Análise – Tomb Raider

Neste momento, tanto o cinema como os videojogos atravessam uma era em que se recorda o que era bom com remakes e remasters de clássicos. Ao mesmo tempo surgem cada vez mais Reboots de histórias e personagens que tentam contar histórias antigas às novas gerações.

Este último método tem sido sido utilizado em especial no cinema, onde filmes como The Amazing Spider-ManDark Knight ou o Man of Steel, vieram (e vão) trazer novas versões reinventadas de outros filmes com outros actores e histórias ligeiramente diferentes.

Embora de forma menos nítida e predominante, o mesmo tem vindo a acontecer nos videojogos. Jogos como DMC, Castlevania Lords of Shadow e até Rayman Origins são bons exemplos de jogos que resolveram riscar o que tinha sido criado até agora, para voltar a contar a mesma história, embora com algumas diferenças.

Se jogos como Rayman Origins e Castlevania Lords of Shadow tiveram sucesso junto dos fãs, porém, embora seja um jogo com bastante qualidade, DMC não teve a mesma sorte e caminhou na corda bamba ao longo da sua produção e lançamento.

Mesmo que não tenha pintado o cabelo da personagem principal de uma cor diferente, a Crystal Dynamics e a Square-Enix resolveram que era a vez de Tomb Raider e Lara Croft sofrer o mesmo tratamento e recomeçar do zero. Será que foi a decisão correcta?

Retirar a confiança e o à vontade característicos de Lara Croft e devolve-la à sua juventude em que ainda era inexperiente e incapaz foi um risco enorme, mas a história de como Lara naufraga juntamente com os seus colegas de viagem, numa ilha remota, é uma das experiências mais humanas e coerentes da menina Croft até hoje.

Durante a aventura, vemos como Lara aprende a sobreviver na floresta com poucos recursos, como aprende a usar as poucas ferramentas disponíveis para criar armas e como pela primeira vez, precisa de retirar uma vida humana para salvar a sua. São momentos altamente naturais e humanos que mostram as origens de uma das maiores heroínas de sempre.

Há que dizer que Tomb Raider está bastante bem escrito, pensado e compassado. Quase todos os cenários ajudam a evoluir a história e a personagem e poucos são os momentos em que estão a salvo ou sem a pressão de que algo está prestes a acontecer. Cada zona que visitam está interligada através de um sistema livre de exploração, afastando a série do estigma de níveis do passado. Embora não seja um mundo totalmente aberto, a ilha está quase sempre aberta à exploração e podem recuar a pé ou através do sistema Fast Travel (viagem rápida) para grande parte das zonas previamente visitadas.

Claro que Lara precisa de um motivo para lutar e sobreviver e o facto de ser uma das principais responsáveis pelo naufrágio, alimenta um fantasma que a coloca responsável pela vida dos outros tripulantes. A ameaça constante oferecida pela fauna da ilha e pelos habitantes da mesma, dão força à personagem principal para visitar extremos da sobrevivência humana. Os momentos em que vão interagir com os outros sobreviventes são quase sempre curtos e quando não os estão a salvar, estão a lutar para salvar a vossa própria pele.

Felizmente, Lara não é totalmente incapaz e com alguns ensinamentos dados pelo seu mestre, grande parte dos elementos de jogabilidade chave de Tomb Raider estão de volta. Lara é uma escaladora nata, capaz trepar de diversas formas. A aventura que vivem na ilha vai obrigar a que tenha também de aprender a combater e disparar armas contra outros humanos.

A introdução dos elementos de sobrevivência e aprendizagem na utilização de armas oferece a este jogo uma das mecânicas que mais gostei de experimentar nesta nova aventura. Se antigamente Tomb Raider era basicamente um jogo de acção e plataformas, a introdução de experiência acumulada ao colher comida, encontrar artefactos e abater inimigos fazem com que Lara evolua em níveis, os quais podem gastar para melhorar as vossas capacidades físicas.

