Análise: The Hobbit: The Desolation of Smaug – O Hobbit: A Desolação de Smaug

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG

Um ano volvido, The Hobbit: An Unexpected Journey tem a respectiva sequela em exibição. Sobre o antecessor de The Hobbit: The Desolation of Smaug, as opiniões não são consensuais, fãs em todo o mundo dividiram-se sobre a duração do filme, relutância do protagonista para dar início à aventura, ausência de carisma nos novos personagens (tendo em conta a trilogia original) e os constrangedores números musicais. Não obstante, o regresso à Terra Média relembrou o legado positivo da trilogia do Senhor dos Anéis, lançando um feitiço de familiaridade nas saudosas personagens.

The Hobbit: The Desolation of Smaug assume portanto, um papel determinante na nova trilogia realizada por Peter Jackson, sendo imperativo reconciliar a franchise com os fãs insatisfeitos por An Unexpected Journey e oferecer a garantia de que 2014 será um grande ano cinematográfico, fechado em tons dourados com The Hobbit: There and Back Again.

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG

A história retoma onde An Unexpected Journey nos deixou, Bilbo (interpretado por Martin Freeman) e os anões estão a meio caminho de  Lonely Mountain, tentando contrariar a Lei de Murphy que coloca constantemente a demanda em perigo e a vida dos heróis em risco. O objectivo é o mesmo, devolver Thorin ( Richard Armitage) ao trono e restaurar a grandeza da raça dos anões. A missão parece reminiscente, mas o grupo irá enfrentar novas aventuras, novos desafios e novas paisagens, culminado num confronto épico com Smaug.

O elenco é uma autêntica chuva de estrelas, com Ian McKellen na pele de GandalfEvangeline Lilly (Tauriel), Lee Pace (Thranduil), Benedict Cumberbatch na voz de SmaugLuke Evans (Bard) e Stephen Fry (Mestre de Laketown). Em grande estilo está Orlando Bloom, que retoma o “seu” Legolas, enchendo o ecrã com alguns dos melhores momentos do filme.

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG

A realização de Peter Jackson é de craque. O realizador neozelandês tem o fetiche de aplicar travellings para rimar a acção com a intensidade dramática da cena, é arriscado, mas nas mãos de Peter Jackson resulta… sempre. É verdade que a qualidade do elenco dispensa grandes direcções do realizador, mas Peter Jackson, através da realização, abdica inconscientemente de representações dramáticas, proporcionando visualmente as sensações exigidas pelo texto, nomeadamente: perigo, dinamismo, paranoia, angústia, opulência, alívio e misticismo.

A banda-sonora enaltece o espaço medieval de feitiçaria, a direcção de fotografia mantém o mesmo registo (se bem que a maioria dos cenários são produzidos digitalmente), o guarda-roupa é fantástico e os efeitos especiais são os melhores do ano.

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG

Desolação de Smaug não é só o melhor filme da nova trilogia, mas um dos melhores da saga cinematográfica baseada na obra de J.R.R. Tolkien, podemos considerar que a história é alimentada com adversidades a cada esquina e que as águias do primeiro filme podiam ter deixado os heróis mais perto da montanha (inverosimilhanças), mas a nova aventura é um bombom para os olhos, recheada com momentos memoráveis.

Seria de esperar que o arco-evolutivo dos personagens principais ficasse em banho-maria durante o segundo filme, contudo, tal não acontece, apesar das cambalhotas e pirolitos, Bilbo é um Hobbit diferente do primeiro filme, consciente do lugar no mundo e no tempo, os anões ganham novas dinâmicas com outras personagens, Gandalf desempenha o papel de agente secreto da feitiçaria, e surgem novos plots narrativos, que enriquecem a história. Simples de acompanhar, é um facto, mas altamente divertidos.

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Se o primeiro filme foi acusado de arrastado, a Desolação de Smaug aplica outro registo. A acção frenética é fantástica, a aventura é encadeada com eventos que cortam a respiração e fazem valer a pena o preço do bilhete de cinema. O ponto alto está guardado para o clímax, não é novidade para quem viu o trailer, mas Smaug, o dragão, é uma mais-valia. O vilão do segundo filme é assombroso, um dos melhores vilões da era digital, com a voz de Benedict Cumberbatch a ecoar na sala de cinema.

The Hobbit: The Desolation of Smaug retoma a saga nos carris, quem não gostou de An Unexpected Journey terá ferramentas mais do que suficientes para entender que percalços acontecem, e que a material base é o derradeiro universo de magia e feitiçaria. Quem gostou do primeiro filme, terá uma agradável surpresa, porque a trilogia de The Hobbit não se limita a “ordenhar a vaquinha”, mas valorizar a obra de J.R.R. Tolkien.

 

Positivopn-recomendado-ana

  • Smaug
  • Legolas: King of Awesomeness
  • Cenas de acção
  • Realização
  • Elenco do outro mundo

 

Negativo

  • Thorin é o elo mais fraco
  • O romance proporciona sensações mistas
  • Alterações na história original
  • The Hobbit: There and Back Again? Só para o ano

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