dúvida, mas enquanto último membro do planeta Krypton, nem por isso. Fora isto, e analisando o filme, o que se destaca mais do ponto negativo é o ritmo lento e até entediante, para efetivamente se ver o Superman em ação. Mesmo quando o vemos, Snyder optou por escolher determinados planos, que fazem lembrar aqueles que Michael Bay usa em Transformers, para esconder (na minha visão) os problemas relacionados ao CGI, nomeadamente quando este herói voa, ou se encontra numa cena de ação non-stop.

Surpreendentemente, adorei a parte inicial em Krypton, com Russell Crowe, pois apesar de curta, resume muito bem o dilema que aquele povo enfrentava, simultaneamente, que tornou a personagem de Jor-El, a minha favorita do filme, mesmo que este tenha um presença reduzida aqui. E isso é dizer muito, uma vez que ação alterna sobretudo entre Superman, Lois Lane ou Zod, sendo que nenhum destes me cativou. A história é igualmente previsível, assim como os motivos já deixados claros por parte do vilão no início da obra. Apesar destas minhas críticas todas, Man Of Steel consegue entreter, dou-lhe isso, mesmo com uma longevidade estendida desnecessária, para aquilo que era preciso. Mas também, não creio que vá alguma vez voltar a assisti-lo novamente.

 

4 – Batman V Superman: Dawn Of Justice (2016)

Curiosamente, a primeira vez que assisti a Batman V Superman: Dawn Of Justice até gostei da minha experiência. No entanto, com todos os seus problemas acabou por ser uma decepção, isto porque, a Warner Bros decidiu fazer um filme de confronto entre heróis, sem que estes tivessem mais bagagem de obras onde se sustentar (vale lembrar que foi o segundo filme do DCU). Mesmo assim, como referi, diverti-me, especialmente nas cenas de ação e nas de maior tensão, que estão muito bem construídas. Já no que toca às questões da narrativa, do ritmo e dos diálogos, é onde Batman V Superman: Dawn Of Justice falha drasticamente. Não é preciso ir muito longe, a própria construção narrativa que levou à luta destes dois titãs da DC, foi muito mal explicada, e com justificações completamente ao lado, do que seria esperado de algo minimamente racional.

Para além disto, parece-me que Snyder não aprendeu com a lição de Spider-Man 3 de 2007: Misturar vários arcos de histórias paralelas ou múltiplas plot-lines, não funciona, muito pelo contrário, fica uma verdadeira salganhada, onde pouco ou nada se aproveita. Aqui, esta questão é reforçada, pois Snyder foi buscar grande parte das suas decisões criativas a comicbooks, como The Dark Knight Returns, Death Of Superman e até Injustice (de certa forma). O que, como se viu, não resultou nada bem, tentou misturar o arco da morte de Superman, com o seu conflito com Batman, simultaneamente que lida contra Lex Luthor e Doomsday, e ainda dá espaço para introduzir levianamente a Justice League. Seja como for, por mais que a crítica o tenha massacrado, somando às minhas próprias críticas que aqui apontei, no final eu saí satisfeito com a minha experiência. Portanto, posso afirmar que este filme é o meu guilty pleasure do DCU.

 

3 – Aquaman (2018)

Aquaman sempre foi uma piada interna (que acabou por também por ser externa, veja-se o caso do programa MAD ou Robot Chicken) do universo da DC, onde ninguém o levava a sério, nem os argumentistas, ou sequer as personagens que com ele interagiam, o que se refletia nas suas história de mediana qualidade. Contudo, aquando do reboot dos New 52 em 2011, Aquaman teve a chance de se reinventar uma vez mais, e que reinvenção! Não só melhorou tudo aquilo que era apontado como problema nas suas história, como a própria personagem foi tratada de forma séria e condizente com o restante universo. Assim, a Warner Bros tomou a liberdade de igualmente, reinventar esta personagem semelhante a estes moldes, tornando-o mais badass e cheio de personalidade e atitude, e nada melhor que Jason Momoa para o papel.