Além do físico, podem recolher também inúmeros destroços e objectos nos cenários e dos inimigos, com os quais podem melhorar as armas que Lara usa. Estes sistemas fazem com que Tomb Raider tenha também uma vertente RPG de peso, que leva o jogador a querer explorar os cenários para ganhar mais experiência e encontrar Salvage, para assim melhorar Lara. É sem dúvida um elemento muito vem vindo e parece natural, mostrando da mesma forma a evolução de quem aprende com a experiência.

Voltando aos cenários, a Crystal Dynamics fez um trabalho soberbo nos mesmos e logo a inicio é possível ver que algumas zonas estão claramente inacessíveis, o que requer que voltem atrás com novas ferramentas. Assim vão descobrir novas áreas com mais mantimentos e relíquias, ou até mesmo, túmulos que podem explorar para encontrar tesouros especiais e localização para outros artefactos, estas túmulos funcionam como pequenos puzzles que colocam as vossas capacidades à prova.

Para ajudar os menos pacientes ou novatos, foi incluído um “instinto de sobrevivência” que podem usar para recolher dicas sobre o cenário e quais são os pontos de interesse com os quais podem interagir. Embora pareça demasiado simplificador, não há dúvida que pode ser uma grande ajuda para os menos experientes nestas andanças e só necessita de ser utilizado por quem quiser.

Embora a aventura de Lara pela ilha ainda seja longa e carregada de incentivos para continuar a explorar o mapa, a Crsytal Dynamics e a Square-Enix resolveram seguir a manada e dar um modo Multijogador a Tomb Raider.

Tenho a dizer que a início até fiquei bastante entusiasmado com esta vertente, pois faz lembrar o modo online de Uncharted, mas está bastante longe do nível de qualidade da concorrência. Não quero com isto dizer tenha sido um mau esforço, mas parece que falta a fibra e impacto da campanha e embora existam vários casos onde os sobreviventes competem contra os habitantes da ilha, não existe uma componente furtiva real, o que é uma pena.

De qualquer forma, o online é sem dúvida bem vindo e não existe nada de errado com ele, por isso pensem nele como uma mais valia para o pacote geral.

Chegou a altura de falar do visual e som de Tomb Raider, duas componentes que dão cartas. Começado com o visual, o motor de jogo construído pela Crystal Dynamics não só é um autêntico portento visual, como uma ferramenta impressionante de fluidez e movimento das personagens. Tal como grande parte dos jogos deste fim de geração, existem aqui muitas limitações criadas pelo hardware, mas nada que prejudique o jogo por demais. Podem contar com boas animações, cenários bonitos e detalhados, presença realista dos efeitos climatéricos e muita interacção com os cenários.

Como é natural, um grande destaque vai igualmente para as personagens, estas foram bem criadas e são minimamente credíveis, porém, Lara é realmente a rainha do baile. É impossível não sentir compaixão por esta jovem que procura sobreviver a todo o custo frente a um cenário aterrador. É possível ver o medo espelhado na sua cara quando está rodeada de lobos, os lábios a tremer quando está à chuva ou o pânico quando é emboscada pelos inimigos nas primeiras zonas do jogo.

Quanto à música, esta varia entre o bom e o excelente, mas tenho a apontar que uma ou outra música mais parecem talhadas para um ambiente de selva tropical do que as florestas da ilha. Quando a acção aumenta, as músicas fazem um bom acompanhamento. As vozes estão boas no geral e conseguem ser credíveis. Aqui o destaque vai novamente para Lara que recebeu a voz de Camilla Luddington. A qualidade da sua prestação é muito boa, e tenho que dar valor à quantidade de sons, guinchos e gritos que gravou que é realmente impressionante. Outra nota de referência vai para a ambiência sonora que tem bastante impacto e representa bem a violência dos combates e da natureza.

