Análise – Xbox One

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Desde o ano de 2001 que a Microsoft tem apostado no mundo das consolas, e por mais incrível que pareça, tem tido um grande sucesso no geral. O nosso país tem recebido todas as consolas lançadas pela companhia e a nova Xbox One não foi excepção. Foi preciso esperar alguns meses para recebermos a consola, após o lançamento inicial que ficou cingido a um punhado de países.

Seja também de frisar que num país onde a história está dividida entre a Nintendo e Sony, a marca da Microsoft tem conquistado pouco a pouco uma comunidade bastante grande que tem algum destaque.

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Informações gerais:

A consola vem equipada com um processador denominado como “Jaguar” de oito núcleos, um GPU baseado no AMD Radeon HD 7000, 8Gb DDR3, capacidade de executar resoluções a 1080p, entrada de HDMI para receber sinal no dashboard da consola e saída de HDMI para ligarmos ao nosso televisor de alta definição.

Podemos comprar uma consola pelo preço de 399€ com dois jogos, mas outros bundles existem e que trazem também o sensor de movimentos Kinect – sensor este que não nos foi disponibilizado para este artigo.

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Xbox Live:

A Microsoft continua a apostar no Xbox Live como plataforma digital para venda de jogos e portal para tudo o que seja internet na consola, sendo que está dividido entre duas subscrições. A subscrição de maior destaque é o Xbox Live Gold, que para além de acesso exclusivo a vários conteúdos da consolas, descontos e abrir a possibilidade de jogarmos online, dá também a chance de oferecer jogos a cada mês.

Consegue manter-se como um serviço revelante e dentro do tempo, isto porque consegue oferecer uma grande qualidade no que toca a serviços – apesar de grande parte deles poderem nem chegar ao nosso país – e com um enorme upgrade no que toca à qualidade dos jogos oferecidos.

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Consola:

A atracção principal vem num tamanho cujas medidas são 33.3cm x 27.4cm x 7.9cm. É um aparelho maior do que se espera e com um peso considerável. Fica bem numa estante dado ao acabamento a preto e ao design simples. Quando ligada exibe uma luz branca no logo frontal. A entrada de discos tem uma ranhura ao invés da gaveta encontrada na Xbox 360. Na verdade é uma consola bastante silenciosa, sendo possível ouvir só com algum silêncio o disco rígido a funcionar.

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O dashboard é baseado no sistema Metro que se encontra no Windows 8, Windows Phone e Xbox 360. Está desenhado para funcionar de uma maneira específica para a Xbox One sendo que para além das várias janelas com aplicações e funcionalidades, o centro do ecrã cumpre um papel importante. Este centro funciona para mostrar a funcionalidade principal que estamos a correr, seja um jogo, um filme blu-ray, uma aplicação, sendo que ao carregarmos no botão do símbolo da Xbox no comando, podemos entrar ou sair do dashboard – e navegar à vontade – sem ter que sair completamente do que estamos a fazer.

É um dashboard que requer um pouco de habituação dado a parecer bastante confuso a início, mas é possível criar atalhos daquilo que mais usamos em zonas mais acessíveis e rápidas ou então usar a opção Snap que nos dá acesso rápido a aplicações enquanto estamos a jogar como o Skype ou Twitch.

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Comando:

O comando funciona como continuação do da Xbox 360. Possui o mesmo layout no que toca à posição dos botões, sendo que o botão da Xbox situa-se mais acima para esta nova plataforma. Como seria de esperar, assenta bem nas mãos, possuindo uma dimensão um pouco menor quando comparado com o da Xbox 360 e o d-pad é uma óbvia evolução.

Gostei bastante dos analógicos, isto porque têm uma superfície aderente e com relevo à volta da zona onde poisamos o dedo, isto por forma a ajudar na aderência em movimentos mais expressivos e frenéticos dos dedos. Pensava existir um pequeno problema no espaço entre os bumpers e os gatilhos, sendo que ao premirmos o gatilho num jogo como um shooter poderia fazer com que tocássemos no bumper sem querer, mas a habituação ao comando mostrou que isso não é problema.

