Análise – Resident Evil 6 PC

“Uma análise a Resident Evil 6 para PC quase dois meses depois de ter sido lançado?” Isto é o que muitos de vocês devem ter pensado mal viram este artigo online. É verdade, esta é a análise à versão PC daquele que foi para muitos um dos piores jogos do ano passado.

Porque tão tarde? Resident Evil 6 chegou até nós por Steam e como o meu PC não era o melhor para correr o jogo, tive de esperar por uma actualização para o mesmo e mesmo assim, tive de responder a outro desafio…criar conta de Steam (ver episódio 8 do A Pau com os Ursos a estrear em breve para mais informações).

Se durante todos estes meses ainda não jogaram Resident Evil 6 quer nas consolas, quer no PC, então não contem com algo realmente diferente. Este é praticamente o jogo que podem jogar nas consolas, embora com uma ou outra correcção e uma ou outra adicção.

Caso não conheçam a história de Resident Evil 6, basicamente esta mostra como os vírus da série encontraram forma de se espalhar pelo mundo (com a ajuda de alguém claro) e isto significa que Leon, Chris e companhia vão ter de combater a mutação do C-Virus em várias regiões (que estranhamente cria vários tipos diferentes de zombies de área para área).

Tal como a versão actualizada das consolas, Resident Evil 6 em PC permite jogar qualquer uma das quatro campanhas de forma livre e escolher os capítulos que pretendem fazer. Cada uma das quatro personagens tem um objectivo próprio e algumas localizações diferentes para visitar o que cria uma aventura bem mais longa do que os anteriores.

Como sabem, Resident Evil tem vindo a fugir de certa forma às suas raízes, tendo migrado cada vez mais para um jogo de acção com elementos de terror. O sexto jogo leva esta vertente para uma dose ainda mais forte de acção, com muito mais explosões, cinemáticas e acrobacias dignas de Hollywood. Felizmente, a versão PC consegue emular de forma precisa a jogabilidade e quer joguem com teclado ou gamepad/comando, vão ter direito à jogabilidade rápida e frenética que faz parte da série desde Resident Evil 4.

Algo que me impressionou na versão PC de Resident Evil 6, foi o seu visual polido e atractivo, mesmo que no geral, alguns dos detalhes e elementos dos cenários continuem a conter algumas texturas realmente fracas, a versão PC está realmente uns furos acima da das consolas. A fluidez também se mostrou bastante sólida e tirando alguns soluços que podem estar ligados aos processos do PC, as críticas que posso fazer ao visual não são muitas.

A componente sonora por seu lado é realmente boa e a Capcom puxou dos galões em todos os sentidos para conseguir uma banda sonora realmente boa e um trabalho de voz bastante competente que envergonha os “Jill Sandwichs” do passado.

Como se quatro campanhas não fosse conteúdo suficiente, podem jogar Resident Evil em modo Co-op com amigos ou desconhecidos e ainda participar em diversas partidas online, entre as quais destaco o Mercenaries: No Mercy, uma expansão para o modo Mercenaries clássico que adiciona novos inimigos. A versão PC foi ainda alvo de alguns extras relacionados com o Steam, por isso podem até contar com uma parceria com a Valve com alguns personagens de Left 4 Dead 2.

Como muitos devem saber, não sou grande fã da série Resident Evil, mas foi a partir do Resident Evil 4 que o meu interesse despertou. Tal como aconteceu com Final Fantasy que seguiu uma direcção que não me agrada completamente, eu faço da parte da nova geração de fãs de Resident Evil que chegaram cá pela acção e jogabilidade mais rápida oferecida pelos novos jogos e para mim, Resident Evil 6 é uma evolução bastante positiva que continua o trajecto que mais gosto da saga.

Embora ainda mantenha muitos dos problemas que estavam presentes na versão das consolas, como é o caso de alguns segmentos de história desenquadrados e uma jogabilidade pesada que por vezes atrapalha em vez de criar pressão, não restam dúvidas de que Resident Evil 6 é uma mega produção que deve ser jogada pelos fãs de jogos de acção que não tenham problemas com algumas cenas de violência mais pesadas ou ainda não estejam fartos de Zombies.

Se não jogaram a versão de consola e tem um PC com alguma estaleca, então esta é bem capaz de ser a melhor versão de Resident Evil 6 que podem jogar.

Positivo:

  • Lançado com alguns erros das consolas corrigidos
  • Funciona bem no teclado e rato
  • Gráficos melhorados e boa fluídez
  • Campanhas longas que podem jogar de forma cooperativa

Negativo:

  • Ausência dos DLC lançados nas consolas
  • Câmara continua a não ajudar a jogabilidade
  • Inspecionar os cenários com calma mostra muitos elementos pouco trabalhados
  • Quick-time Events demasiado frequentes e intrusivos

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_GM_

Eu joguei o demo deste jogo na Xbox 360 e não tenho problemas em controlar a câmara. Nem com jogabilidade, nem com nada. Eu gostei muito do demo, apesar de ter achado que as campanhas do Chris e Jake eram demasiado TPS enquanto que a campanha do Leon era mais típica de Resident Evil. Vi um playtrough completo do jogo das 4 campanhas do jogo e sinceramente a história está bem feita, gostando bastante da campanha do Leon e do Jake. Não olho para RE6 como um jogo digno de GOTY mas na minha opinião não é um jogo para tantas críticas como houve.