Como é natural, o novo Tomb Raider faz lembrar em muito Uncharted, o que não deixa de ser irónico pois Uncharted foi buscar grande parte das suas influências à salteadora de túmulos original. Agora temos Lara a inverter novamente o bico ao prego e dar uma nova direcção ao género, mostrando que Drake vai precisar de suar bastante para manter o seu lugar no trono. Mas não é só de Uncharted que o novo Tomb Raider vive, consegui ver aqui também a influência inesperada de Dark Souls através da sua construção de cenários, a forma como estão interligados e a pressão de explorar locais desconhecidos. Por vezes chega a ser tão opressivo que se torna numa experiência mais assustadora do que muitos jogos de terror lançados nos últimos tempos.

Tomb Raider é uma vitória gloriosa sobre o desconhecido. Apesar de ter um online que vai passar ao lado da maioria, vai viver pela sua campanha, uma experiência que fica marcada na memória dos jogadores e que ajuda a construir uma personagem que é um ícone de várias gerações. Ainda é cedo para dizer quais são os jogos do ano, mas este estará certamente entre eles.

Vejam aqui a nossa análise em vídeo ao Tomb Raider!

Positivo:

  • Campanha viciante
  • A evolução humana de Lara
  • Sistema de experiência e evolução de armas
  • Construção da ilha e encadeamento de cada zona
  • Mundo semi-aberto incentiva à exploração
  • Prestação de Camila Luddington
  • A ilha parece orgânica

Negativo:

  • Lara passa de exploradora a assassina demasiado depressa
  • Online não vai além de um bom extra
  • Podiam existir mais formas para personalizar as armas
  • A consola congelou mais que uma vez entre cinemáticas

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João Silva

esse problema de freeze’s na consola nunca me aconteceu até agora. just for the record

Daniel Silvestre

A mim aconteceu o primeiro logo a seguir ao naufrágio quando a Lara chega à praia 🙂

Cumprimentos!

Nirvanes

Boa análise! Não gostava muito da Lara Croft especialmente por ser uma personagem tão sexista, mas sempre admirei o ambiente com os puzzles, aqueles combates 1×1 com animais (o T-Rex) e o mistério em geral.
Parece-me que este jogo perdeu um pouco essa coisa dos puzzles, parece um pouco mais virado para a acção, mas pelo pouco que vi adoro a nova Lara e hei de jogar este jogo num futuro próximo espero. A Lara finalmente cresceu, especialmente em termos ideológicos, e pessoalmente o pouco que vi consegue-me fazer gostar mais dela do que do Drake 😛 We’ll see!

Daniel Silvestre

É para mim a melhor Lara até hoje e eu gosto imenso da do primeiro e do Legends.

Cumprimentos!

Tiago Ferreira

Ainda não joguei este, mas a relação que conseguiram criar entre o espectador e o Drake foi muito bem pensada. Provavelmente este também consegue isso.

Nirvanes

Eu não acho o mesmo, eu não sinto qualquer empatia com o Drake… é um personagem que pouco me diz. O mais perto que tive de o fazer foi no terceiro jogo onde as raízes dele são um mais expostas e vemos um pouco do seu passado. Mas a nível de caracterização para mim é um personagem completamente ‘esquecível’, muita gente considera-o uma das figuras da geração mas eu não acho (apesar de não negar que o seja, mas mais pelo os jogos em si que são tecnicamente espectaculares, e não pelo desenvolvimento da personagem).

Tiago Ferreira

Pois, essa empatia por ele se calhar teve mais impacto em mim porque eu comecei pelo 3º jogo xD.
Mal posso esperar para ver a nova Lara.

Bruno Roxas

Adorei ler a análise.

Este Tomb Raider é um dos meus jogos favoritos desta geração. Antes de o jogar já tinha as expectativas bem altas e foram completamente superadas após o meu primeiro contacto com o jogo. Adoro cada detalhe, cada segundo e cada pormenor desta gloriosa aventura.

