Análise – Suikoden e Suikoden 2

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Depois de uma era dourada nas 16-Bits com dezenas de JRPG que ficaram marcados na história e nas preferências de muitos jogadores, a era das 32-Bits viu uma evolução visual que trouxe vários jogos do género para o plano tridimensional.

No entanto, os dois primeiros Suikoden resolveram permanecer fieis às raízes do género, seguindo um caminho que representava apenas uma pequena evolução quando comparado com os JRPG das 16-Bits.

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Quase 20 anos depois (um pouco menos para a Europa), os dois primeiros Suikoden foram lançados na PS3 e PS Vita através da PSN. Depois de reviver momentos do primeiro (que já tinha jogado) e experimentado o segundo, aqui está a nossa opinião.

Suikoden e Suikoden 2 funcionam como uma história ampla, tudo começa em Suikoden, com uma história de revolta, quando a nossa personagem descobre que o poder imperial do qual faz parte está corrompido e está a destruir gradualmente o mundo que o rodeia, pelo caminho, irão reunir uma série de guerreiros com o objectivo de responder ao domínio imperial. Embora a história do primeiro tenha uma boa conclusão, esta continua uns anos mais tarde em Suikoden 2, que apesar de não ser tão épico como o primeiro, conta a história com melhores personagens.

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Como podem ver pelas imagens, Suikoden e Suikoden 2 usam uma visão área e sprites à moda das 16-Bits, aliás, tanto um como o outro podiam muito bem passar por jogos da Super Nintendo ou Mega Drive. Suikoden 2 acaba por ter uma evolução significativa em relação ao primeiro, não só pelo detalhe dos cenários e melhores animações, como por uma melhoria da arte usada nos retratos das personagens. No primeiro Suikoden, existem personagens que só descobrem se são homem ou mulher através do texto, dado o desenho que foi criado para alguns.

Falando em texto, mesmo para a altura, a localização dos dois jogos está bastante boa. Suikoden corre menos riscos, muito por ser o primeiro, o que resulta em alguns momentos e diálogos menos dignos da personalidade de certas personagens. De qualquer forma, tanto um jogo como o outro englobam bons diálogos e momentos de alguma comédia que ajudam a aliviar o peso da história.

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A exploração do mundo é feita em duas vertentes, a das localizações e mapa-mundo. Quando estão numa aldeia, masmorra ou zona de exploração, os modelos das personagens são praticamente iguais aos do combate, o que é bom. Infelizmente, os spirtes do mapa mundo são bem piores, ao ponto de fazer lembrar um jogo de GameBoy Color. Isto é sentido ainda mais nas sequências de batalhas com exércitos que fazem também parte da história e representam um dos elementos de combate.

O combate recorre a encontros aleatórios e é feito por turnos. Este funciona bastante bem e é possível usar combinações entre ataques de personagens, usar poderes e atacar em sequência, algo bastante útil quando existem muitos inimigos ao mesmo tempo. O combate faz lembrar bastante a saga Breath of Fire, por isso vai agradar aos veteranos de JRPG.

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Um pequeno pormenor que faz toda a diferença, foi a inclusão de um botão para correr, o que melhora imenso a experiência. No primeiro é possível arranjar um objecto para correr, mas é fácil não o encontrar durante a aventura. O primeiro também sofre um pouco com menus pouco intuitivos e falta de comparação entre objectos que podem equipar.

Apesar de serem JRPG à moda antiga, tanto Suikoden como Suikoden 2 são RPG bastante curtos, levando entre 15 a 30 horas a terminar com tudo feito. É um valor atípico para o género, mas nos dias que correm, até nem é bastante tempo, especialmente pelo valor pedido.

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Em termos de retrospectiva, Suikoden e Suikoden 2 são dois JRPG de grande qualidade, mas demonstram bem a passagem do tempo. As histórias e personagens são boas, mas o visual e a organização dos menus já viu melhores dias.

Se já jogaram qualquer Suikoden, então já compram estas versões. Todos os outros que gostem de JRPG à moda antiga vão ficar muito bem servidos, pois estamos a falar de dois dos melhores jogos do género lançados na PS One. Apesar de Suikoden 2 ser para mim melhor que o primeiro, os dois merecem a mesma nota no geral.

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Positivo:

  • Duas histórias épicaspn-recomendado-ana
  • Boas personagens
  • Sistema de combate divertido
  • Boa localização
  • Podem jogar tanto na PS3 como na PS Vita
  • Ligação de Save entre cada jogo

Negativo:

  • Ausência de botão para correr no primeiro
  • Não dura tanto como os JRPG da sua altura
  • Visual sofreu com o tempo
  • Organização dos menus

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