Quanto ao filme em si, foi uma experiência boa, mas que pessoalmente não me prendeu muito. Atenção, Aquaman de 2019 é para todos os efeitos uma boa obra, com cenas de ação bem conseguidas, e até desenvolvimentos de personagens que me deixaram estupefacto, contudo, pessoalmente não me ecoou assim tanto. Mesmo assim há que reconhecer-lhe o mérito e daí encontrar-se nesta posição da lista. Fico mais à espera daquilo que virá a ser a sequela deste filme, pois as bases estão feitas para algo maior surgir no futuro.

 

2 – Justice League (2017)

Devido à fraca recepção da crítica de Batman V Superman: Dawn Of Justice, a produção do filme da Justice League tornou-se algo complicado e custoso para Zack Snyder, o qual viu o seu projecto grandioso, não ter o mesmo resultado que ambicionava. Dito isto, Justice League é uma obra drasticamente diferente dos outros filmes do DCU, uma vez que tem mais aventura, mais humor e até é mais “soft” (no sentido, em que reduz o tom sombrio de outrora). No entanto, devido à fraca construção do antagonista principal, aliado à pouca, ou quase nula, química entre os diferentes heróis, torna a junção destes últimos, em algo de extrema urgência, o que se refletiu no último acto prematuro  e com pouco build-up.

No fim da experiência, os maus da fita perdem, e os heróis saem vitoriosos. Esta breve descrição para um filme de super-heróis que saiu no mesmo ano de obras como Logan, deixa muito a desejar. E agora, em retroespectiva, a situação piorou significativamente, devido à presença de filmes como Avengers: Infinity War ou até de Black Panther, seja como for, diverti-me bastante com Justice League. Curiosamente, tanto este filme, como Batman V Superman: Dawn Of Justice, foram filmes que receberam bastante desprezo por parte da crítica, mas que surpreendentemente, conseguiram-me entreter. Seja como for,  Justice League pode não ser aquilo que muita gente queria ver de um filme deste equipa de heróis, mas não deixa de ser uma experiência positiva, com alguns momentos bem executados. E pessoalmente, mesmo indo contra a maré, é dos meus filmes favoritos do MCU, daí encontrar-se na posição em que está.

 

1 – Wonder Woman (2017)

Depois de um começo agitado, com três filmes um tanto decepcionantes, Wonder Woman foi uma verdadeira lufada de ar fresco no DCU, e mantém-se até hoje como a melhor obra deste universo compartilhado. A sua breve aparição em Batman V Superman: Dawn Of Justice deixou a desejar por mais, e nem mesmo eu, esperava que um retorno desta personagem fosse ser da forma como acabou por ser entregue. Wonder Woman consegue conciliar dois feitos: Entregar um filme de origem bem executado, fugindo aos estereótipos do género, simultaneamente que tem uma protagonista feminina forte, bastante fiel à sua caracterização das comicbooks.

Gal Gadot e Chris Pine são provavelmente o par romântico mais compatível que fim nos últimos anos, em filmes deste sub-género. O plot-twist do filme, não consegui prevê-lo, e apanhou-me bastante de surpresa, o que somou pontos a mais à minha experiência geral. Resumidamente, este filme é o retrato mais puro de Diana, a mais famosa heroína do universo das comicbooks, a qual já deveria ter tido um filme deste género há muito tempo. Espero que a sequela aproveite o potencial deste primeiro filme, e crie algo subsversivo ou até uma espécie de desconstrução da personagem, de forma a continuar a somar pontos no ramo do DCU e sobretudo no género. Vamos ver se o filme solo de Black Widow, conseguirá tirar um pouco da atenção, em termos de filme de super-heróis protagonizado por uma personagem feminina, também para si.

 

Podem conferir as últimas edições desta rubrica aqui:

  1. Marvel Cinematic Universe;
  2. Sly Cooper;
  3. Star Wars;
  4. Hitman;
  5. The Matrix;
  6. Jak And Daxter;
  7. Pixar;
João Luzio
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