Análise – World of Warcraft: Legion

Existem dois tipos de análises, uma delas é a mais comum e a mais “fácil” de fazer. Essas são as análises de jogos normais. Depois existem os MMO, que parecem ter uma categoria própria.

Anos a fio, especialmente com World of Warcraft, tentei sempre não criar uma grande distinção entre os dois formatos, mas não é uma tarefa fácil, pois corria sempre o risco de não abordar algum aspecto importante num conteúdo tão massivo.

Desde que estamos no PróximoNível, o paradigma mudou um bocado, por isso mesmo, o que interessa aqui é: será a expansão Legion um bom conteúdo para World of Warcraft e traz a diversão que todos procuram? A resposta é um grande sim, embora com um mas no final.

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Embora eu seja fã de Mists of Pandaria e tenha gostado da maioria das expansões de WoW até agora, World of Warcraft Legion parece o mais WoW que WoW já foi no passado. Existem muitos demónios, Burning Legion e uma ênfase ainda maior em facções. A narrativa está cheia de reviravoltas e muitas das quais não me agradaram pessoalmente, mas isso não cabe a mim decidir, pois está bem escrito.

Agora olhando para a estrutura das missões e adições, como é o caso dos Demon Hunter e da sua demanda, WoW parece estar ainda mais rico que no passado, mesmo tendo em conta a geração Vanilla que nos obrigava a ler as quests todas. Infelizmente, com os Quest Helpers, sentimos o apelo a passar certas conversas à frente, o que destrói um pouco do lore que foi escrito para NPC menos importantes.

Como já tinha dito, o Demon Hunter é uma das grandes novidades e uma classe bastante interessante. Não só é diferente das restantes como acaba por ser uma das mais móveis do jogo. Estes conseguem atacar à distância, ganhar espaço e criar combinações. Pensem neles como uma mistura entre Rogue, Monk e até Hunter de certa forma. Os Demon Hunter são bastante fortes e ainda por cima beneficiam cura constante com orbs que surgem de inimigos mortos.

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À medida que evoluem o Demon Hunter vão perceber que a classe está um pouco forte demais, especialmente em PVE onde é possível gerir a quantidade de inimigos que vão matando, o que permite até que o Demon Hunter ataque com força enquanto absorve ataques ao estilo de um tanque com bom equipamento. Em PVP, existe melhor que ele, mas não deixa de ser bastante forte.

Já que falo do PVP, tenho a dizer (novamente) que não sou grande fã do PVP de WoW, mas do que pude jogar, gostei especialmente de voltar a jogar com o meu Tauren Hunter, o Demon Hunter joguei em níveis mais baixos, o que deu para ter uma ideia do que conseguia fazer com cada um deles agora que o nível foi aumentado até 110.

Com novo aumento de nível, existe toda uma nova região para explorar. Gostei de ver que as novas áreas podem ser exploradas de forma livre, o que regula o nível dos inimigos consoante a área que resolvemos explorar primeiro. É uma forma bem pensada de avançar e também de dar liberdade de escolha ao jogador.

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No geral, as novas áreas não são nada assim de especial. Não digo com isto que são feias ou estão mal idealizadas, mas não me surpreenderam tanto como em expansões como Burning Crusade e Mists of Pandaria. Existem localizações impressionantes que vou guardar memória (o lago do Dragão por exemplo), por isso é até um bom sinal de que a imaginação continua a estar em alta, mesmo que exista muito Fel um pouco por todo o lado.

Depois existem todas as novidades que foram adicionadas, como certos afinamentos, novos ataques, montadas, dungeons e afins. É conteúdo que dá pano para mangas e vai certamente dar para entreter os fãs até ao lançamento dos próximos patches (como alguns que abrem versões mais difíceis de certas masmorras e adição de certas raids).

Outra grande novidade é a introdução das Artifact Weapons, armas míticas que podem adquirir para cada uma das classes e até profissões. Estas armas evoluem e podem ser melhoradas com o passar do tempo. Embora possam escolher usar uma Artifact, não é de estranhar que acabem por mudar mais tarde ou mais cedo para outra arma, o que até parece estranho, pois estão a trocar armas lendárias por outras não tão importantes para a história.

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Embora já mostre sinais claros de envelhecimento, World of Warcraft Legion ainda consegue trazer bastante vida e personalidade a WoW. As estruturas e personagens sofrem bastante e algumas áreas já parecem demasiado ultrapassadas, mas quando puxam os gráficos até ao máximo, ainda existe uma boa profundidade visual e detalhe no ambiente que vos rodeia.
A banda sonora continua a ser excelente em todos os aspectos e as novas vozes cumprem bem os requisitos.

Mesmo com alguns pequenos “mas” espalhados pela análise, o grande “mas” de Legion é mesmo a sua importância para o futuro do MMO. No geral, esta é a mesma fórmula de sempre, algo que já foi feito vezes e vezes sem conta, mesmo para mim que não tem várias personagens a nível 110. Foram feitas adições e afinações que me deixaram extremamente satisfeito, mas os dias em que não conseguia jogar, não sentia a vontade fervorosa de regressar tal como me aconteceu até Mists of Pandaria.

Depois de um mês de análise, a subscrição acabou e não senti vontade de voltar a renovar para continuar a jogar. Será que ia continuar a jogar se não tivesse de pagar? Acredito que sim, pois é sempre empolgante fazer log in e fazer mais algumas missões ou explorar novas zonas (sim eu gosto de cartografar os mapas ao máximo). Será que isto quer dizer que já começa a ser altura de retirar a subscrição e cobrar apenas pelas expansões?

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Seja como for, World of Warcraft Legion é um exemplo valioso de como WoW ainda tem muito para dar. A história é boa, o ritmo e conteúdo também, só peca mesmo por ser o mesmo jogo que já joguei tantas vezes no passado. Se são fãs como eu, isso não importa assim tanto, por isso voltem a Azeroth e matem as vossas saudades.

Positivo:

  • Históriapn-recomendado-2016
  • Nova região com sentido
  • Demon Hunter é uma boa classe
  • Escolha das áreas de destino
  • Que grande banda sonora

Negativo:

  • O mesmo sistema que se repete
  • Áreas com menos impacto
  • Artifact Weapons desequilibradas

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Marcupial

Sera que o Bear este tempo todo era na verdade um druid transformado :O

Daniel Silvestre

Isso seria um twist bem pensado xD

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