É sem dúvida um passo em frente no que toca à estética e ergonomia, livrando-se de alguns contras da versão anterior como o d-pad, mas também não é uma revolução.

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Jogos:

A Microsoft vai apostar forte nos seus estúdios de renome, mais propriamente a 343 Industries, Turn 10 ou até a Remedy Entertainment. Jogos como Forza Motorsport, Halo, Fable vão fazer as hostes da casa, mas outras apostas como a exclusividade temporária de Titanfall ou Rise of the Tomb Raider poderão deixar os cépticos um pouco mais inclinados para a sua aquisição.

A Xbox One continua a ser uma enorme aposta por parte dos estúdios maiores para receber o seu jogo, portanto serão muito poucos os jogos multi-plataformas que ficarão de fora desta nova consola.

A aposta nos indies está definitivamente lá, e estando a par daquilo que a concorrência tem feito ultimamente, apostando em estúdios como Capy Games com o seu Below ou Super Time Force, Hyper Lighter Drifter! da Heart Machine ou então Cuphead da Studio MDHR. Recentemente a companhia comprou também o estúdio responsável por Minecraft, a Mojang.

A companhia incentiva também os estúdios indie em produzirem jogos para a sua consola com o programa ID@Xbox, tornando a consola facilmente acessível para os mesmos, mas o resultado em toda esta abertura só será visível dentro de algum tempo.

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DVR e Stream:

Esta é sem dúvida uma das maiores apostas das consolas de nova geração. A nova consola da Microsoft usa a muitíssima conhecida ferramenta de streaming, o Twitch. É na verdade muito fácil de usa-lo para mostrar ao mundo inteiro os nossos leet skills ou então simplesmente partilhar com toda a gente o que estamos fazer. Não é uma aplicação intrusiva e com muitas burocracias, ficando com um simples texto na zona inferior do ecrã para afirmar que estamos a fazer streaming do nosso jogo e quantas pessoas estão a ver o que fazemos.

A aplicação de DVR também é bastante fácil de usar, sendo que o resultado final será encaminhado para o programa Upload Studio. Em Upload Studio podemos tratar da nossa jogabilidade gravada em vídeo, editar com a ferramenta própria para a edição e fazer upload para o programa por forma a que seja visto pelo mundo inteiro. É também possível retirar o ficheiro de vídeo da consola através do OneDrive e posteriormente fazer upload para o Youtube da mesma.

Podem ver o resultado de uma gravação já de seguida.

Conclusão:

Por enquanto a Xbox One mostra-se uma consola sólida e com alguma capacidade para competir com as restantes plataforamas e oferecer bons momentos aos fãs. Vamos ver o que o tempo dirá pelo que não darei nota a este apanhado inicial.

Vejam também o nosso unboxing da Xbox One no seguinte link, cortesia da Microsoft Portugal:

Unboxing – Xbox One

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Raizor

Gostei da análise…resumida e clara. Aliás até li informação que desconhecia sobre a consola.

e acho que deu para entender qual é o jogo mais esperado pelo Lemos em 2015 tendo em conta que ele é fã de RPGs 😀 …curiosamente é o meu também

Só tenho uma dúvida… vão fazer uma análise da PS4 também?

LuisLimox

Can’t wait to see next-gen Geralt ^^

Raizor

O hype está tão alto para este como estava para o Skyrim? se bem me lembro tu adoravas o jogo

LuisLimox

Hoje em dia eu costumo “desligar-me” de jogos que espero fervorosamente, no toca a info, trailers e etc para ter uma opinião mais genuína e ser apanhado de surpresa – seja boa ou má surpresa – sendo isso um pouco difícil dado ao que eu faço no site, mas é isso que eu ando a fazer com o novo Witcher.

Raizor

realmente, faz sentido

Marco Correia

as PLATAFORAMAS de agora pá!

Silver4000

Adorei… adorei… aqueles comentários na pic da stream.
Tem tudo a haver com o jogo em questão, awesome.

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