A vertente survival está muito bem conseguida. O facto de podermos caçar e a forma como o fazemos é excelente. Fiquei fã desta nova Lara Croft e é uma das minhas personagens femininas favoritas de sempre. Adoro o instinto de sobrevivência presente em toda a aventura.

Não concordo quando dizem que o Tomb Raider se parece com Uncharted porque Tomb Raider é muito mais que um jogo de aventura e exploração. Tem uma essência bastante própria que faz dele um jogo único no seu género, eu acho.

Este novo Tomb Raider é uma experiência fantástica e um jogo obrigatório para todos os fãs de videojogos, especialmente para os que não dispensam uma aventura grandiosa.

Nirvanes

A adoração toda não tem nada a ver por ser Square Enix? 😛

Daniel Silvestre

Uncharted, só mesmo o modo online. Hoje em dia dizer que um TPS é igual a Uncharted é o mesmo que dizer que todos os FPS são Call of Duty 😉

Cumprimentos!

Leonsuper

Boa review! Tenho um Tomb Raider, o Angel of Darkness, mas se já o joguei foram só uns 5 minutos. De qualquer das maneiras irei comprar este mais cedo ou mais tarde, provavelmente até ao fim do ano.

LFO

Depois do Ascension e antes do Light Returns, este virá para a minha colecção.
Irei comprá-lo lá para a Páscoa o mais tardar.

Can’t wait.

Boa análise…Excelente análise 😉

Daniel Silvestre

Thanks LFO.

Agora tenho “pena” de ti que vais ficar a ouvir toda a gente a dizer que o jogo é awesome e ainda não o podes jogar 😛

Cumprimentos!

LFO

Oh não faz mal 😉

Fabio Martins

Boas amigos .cheguei ao.fim do jogo e digo claramente .este é dos melhores jogos q joguei..aconselho plenamente..este TR na minha opiniao é o melhor de todos quer no enredo da historia quer a nivel.grafico e tecnico..

FoxRS

Análise porreira, principalmente a de vídeo. O “modo entrevista” funciona muito bem, espero que continuem. Torna tudo mais curto e directo ao assunto e é assim que se quer uma boa análise.

O jogo parece-me muito bom, sem dúvida que o hei-de jogar quando ficar baratinho. Sei que deve sair conteúdo extra, por isso ou fico à espera de uma edição completa ou arranjo mais barato daqui por um anito. Quem sabe, pode ser que saia no PS Plus (agora até é arriscado comprar jogos famosos, já que tendem a sair via “gratuita” algum tempo depois).

Adoro o vosso entusiasmo pelo Próximo Nível e cá estarei para acompanhar o que vier. Parabéns! 😉

LFO

Da Square já saíram muitos na Plus, é esperar para ver.
Mas este quero-o mesmo na mão.

Daniel Silvestre

Grande Fox.

Vamos manter por agora a vídeo-análise para os jogos com mais importância e o modelo deverá ser o mesmo.

Cumprimentos!

Marcelo Guerreiro

Este joga deve estar excelente…ah e excelente análise!!

Daniel Silvestre

Tnks!

jonest7

Ainda não acabei mas estou a adorar! SPOILERS :

E aquele navio português? muito fixe, boa referência aos descobrimentos de portugal

Daniel Silvestre

Bem, isso não é propriamente um spoiler 🙂

Cumprimentos!

Arez

Ainda ñ percebi o fascínio por este jogo… Substituíram uma serie com níveis bem designed, resolver puzzles e explorar ambientes labirínticos, por EXPLOSÕES TIROS TIROS TIROS EXPLOSÕES TIROS TIROS TIROS EXPLOSÕES. Muito bem. Vamos estupidificar mais outro género?