Daniel Silvestre

É giro ver como a opinião sobre as campanhas varia entre os jogadores e até mesmo a opinião global sobre o jogo. Eu gostei de todas as campanhas, cada uma com o seu estilo e com formas diferentes de ver a história e os inimigos. Talvez tenha faltado um pouco de paciência por parte de alguns fãs.

Cumprimentos!

Tiago Ferreira

Eu joguei o demo na ps3 e sinceramente não gostei muito do jogo.
Provavelmente ia gostar mais das versões anteriores.

Boa análise Daniel.

Daniel Silvestre

Se gostas de jogos de terror, certamente ias gostar mais dos clássicos. Eu não me importo com o terror, mas o estilo dos antigos…you get it 😀

Cumprimentos!

Lisandro Mrt

História do Leon eh a melhor de todas

Daniel Silvestre

Também gosto da campanha da ADA, mas as outras não me incomodam (tirando algumas decisões de narrativa duvidosas).

Cumprimentos!

Lisandro Mrt

mas a da ADA foi feita para passar sozinho e não acompanhado : já as outras foram feitas para dois e faz sentido 😀

Daniel Silvestre

Na verdade o jogo até é mais divertido em conjunto, porém as pessoas que encontrei online como já sabiam a história só queriam matar e passar cutscenes 😛

Lisandro Mrt

sim concordo consigo em conjunto é que é fun! mas a ADA foi feito para passar alone mas concordo nunca deixa ver a história :'(

Kanudo

O meu interesse pela série Resident Evil também despertou com o Resident Evil 4 mas é curioso como vemos a série de maneira diferente. Eu adorei o RE4, pensei que também ia adorar o RE5 mas acabei um pouco desiludido por não evoluir muito do que foi feito no 4 e passei muito tempo a dizer que era o jogo que gostava mais de odiar. Entretanto acabei por experimentar o 1º RE e surpreendentemente gostei bastante e respeito o elemento survival-horror que está mais evidente nos jogos da PSone e fazem parte da raiz da série.

E é esse o maior problema do RE6, esqueceu-se que é um Resident Evil. Esqueceu-se que, ao ter esse nome no título do jogo, existem certas implicações, há certas aspectos que os fãs estão à espera de encontrar, e parece que recebemos um jogo com uma enorme falta de identidade. Quero dizer, que fã é que estava à espera de encontrar Ace Combat, Uncharted e Gear of Wars num Resident Evil?

Eu acredito que estavam a explorar novas ideias e querer agradar a todos, mas na minha opinião isso acabou por tornar o jogo pior. É um jogo decente, principalmente com um amigo, mas se o Michael Bay vai continuar a ser uma influência nos próximos jogos, prefiro que parem de fazer REs ou que façam um reboot.

Já agora, fico à espera do próximo Paus com os Ursos para saber o quão desafiante foi criar uma conta no Steam xD

Alguns reparos:

– O vírus não é mesmo que os jogos anterior, é um novo que decidiram inventar chamado C-virus e o que faz de diferente é transformar os zombies em casulos e ficarem 10x mais irritantes.
– Os DLCs também estão disponíveis no Steam, pelo menos os modos extras.

Daniel Silvestre

Não há muito que possa dizer a mais, afinal já expus o meu ponto de vista várias vezes até com o exemplo do Final Fantasy que me foi esfaqueando desde o 12 😛

Acho que são bons jogos, mas não para os fãs clássicos, são evoluções da série com uma base de fãs mais ampla. A meu ver, o Revelations é mais RE que este e talvez essa seja a melhor aposta para os fãs clássicos.

Quanto aos reparos – Quando digo DLC é vir mesmo com o jogo, pois depois de meses de espera era uma adição para quem esperou pela versão de PC.

E sim, tens razão é o C-Virus, Eles falam dele várias vezes no jogo, mas devido à variação dos “zombies” de cada região pareceu-me que nem todos tinham o mesmo vírus. (Damn you ADA!)

Cumprimentos!

Kanudo

Mesmo o RE Revelations tem os seus defeitos mas vou deixar isso para outra discussão.

Se os DLCs viessem com o jogo, provavelmente teriam dado um subtítulo ranhoso como Resident Evil 6: Complete Edition ou assim. Mas não, há que facturar!

E ainda resta muitas letras no alfabeto portanto prepara-te para mais vírus!

Daniel Silvestre

Agora com o 7 podem continuar a usar as letras que faltam 😀

Nirvanes

E quando escreveste isto ainda não sabias que ia sair um RE7 imagino… coitado xD

Kanudo

Depois da Capcom ter afirmado que o RE6 não rendeu tanto como esperado e com aquele final “secreto” tão ridículo, julguei que não se ia atrever a fazer um novo jogo.

Capcom, és impressionante…

Guilhathorn

Resident Evil tornou-se nos últimos títulos um jogo multiplayer, o que acaba por dissolver a vertente survival horror. Gosto deles assim porque ainda estou à espera de que saia um titulo em que essa vertente se mantenha intacta como era nos títulos da PS1. Espero bem que isso aconteça…

Daniel Silvestre

Como digo na análise, esta é a direcção que me agrada, como para muitos os novos Final Fantasy é que são bons. Nunca gostei muito dos originais, não me diziam muito e a jogabilidade era ainda mais tanque que aqui 🙂

Cumprimentos!

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