Anita Sarkeesian fala do GamerGate no The Colbert Report

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Uma vez mais a feminista Anita Sarkessian ganhou tempo de antena, desta vez no programa The Colbert Report.

Num tom mais brincalhão e descontraído, Colbert fez de advogado do diabo, de forma a permitir que Anita pudesse defender os seus ideias e explicar no que consiste o GamerGate.

É um segmento divertido e que não insulta ninguém de forma caustica. Vejam o vídeo e deixem a vossa opinião.

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Lfo

Qual a cena desta moça e pq é que ninguem gosta dela?

BrunoPantySerrano

Tambem gostava de saber mas algo me diz que tem a ver com a parte de ela ser feminista.. :v

Daniel Silvestre

O problema disto tudo está no âmago da palavra feminismo, quando na realidade devia ser equalitarismo.

O que a maioria das feministas querem não é igualdade, mas sim reduzir a força e importância do homem na sociedade, quando na realidade, bem feito não seria diminuir o sexo oposto, mas fazer com que o sexo mais injustiçado ganhe força para estar ao mesmo nível.

Felizmente que neste segmento, foi tudo levado num tom de brincadeira. Mas aposto que muitas feministas devem ter ficado chateadas : )

_GM_

Ela diz que a indústria dos videojogos é machista. Ela começou por fazer alguns vídeos no Youtube sobre jogos que retratavam de forma negativa as mulheres. Usou Super Mario como exemplo em que em geral, nos videojogos, há sempre uma mulher que precisa de ser salva por um homem. Depois usou um jogo do StarFox em que durante a produção do jogo, o jogo teria uma personagem feminina como protagonista mas que mais tarde essa mesma personagem deixou de ser protagonista, e como se isso não bastasse, essa personagem aparece no jogo, presa, precisando de ajuda de um personagem masculino (Fox).

Depois ela usa outros exemplos em que a mulher nos videojogos é retratada como objecto sexual. Exemplos de alguns MMO’s onde olhas para as armaduras que não estão a desempenhar o “papel” de armadura. Em vez de proteger a mulher durante o combate, a armadura acaba por mostrar mais pele e carne, destacando as pernas, mamas e barriga. Ela diz que isso acontece para o jogo apelas a uma audiência masculina. E tens o Dead or Alive onde mostram mulheres com pouca roupa a fazer poses, apenas para agradar aos homens.

Eu acabo por concordar com alguns argumentos dela. Mas não a respeito pela mesma razão que, pelos vistos, ninguém gosta dela. Ela dava as suas opiniões pelo Youtube, através de vídeo. E enquanto alguns argumentos eram consistentes, outros não eram. E em geral, os vídeos dela acabavam, por assim dizer, a atacar a indústria toda. Como isso não bastasse, os vídeos dela começaram a receber comentários. E como deves saber, a Internet está cheia de pessoas infantis, não importa a idade ou sexo. E começaram a haver comentários desse tipo de pessoas a insultar-lhe etc.. Mas ao mesmo tempo, houve pessoas que comentavam nos vídeos dela, com argumentos construtivos e que davam que pensar. Só que ela em vez de contra-argumentar, de uma forma legítima, simplesmente passou a bloquear comentários nos seus vídeos e em vídeos posteriores, fazendo com que a sua opinião fosse espalhada pelo Youtube e mais ninguém pudesse dar a sua opinião, a favor ou contra, nos seus vídeos.

Eventualmente, ela foi ganhado fama, devido ao facto de alguns olharem para os vídeos dela como algo controverso, e ela foi espalhando as suas opiniões em outros locais. Ela chegou a ir a escolas (onde chegou a receber ameaças de bomba), chegou a ser mencionada em notícias de TV e agora graças ao Gamergate, o nome dela está se espalhando ainda mais, bem como as suas opiniões. E até hoje, isso tudo culminou no Colbert Report. E duvido que pare por aqui.

