Análise – The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D

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Corria o ano de 2000, quando The Legend of Zelda: Majora’s Mask chegou à Europa. Na altura, acabado de jogar The Legend of Zelda: Ocarina of Time, parecia que este lançamento estava mesmo à minha espera.

Para o jogar, tive comprar um Expansion Pack para a minha Nintendo 64 e dar ainda uns bons 14 contos pelo jogo. Afinal, se The Legend of Zelda: Ocarina of Time era fantástico, valia a pena dar todo este dinheiro por mais um Zelda.

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Comprei o jogo num Domingo e depois de jogar aos soluços toda a semana por causa da escola, na Quinta-Feira aproveitei uma pequena gripe para me fazer bem pior do que estava. Uma semana depois de o ter comprado, estava agora a terminar o jogo, e quando os créditos acabaram, The Legend of Zelda: Majora’s Mask passou a ser dos meus jogos favoritos de sempre.

Quase 14 anos depois, aqui estou eu a contar esta história que poderá ser semelhante para muitos, não por este jogo, mas por tantos outros. Agora, com a chegada de The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D à Nintendo 3DS, tantos outros vão poder experimentar o motivo deste ser para mim o melhor Zelda de todos.

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Com o lançamento de The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D, era quase certo que The Legend of Zelda: Majora’s Mask iria chegar mais tarde ou mais cedo, mas como seria a adaptação de um jogo tão único como este? A Grezzo meteu mãos à obra e o resultado é ainda melhor que o jogo anterior.

Enquanto Ocarina of Time 3D é francamente mais fiel a nível visual ao jogo original, The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é um verdadeiro melhoramento visual em todos os sentidos, a fluidez está bem melhor, as personagens estão bem mais detalhadas, o nevoeiro carregado passou a algo mais suave e Termina acabou por ganhar um pouco mais de vida.

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Para começar, há que explicar em que consiste The Legend of Zelda: Majora’s Mask. Para quem não conhece o jogo. Aqui jogam novamente como Link, após os acontecimentos de Ocarina of TimeLink parte para Termina, mas pelo caminho é roubado e transformado num Deku Scrub pelo mítico Skull Kid, controlado pela Majora’s Mask.

Link descobre então que existe uma lua prestes a cair em Termina e que o Skull Kid está por detrás do acontecimento. Para o parar, Link só tem três dias para curar todos os males de Termina.

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É aqui que entra a mecânica de viagem no tempo, pois com o curto espaço de tempo, vão ter de regressar ao início dos três dias de forma consecutiva. Esta mecânica pode parecer estranha ao início, mas é fácil de perceber e interiorizar.

O mais interessante, é o facto de todos os acontecimentos no mundo se repetirem de forma cíclica ao longo dos três dias, com as vossas acções a mudarem apenas o que sucede na sequência temporal, apagando tudo quando regressam no tempo, mas deixando todos os items importantes na vossa mão.

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De resto, a exploração e jogabilidade em The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é muito similar ao de outros Zelda em 3D, com a excepcção de que aqui, podem usar máscaras para assumir o corpo e poderes de um Deku, um Goron ou de um Zora. Cada uma destas raças tem poderes e habilidades diferentes, e muitos templos ou zonas só podem ser passadas com uma sincronização de mais que uma máscara.

Além das máscaras principais, muitas outras são apanhadas pelo caminho e são quase sempre ferramentas úteis para ajudar em algumas missões secundárias.

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Como alguém que jogou o da Nintendo 64 por mais do que o uma vez e fez todas as missões secundárias, estas são mais que muitas e exigem que regressem atrás no tempo para as realizar a todas.

Ao contrário do original, jogar The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é muito mais fácil, isto porque é possível nomear mais itens e ter acesso a mais menus através do ecrã inferior, algo que obrigava a visitar vários menus na Nintendo 64. Além disso, o jogo inclui agora um sistema de dicas que podem ajudar quando não sabem o que fazer, e é possível gravar nas estátuas dos mochos de forma permanente, algo que não acontecia na Nintendo 64.

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Embora tenha experimentado apenas jogar durante uma meia hora na New Nintendo 3DS com o segundo analógico (C-Stick) The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D está bem adaptado aos comandos das Nintendo 3DS actuais, ainda para mais, tendo em conta que a Nintendo 64 também só usava um analógico. Seja numa, ou na outra versão da Nintendo 3DS, a conversão corre lindamente, no entanto, só recomendo o uso de 3D na Nova Nintendo 3DS.

Em termos de novidades em si, podem contar com algumas actividades extra, como pesca ou desafios adicionais e umas pequenas alterações a algumas lutas de bosses que não são muito notórias.

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Ou seja, mesmo 14 anos depois, The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D continua a ser tão bom como era, mas agora com um visual bem mais actual e uma série de funcionalidades tácteis e giroscópicas bem úteis. O 3D, especialmente na Nova Nintendo 3DS dá ainda um brilho adicional que ainda lhe dá mais vida.

The Legend of Zelda: Majora’s Mask é um jogo bastante diferente e único no seu estilo. O seu ambiente desconfortável de catástrofe iminente, a presença soturna da lua e a forma como todas as personagens parecem viver os últimos minutos da sua vida, quase ignorando a nossa presença, são algo que me marcaram na altura e ainda hoje, ouvir a música das últimas horas antes da lua cair, dá-me arrepios.

 Vejam aqui a nossa vídeo-análise de The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D

The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é uma excelente forma da Nintendo 3DS começar o ano e uma forma ainda melhor de jogar, ou voltar a jogar um dos melhores jogos de sempre.

Positivo:

  • Visual bastante melhoradopn-recomendado-ana
  • Boa utilização das funcionalidades da consola
  • Jogabilidade bem trabalhada
  • Muitas horas de conteúdo
  • Ambiente único
  • Uma boa forma de jogar este clássico

Negativo:

  • Poucos extras de relevo

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Daniel Silvestre

Parece uma frase utilizada num ritual qualquer : D

JPMatias

Excelente análise Daniel. Mais uma vez a Nintendo mostra como se faz um Remake! Este é compra certa!

Daniel Silvestre

Obrigado. Já o jogaste antes?

JPMatias

Joguei um bocado do original na casa um do primo mas é um dos poucos Zeldas que não joguei do princípio ao fim. Por isso é que estou tão entusiasmado em jogá-lo!

Raizor

Já esperava esta nota ehehehe …talvez compre o jogo 🙂

Boa analise

Daniel Silvestre

Thank you.

É boa altura para jogar este clássico.

Lfo

A lua fz-me lembrar o 1ro zombie que aparece no RE.

Daniel Silvestre

Hummm, nope : D

Daniel Silvestre

Por ter a cabeça engelhada? Still nope.

Watsuki

Ansioso para que chegue a minha edição especial para experimentar o “patinho feio” do Zelda.

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