Do Pior…para o Melhor! #5 – The Matrix

Nota Geral: Esta rubrica pretende ordenar em termos de qualidade, vários videojogos, filmes ou outras obras de entretenimento, dentro da sua franquia. Isto não quer dizer, que por uma coisa estar em último lugar, seja necessariamente má, simplesmente em comparação com as restantes é mais fracaReforço ainda, que esta rubrica é baseada numa opinião meramente pessoal.

 

3 – The Matrix Revolutions (2003) 

O hype criado em torno da última parte da trilogia de filmes da saga The Matrix foi exponencial. Muitas teorias e especulações que beiravam, praticamente o nível de Avengers Endgame, de como as pontas se iriam amarrar para entregar um final coeso. Bem, devo dizer, que apesar de ser o filme mais fraco dos três, entrega um final minimamente satisfatório. Muitos apontam o facto de muitas coisas ficarem em aberto, a meu ver, concordo totalmente com essa decisão, a piada de filmes como a saga The Matrix é deixar as coisas abertas à imaginação e interpretação alheia.

Posto isto de lado, o meu maior problema com The Matrix Revolutions é por ter um ritmo arrastado, que por vezes se prolonga em determinadas cenas de forma exagerada. Acredito que o filme poderia ter reduzido significativamente o seu tempo de duração (e retirado algumas plot-lines) que entregaria uma experiência muito melhor. Não obstante, há que reconhecer que este título faz parte de uma trilogia, portanto, ao ser visto como um todo, a sua qualidade acaba por não ser tão discrepante, por oposição ao ser visto como parte de um todo, a situação muda de figura.

Individualmente The Matrix Revolutions é um filme mediano, beirando a barreira do fraco, decepciona, mais do que surpreende. Devo dizer que há certas coisas que me fazem confusão e que  parecem demasiado distantes até do tom estabelecido nos outros dois filmes, mesmo contendo boas ideias. Todavia, desiludiu-me bastante e considero-o a ovelha negra da trilogia.

 

2 – The Matrix Reloaded (2003) 

Sou o primeiro a chegar-me à frente e dizer que fui totalmente contra a ideia de continuarem o filme original de 1999. The Matrix era e é um filme perfeito em todos os sentidos, não necessitava de uma continuação, sequer de uma trilogia. Ainda assim, aceitando esta decisão, The Matrix Reloaded que se seguiu, fez um bom trabalho em explorar a mitologia e o universo dentro e fora da simulação da Matrix. Contudo, e sabendo que nenhum dos seus aspectos conseguiria chegar perto do seu antecessor, este filme entregou uma boa experiência, não a melhor, mas satisfatória. Trouxe à tona, alguns aspectos e questões deixadas de lado no primeiro filme, e deu-lhes algumas nuances e respostas interessantes.

Um dos aspectos fundamentais do original, dizia respeito à sua vertente filosófica, que aqui é deixada um pouco de lado. De outra perspectiva, voltam em maior número as cenas de ação e os efeitos especiais grandiosos, acompanhados, mais uma vez, pela banda sonora intensa e vibrante. O seu maior trunfo é o gancho e as possibilidades que deixa em aberto para o último filme da trilogia, tanto que  lembro-me (apesar de ter visto após ter saído no cinema), que foi dos filmes que mais teorias e especulações fiz, em tentar prever o que iria acontecer a seguir.

Além disso, The Matrix Reloaded enriquece exponencialmente  o seu universo, como já mencionei, e expande-o para várias direções, as quais deram origem a videojogos e comicbooks, que tentavam preencher estas lacunas deixadas pelas continuações, especialmente por este filme. Não chega a ser tão delongado como o terceiro, nem tão bom quanto o primeiro, ainda assim há que reconhecer algum mérito, pois é um filme que entretém bastante bem, e em última análise, já é um bom motivo para lhe dar uma chance.

 

1 – The Matrix (1999) 

Quando The Matrix estreou a 21 de Maio de 1999, teve um enorme impacto na época, o qual se reflete até aos dias de hoje. Muitos podem vê-lo apenas como um filme de ação genérico dos anos 90 com bastante látex e cenas bem coreografadas à mistura, contudo, os verdadeiros apreciadores vêem-no como uma obra prima da sétima arte, composto por uma camada filosófica (alegoria da caverna) e com várias analogias sociais e políticas. Foi um filme que inovou bastante, desde os efeitos especiais, à forma como se coreografavam as cenas de ação, até mesmo ao poder da simbologia e da intertextualidade que um mero filme poderia ter. A sua banda sonora é incrível e chega a ganhar o protagonismo em algumas cenas.

Pessoalmente, e apesar de saber de todos os feitos que alcançou, The Matrix tem uma importância ainda maior para mim, está, sem hesitar, no meu top 10 de melhores filmes de todos os tempos. É daquelas experiências que consigo assistir vezes e vezes sem conta, e nas quais consigo reter sempre uma nova informação e/ou mensagem. Muitos tentaram copiar “a sua fórmula”, outros tentaram recriar as suas cenas das mais diversas formas, sob os mais diversos contextos, porém, sem sucesso. The Matrix é uma obra, com início, meio e fim, cujos seus constituintes resultam numa harmonia cinematográfica de excelência.

Do ponto de vista “”negativo”” (com muitas mais aspas), apenas consigo apontar, que não sou o maior fã do vilão de Cypher, mesmo assim, este está bem construído e com motivos convincentes, que justificam o seu arco de personagem, e respectivo arquétipo (The Trickster) na narrativa. Por todas estas razões (muitas mais poderiam ter sido enumeradas) fazem The Matrix ser não só, o melhor da trilogia, como um dos filmes que todas as pessoas têm a obrigação de ver antes de morrer. Não me canso de o recomendar, e não me cansarei também de o elogiar, como também os seus directores, Lana e Lilly Wachowski, por entregar esta produção inigualável.

 

Podem conferir as últimas edições desta rubrica aqui:

  1. Marvel Cinematic Universe (MCU);
  2. Sly Cooper;
  3. Star Wars;
  4. Hitman;
João Luzio
Share

You may also like...

error

Sigam-nos para todas as novidades!

YouTube
Instagram