Para além dela não permitir, ou não dar atenção, as opiniões dos outros, as vezes ela tem comentários (por exemplo no twitter) que, em vez de tentar defender as mulheres no que toca a indústria dos videojogos, ela ataca os homens. Ela tem comentários no Twitter como estes: Mass shootings are one tragic consequence of a culture that perpetuates toxic ideas of masculinity. This is how patriarchy can harm men too. Dá a sensação que ela não procura direitos iguais entre homens e mulheres, mas que as mulheres merecem mais direitos que os homens.

E esta não é a ultima vez que a vamos ouvir falar. Ela vai continuar a ir a escolas falar sobre o assunto, vai continuar a ter as suas entrevistas a jornais, vai continuar a aparecer em notícias, vai continuar a ter atenção. Porque, imo, ela procura mais atenção para ela mesma, e destaque, do que realmente lutar pelos direitos da mulher. Porque se ela quisesse lutar pelos direitos da mulher, ela não estaria no Youtube a falar sobre como uma armadura de uma mulher destaca as mamas. Ela estaria nos países onde os direitos das mulheres são praticamente escassos. Hoje de manhã vi na capa dum jornal que mulheres iranianas foram atacadas com ácido. Recentemente, uma mulher foi executada por ter matado o homem que acusava de a ter tentado violar. Nesses locais, as mulheres praticamente não têm direitos, são tratadas MUITO pior que as mulheres dos videojogos. E é nesses países que pessoas que se dizem feministas têm que lutar pelos direitos. Porque imo, é muito mais importante lutar pelas vidas de mulheres no nosso mundo, do que por um melhor tratamento de mulheres num mundo virtual.

Alistair

Bem-vindo ao feminismo de nova vaga! O objectivo da maioria das chamadas feministas já não é igualdade, é supremacia feminina, e isso é tão útil ao mundo como a supremacia masculina. As fundadoras do femininismo devem estar a rebolar nos caixões.
Claro que ainda, há mulheres e homens que lutam pela igualdade e por direitos legitímos, mas, surpresa, são pouco mediatizados. Parece que hoje só se dá importância a opiniões extremadas.
Eu sou da opinião que temos que caminhar para o centro e não para as pontas. O mundo é cinzento, não preto e branco, por isso, ninguém pode reclamar supremacia ou verdade absoluta.
Temos que perceber que, como humanos, temos muito em que somos iguais, mas também temos bastantes diferenças. Há diferenças inultrapassáveis (cada vez menos, mas existem), das quais não temos qualquer opção ou responsabilidade. Há outras diferenças que nós escolhemos ou tomamos inconscientemente. Isto é individualidade. No entanto, continuamos todos a pertencer à mesma espécie, independentemente, do sexo, da raça, da religião, da idade… Resumindo, e utilizando a ideia biológica, uma espécie é um CONJUNTO de INDIVÍDUOS que COMPARTILHAM CARACTERÍSTICAS que os definem como tal.
É necessário compreender e aceitar os factos, lutando para que não causem prejuízo a ninguém. É aqui que deve estar o ónus da luta pela igualdade. É um ideal utópico? É! Chamem-me romântico, lírico ou ingénuo… Sou isso tudo, talvez até mais (ou menos), mas prefiro ser assim.

Lfo

Um de vocês vai ganhar um Swapper no final da semana.

Squall_jb

Quem fala assim não é gago. confesso que não estava por dentro deste assunto, fiquei esclarecido obrigado 😉

Marco Correia

é a primeira vez que estou a ver algo relacionado com isto do GamerGate, e estava a achar piada a este video mas parei de ver, isto é aquele tipo de cenas em que prefiro viver na ignorância, cheira-me bués a cancaro virtual xD

Kanudo

Eu também prefiro fazer como tu e estar na ignorância, apesar de ter um pequena noção do que se está a passar. Basicamente zéquinhas a serem tónes.

Claudia Santana

Se há alguma coisa que ela tem feito, é dar mau nome às mulheres e raparigas que jogam jogos.
Não preciso dela para falar por mim, preciso que ela pare de enganar as pessoas e arranje outra coisa para fazer da vida.

Kanyder

Muita gente tem a ideia errada do que é o GamerGate

https://www.youtube.com/watch?v=ipcWm4B3EU4

wait for it…

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