Coisas sobre anime ~8~ – No Game No Life vs Mondaiji-tachi

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Esperavam uma flame war? Too bad!

 

-Assunto da semana-

No Game No Life vs Mondaiji-tachi ga Isekai kara Kuru Sou Desu yo?

Em termos de anime (e light novel) existe quase um ano de diferença entre ambos, mas o pessoal lembra-se mais (e odeia mais) de No Game No Life, que saiu mais tarde. E depois existe claro uns que dizem que um é a cópia do outro e coise. Embora basicamente a história de ambos os anime seja de as personagens serem invocadas para um novo mundo, e de resolverem as coisas a partir de jogos.

Talvez seja melhor começar por No Game No Life, que é mais popular. Sora e Shiro entram no mundo de Disboard, que é constituído por 16 raças, e que possui 10 regras com o fim de evitar guerras e qualquer tipo de má acção entre as mesmas.

Colocado bem no fundo está Imanity (humanity), que de momento está a ter um torneio para decidir quem será o próximo rei. Evidentemente, Sora e Shiro ganham, e assim começa a aventura para a conquista deste novo mundo. Primeira paragem (apôs uma ou outra pelo meio) o reino das raparigas (e homens) com orelhas (e caudas) de animas. Prioridades.

Existem vários pontos que o comum mortal (sim, eu sou uma pessoa com gostos esquisitos) desgosta sobre o anime.

Ponto 1 – Aparentemente as personagens principais são “op“. Ou seja, elas aceitam um desafio e o mesmo já está ganho, sendo que depois aparece um plano “vindo do nada”. Sinceramente, não me interessa. Eles possuem um QI enorme, e andam mais que informados sobre qualquer coisa que possa aparecer em qualquer género de jogo.

Já existem várias histórias onde a personagem principal é fraca, e depois de uma training arc (ou time skip), ou até devido ao poder dos nakamas ex machina, ganha o dia. Por isso tenho preferência por obras onde a personagem é logo op. Tal como é o caso de Sora e Shiro.

Ponto 2 – A comédia sexual. É mais que comum na série de haver várias piadas que envolvem essa tema, deal with it. Entretanto alguns também falam das cores, que são demasiado néon, não me incomodam assim tanto, mas isso não está relacionado com a plot.

Não me acredito que a história seja o ponto negativo, é interessante (e divertido) ver qual será o plano seguinte dos reis, e os desafios acabam por ser bons. Em termos de mundo, a pouca informação que revelou sobre as 16 raças é interessante.

Já para não falar das várias referências, quem é que não gosta de referências?

Sobre Mondaiji, as personagens foram invocadas para um novo mundo, para ajudar uma comunidade (guild) que está completamente devastada. Neste mundo os poderes tem o nome de Gift, e cada personagem possui um poder, excepto a You, que pode ganhar vários poderes. E Izayoi que praticamente pode fazer o que lhe apetece.

Hm? Os poderes de Izayoi são op e não tem nexo? Who cares? Pensem nele como um filho de Saitama (One Punch Man), é op e quer diversão. Coisa que obtém, e proporciona. Não há nada melhor que um protagonista a rir-se como um maníaco enquanto arrasta o inimigo por uma parede.

Uh? As personagens principais restates são op? Não precisamente, pelo menos não tanto como Izayoi. Apenas acontece que os três protagonistas tem uma dedução rápida dos acontecimentos. Sempre é melhor que aquele protagonista que nunca percebe nada, mesmo que esteja escrito à sua frente.

Talvez seja uma capacidade dedutiva demasiado rápida, e já que algumas vezes não somos informados de que existe um problema, esta resolução pode parecer que vem do nada. Plot exposition. Don’t really care.

Acho que é melhor passar a falar do que existe de comum entre ambos, e o que não existe.

Ambos tem a mesma premissa de as personagens irem para um novo mundo, e esse mundo rege-se por jogos. Embora em NGNL eles sejam mais obrigatórios. Em Mondaiji as personagens principais possuem um tipo de poder, algo que é comum naquele mundo.

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Em ambas as séries os protagonistas são pretensiosos, querem divertir-se com desafios. Existe uma personagem para comic relief, que ao mesmo tempo consegue ser boa em jogos. O objectivo em NGNL não é tanto reconstruir o reino de Imanity, mas sim derrotar Tet, o deus daquele universo. Já em Mondaiji a preocupação principal é tornar a comunidade dos No-Name novamente habitável, e de se fazerem conhecidos.

Sim, conseguem ser semelhantes, tem base na mesma ideia, mas isso não quer dizer que um esteja a copiar o outro. Existem imensas obras que começam da mesma forma, quer seja anime, manga, videojogos ou até filmes.

Então acredito que o problema recaia mesmo sobre a “opcidade” das personagens. Mas vamos rever o assunto antes de avançar. Em NGNL Sora e Shiro foram invocados por Tet devido a serem os únicos bons o suficiente para poder oferecer-lhe um bom desafio. No caso de Mondaiji, Izayoi e os outros foram invocados por Kurousagi devido à mesma achar que eles eram os únicos bons o suficiente para a ajudar.

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Ou seja, eles foram invocados precisamente por serem op!

Se o problema for mesmo a história, Mondaiji apenas adaptou 2 volumes da light novel, e como não li a fonte original não posso comentar sobre a adaptação. Mas tenho a dizer que quando vi o anime pela primeira vez, pareceu-me ser um pouco apressado. Mais uma vez, não li a versão original, por isso não tenho como comparar. No entanto a ideia de renovar um local devastado fez-me lembrar alguns jogos (tipo Assassin’s Creed 2 com aquela vila), e o tema agradou-me. Apenas achei que as personagens deveriam ter tido mais foco.

No caso de NGNL, o anime adaptou 3 volumes, e li 4 (ainda estou a ver como fazer uma análise ao 4º volume, e a posteriores light novels que compre). Como Sora e Shiro não precisam de desenvolvimento, o “problema” recai na construção do mundo. Embora diga problema, não existe problema, uma vez que das espécies apresentadas (no anime), tudo recebeu a sua devida explicação. O 4º volume apresentou duas novas, e ofereceu informação interessante sobre as mesmas (e ainda um pouco sobre uma ou outra). Se no caso de NGNL o problema for a comédia sexual… bem… então o melhor é evitarem…

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Danshi Koukousei de Urekko Light Novel Sakka wo Shiteiru keredo, Toshishita no Classmate de Seiyuu no Onnanoko ni Kubi wo Shinmerareteiru.

Provavelmente o título mais longo de uma light novel.

Fonte original da imagem de destaque: nora – pixiv

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Otávio Cezar

na light novel foi explicado os poderes deles, o passado dos personagens e além de reconstruir a comunidade eles tem que salvar os companheiros que foram mandados para outros mundos/linhas do tempo, em questão de anime eu prefiro mondaiji, mas gostei de no game no life também.

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