Para mim o estilo Tomb Raider apenas pecava em pormenores de jogabilidade, como correr contra paredes porque a gaja não sabe voltar numa curva a sério, cair num precipício sem tentar agarrar a borda automaticamente, apanhar coisas do chão em corrida, enfiar-se por um túnel a dentro sem perder o balanço.. enfim, haveria muita coisa a aperfeiçoar no estilo de jogo, tornando-o imensamente divertido e fluido, sem ter de mudar completamente o “estilo de jogo”

Aperfeiçoado não significa mudar um jogo e “emburrecer” todos os elementos. Os primeiros jogos da Crystal Dynamics conseguiram dar a mudança à jogabilidade que precisava. A partir daí, bastava criarem jogos maiores e melhores. Não tinham de mudar até ao ponto de que os puzzles fiquem nulos, e o jogo seja um misto de tiros básicos.

Tenho pena que a maior parte dos analistas ñ tenham visto isto, é algo básico para um apreciador da serie.

Cumprimentos

Vasco Neves

LOL, tanto hate.
Ao menos já te deste ao trabalho de jogar este título e verificares com os teus próprios olhos, que o que estás a dizer é um disparate pegado??

A série Tomb Raider estava a precisar de uma mudança, e ainda bem que fizeram um jogo assim, com poder de exploração, acção e uma história que agarra quem está a jogar. O defeito dos antigos jogos da série, é que tinham pouco movimento, apesar de ter algumas lutas muito boas, havia puzzles a mais, e a Lara era “durona” demais visto que ela nem sangrava, e era uma espécie de super mulher. Com este retorno, mostra uma Lara mais humana, se também se magoa como todo o ser humano, que precisa de se alimentar, curar feridas e sobreviver.
Pelo menos, devias de dar uma jogar este jogo, para veres o quão estás enganado com o estás a dizer.

Arez

Claro que é um disparate pegado e que nunca joguei o jogo…

Tenho saudades do inicio do MyGames quando uma pessoa podia ter uma opinião bem fundamentada, sinceramente já estou a ficar farto desta comunidade como mts pessoas já ficaram o foram-se embora, é por pessoas como tu que já ñ tenho a mínima paciência de aparecer aqui.

Eu digo a minha opinião e sou logo recebido com 7 pedras na mão.

Olhem até um dia e vasco, espero que mudes essa atitude 😉

Vasco Neves

Eu é que tenho de mudar??
Acho que quem o devia de fazer eras tu, porque não sou o único a dizer que és o hater oficial do site. Mas os outros não se estão para se chatear para te dizer isso na cara. Se não gostas, problema teu, não vou mudar pela tua opinião ser diferente 😉
Faz boa viagem.

Daniel Silvestre

Bem, Arez, tal como aconteceu com os jogos do ano, essa é a tua opinião, a minha é diferente, assim como a maioria tem uma opinião diferente da tua. No meu caso, penso não ser necessário dizer mais nada pois existe uma análise escrita e outra em vídeo com a minha opinião e acho que defendi bem o valor da nota.

Quanto aos restantes comentários. Tudo o que os restantes membros fizeram foi responder da mesma forma ferverosa que tu, não percebo porque ficas indignado ou recusas o diálogo quando entraste de rompante e além de criticares a minha opinião, ainda criticas o site como um todo ao longo dos teus comentários. Digo como um todo porque ao falares dessa forma não estas a desrespeitar apenas os redactores, mas sim todos os restantes membros da comunidade, assim como fãs e seguidores.

Aceito que realizes as críticas que quiseres ao nosso trabalho, desde que devidamente justificadas e abertas ao diálogo.

Cumprimentos!

Arez

O quê?! O.o

Onde raio é que eu respondi de uma forma ferverosa? Eu apenas dei a minha opinão completamente normal. Só fiquei irritado depois de certas pessoas ignorarem a minha opinião dizendo que ñ fazia a minima ideia do que estava a falar e agora pergunto, quem é que ñ respeita as opiniões dos outros?!

“… não percebo porque ficas indignado ou recusas o diálogo quando entraste de rompante…”

Mister Remedy

Arez, por vezes a tua falta de noção no que diz respeito à palavra “opinião” assusta-me. Dá-me quase a entender que tens dupla personalidade, não sei.

Quando te vejo nos meus vídeos a criticar os brasileiros porque bem te apetece é também uma “opinião”? E tu agora respondes “claro que sim”. E eu pergunto novamente “Baseada em quê? Nas tuas experiências pessoais com brasileiros? Já pensaste que nem todos se comportam da mesma forma e que tal desconsideração para contigo pode advir das tuas próprias atitudes?”

Antes de dizeres seja o que for pensa um bocadinho, não custa nada. Se o “mundo” está contra ti, então é porque alguma coisa deverás ter feito de errado. E não, o problema não é a tua opinião sobre o jogo, pois essa é válida como qualquer outra. O que está em causa é algo muito mais simples: respeito. Quando tiveres domínio sobre essa matéria, aí te garanto que ninguém te irá repreender seja por que motivo for.

Daniel Silvestre

Obrigado pela resposta Arez!

Tenho pena que assim seja, mas tal como o direito que tens de opinar (razão pela qual nunca apagámos comentários nem no tempo do MyGames nem aqui no PN), cada vez que alguém te responde penses de imediato que te estão a atacar.

Sempre respeitei a tua participação e para mim não existem utilizadores privilegiados todos são importantes, pois só muitos utilizadores juntos é que formam uma comunidade.

Se é uma questão de utilizadores, não penso que a melhor posição seja abandonar o site, mas caso tenhas alguma coisa contra o nosso funcionamento ou posição editorial gostava que pudéssemos falar sobre isso para saber o teu ponto de vista 🙂

Abraço Arez.

Nirvanes

‘EXPLOSÕES TIROS TIROS TIROS EXPLOSÕES TIROS TIROS TIROS EXPLOSÕES. Muito bem. Vamos estupidificar mais outro género?’
Isso é mais o Uncharted parece-me.

Arez

Acredita que este jogo tbm o é bastante, mas isto é a maneira de ver as coisas.

Eu ñ estou a dizer que o jogo está mau, simplesmente já ñ é um Tomb Raider e isso venha quem vier tenho razão nisto.

FoxRS

Pelo que vi do jogo, e não o joguei, também não o considero um Tomb Raider como os outros. Isso não é necessariamente uma coisa má, já que até há a “desculpa” de ser o início da Lara e como ela ficou assim, blá blá blá. Pode ser quase considerado um “spin-off”, porque foge às raízes originais mas não as esquece.

Dito isto, penso que seja algo como aconteceu com o último filme da saga 007, o Skyfall. É um excelente filme. Ponto. É um excelente 007 e respeita tudo o que está para trás? Se calhar não. E o que fico eu a perder com isso? Nada, pois ganhei um excelente filme.

Como disseram, Tomb Raider esteve a perder terreno com o passar dos anos devido à concorrência que foi beber da mesma fonte, construída por eles. É a chamada evolução natural, alguém cria algo e outros melhoram. Não vou deixar de jogar Uncharted porque copiou do TR, mas sou capaz de apreciar melhor porque vejo que muito veio de lá.

E como a evolução (e outras razões monetárias) ditou que os jogos agora “são assim”, a saga só tem que se adaptar ao meio, se quer sobreviver. E foi precisamente o que fez.. A Survivor is Born. =)

ShadowDust

Ainda não percebi se o teu argumento é contra este jogo em particular, contra a série ou contra as mudanças que este reboot trouxe ou as três ao mesmo tempo…

Arez

Faziam um franchise novo, escusavam de alterar o Tomb Raider tão drasticamente, para algo que não é: um filme com QTEs e cover-based-shooting.

Este “Tomb Raider” é um “vê, não jogues”.

Davide Silva

Que o Tomb Raider alterou completamente o conceito da série, eu concordo. Mas agora perca essa postura de críticar à toa, de estar aqui a julgar um livro pela capa. Não percebe o fascínio das pessoas por este jogo, apenas porque ele se transformou e evoluiu como toda a indústria dos videojogos tem feito? O jogo está fantástico e introduziu aspetos que melhoram a experiência. Nesse ponto não há volta a dar também. O seu problema é a sua falta de imparcialidade, está a dizer mal do jogo apenas porque não gostou que o conceito original da série fosse desviado. Eu também não gosto dos primeiros Tomb Raiders por causa de algumas coisas que você próprio referiu, mas não é por isso que não considero que os primeiros Tomb Raiders eram grandes jogos de aventura e grandes referências.

Davide Silva

É que de facto o senhor deixa como impressão esta ideia: “Não presta porque não gosto”. Aí reside a sua parcialidade, algo que deve ficar de lado em qualquer construção crítica. Eu respeito que não goste de Reboots, que goste que determinados géneros mantenham-se fiéis ao tipo de jogo da série original, mas também estamos num tempo em que inovações fazem bem à indústria e aos “gamers”. Eu sei que nunca vai tentar jogar a esta jogo por causa desse orgulho implícito na forma como escreve, mas garanto-lhe que o jogo é muito mais que explosões e tiros básicos. E que ninguém ligue à sua opinião. Todos temos direito a uma, e como tal, teve direito à sua, mas que ninguém leve em consideração a sua opinião, porque se não jogou, ninguém se deve basear numa opinião inconsistente. Quem jogou é que tem legitimidade para tecer opiniões formadas, se vale a pena ou não jogar.

Tiago Ferreira

Grande análise Daniel,
Fiquei o fim de semana todo a decidir se comprava isto ou God of War Ascension.
E acabei por comprar o god of war pois o meu primo tinha me dito que apesar de Tom Raider ser muito bom,haviam alguns problemas na playstation.
Pode ser que daqui a uns meses compre este.

Por agora jogo God of war que tou a gostar bastante só ainda estou um bocadinho confuso sobre a sua história lol.
Pode ser que joguemos modo multiplayer qualquer dia.

Daniel Silvestre

Entre esses dois não existe uma escolha que seja má. Mas já joguei o God of War (análise em breve) e o Tomb Raider teve bem mais impacto.

Cumprimentos!

Tiago Ferreira

Pois, fui até à caixa com o Tomb Raider e depois voltei atrás , porque pensei que me iria arrepender.

Mas penso que qualquer uma das escolhas era boa . De certeza que vou gostar de Tomb Raider pois é um dos meus estilos favoritos.

Darks

Sem dúvida, candidato a GOTY deste ano e para mim, de todos os que já saíram este ano, Tomb Raider é o melhor.

Gosto muito mais desta Lara e deste estilo de jogo e espero que os próximos sigam a mesma linha. Gosto muito da história, do mundo do jogo e da jogabilidade. A Lara é uma personagem muito cativante (não só pela aparência) e interessante.

Gostei muito de ler a análise e de ver a video-análise! Continuem assim. 🙂

Daniel Silvestre

Obrigado Darks, em principio será comum para os jogos mais badalados 🙂

Também gostei imenso da experiência e da nova Lara. Muito mais humana.

Cumprimentos!

Namine

Excelente análise! =D Eu desde pequena que sempre fui fã de Tomb Raider, e quando soube que a Square Enix ia trabalhar para um novo Tomb Raider fiquei curiosa mas também um bocado preocupada pois sabia que algumas coisa iam mudar, mas mudaram para melhor claro! A unica coisa que me faz um bocado de impressão é ver a personalidade da Lara diferente xD Parece que é uma Lara desconhecida para mim mas estou disposta a conhece-la melhor =D Quando tiver oportunidade vou comprar este jogo de certeza! Continuem com o excelente trabalho!=D

Daniel Silvestre

Obrigado Namine.

Vamos tentar 🙂

Cumprimentos!

Daniele Alves

Mudaram tanto a tomb raider.. que daqui a pouco ate o nome vai mudar…

nada contra parece ser muito bom , mas sério essa nao é essência da tomb raider…

prefiro os primeiros jogos da franquia umas 1000 vezes ,

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