Análise – One Piece Pirate Warriors 2

Apesar de ter um sucesso fenomenal no Japão, na Europa e especialmente em Portugal, One Piece é uma série mais de culto e vista por uma elite de fãs de Anime que adoram consumir Animação japonesa no seu estado puro sem traduções manhosas ou horários certos.

Ao que parece, essa corrente demográfica é bem maior do que podia fazer crer à primeira vista, pois o primeiro One Piece Pirate Warriors teve um enorme sucesso, o que cativou a Namco Bandai para trazer One Piece Pirate Warriors 2 até à Europa.

Fãs ou não de One Piece, o mais importante a saber sobre a série Pirate Warriors é a sua aproximação à série Dynasty Warriors, em vez de um jogo de aventura e exploração, One Piece Pirate Warriors 2 prefere contar as suas histórias no seio do combate, que decorre em arenas ligadas por corredores que representam cada um dos mundos/cenários em que tripulação está a visitar.

O primeiro jogo tentava recriar em grande parte as primeiras sagas da história principal, descrevendo de forma rápida a história da Nami, Robin, Chooper, entre outros. Embora fosse pouco complexo, foi feita uma tentativa de contar a história como ela foi. O mesmo não acontece em One Piece Pirate Warriors 2 que nos apresenta uma história à parte ao estilo de um filler que vai buscar inspiração a certos acontecimentos de New World.

Se na maioria dos casos os fãs de Anime não gostam nada de fillers, a verdade é que a história deste jogo até nem ficou nada má, com a presença de inúmeras personagens icónicas da saga a marcar presença e que mais tarde acabam por ser jogáveis, como é o caso de Smoker, Garp, Perona, Trafalgar Law, entre outros.

Os combates tal como já referi, são feitos ao estilo Dynasty Warriors com as personagens a combater contra exércitos de inimigos. Cada personagem engloba os movimentos icónicos da série que podem ser executados numa combinação de botões ou através da utilização da barra de especial ou de Haki, por isso podem contar com o ampliar dos membros do Luffy, mãos e pés gigantes da Robin ou a presença dos robôs de Franky.

Durante os combates podem fazer combinações com os restantes StrawHat Pirates quando em estado de Haki, o que permite realizar combos de golpes ainda maiores e mais poderosos. Este momento de Haki só pode ser activado caso consigam encher a barra de combo. Assim que acontece, podem lutar por alguns segundos com o colega que chega com a barra de especial igualmente cheia.

O que ficou para trás foram as zonas de plataformas e exploração onde era necessário carregar em alguns botões para atravessar os cenários, não é que faça realmente falta, mas é notório e faz com que o jogo perca alguma da entidade ganha no primeiro que o afastava um pouco do estigma do motor de jogo de Dynasty Warriors.

O que regressa são as moedas e experiência que cada personagem pode acumular. Gostei de ver que as moedas fazem mais sentido e são mais úteis agora do que no passado, assim como os combos de equipa que podem desbloquear e a utilidade que podem dar ao Belli para comprar extras na para ver na galeria.

Além da campanha principal, One Piece Pirate Warriors 2 engloba ainda uma série de modos desbloqueáveis que inclui uma zona de desafios com dificuldades estabelecidas e aventuras pessoais para cada uma das personagens. O melhor disto é que podem convidar um amigo para jogar convosco de forma local ou online, sendo que é possível receber pedidos de ajuda de outros jogadores para realizar determinadas missões. Caso queriam jogar de forma livre, podem fazê-lo no modo Free Log.

O visual de One Piece Pirate Warriors 2 vai claramente na linha do anterior e consequentemente em direcção à estética da série, de qualquer forma, é possível ver que o visual levou alguns retoques e as personagens estão mais detalhadas que no anterior, os seus movimentos também estão menos presos. Embora a maioria das personagens em campo sejam clones uns dos outros, a quantidade é sempre algo agradável de apreciar.

A música por seu lado continua a não ser retirada da série, felizmente as vozes em japonês são todas originais, assim como a maioria dos sons de combate. É bom ver também que todos os diálogos entre personagens estão inteiramente falados, tanto in-game (que gera alguma confusão) como nos diálogos estáticos.

Apesar de ser um grande regresso de Luffy e companhia, One Piece Pirate Warriors 2 parece mais uma expansão do que uma verdadeira sequela. Em vez de se focar em New World, vamos ver uma especie de Filler gigante baseado apenas em alguns acontecimentos vistos nos episódios mais recentes. Além disso as novidades adicionadas não parecem fortes o suficiente para lhe dar o estatuto de uma verdadeira sequela.

Se a Namco Bandai tivesse esperado mais um ano e desenvolvido o jogo com mais elementos de relevo em vez de apenas alguns extras, então era bem possível que tivéssemos aqui algo ao estilo de um Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 em vez de um Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm Generations.

Se são fãs One Piece, então não deixem passar One Piece Pirate Warriors 2 pois este jogo foi feito a pensar em vocês em especial. Quanto aos restantes, se ainda não jogaram o primeiro One Piece Pirate Warriors, então devem começar por aí.

Positivo:

  • Forma inteligente de abordar um Filler
  • Vários modos extra aumentam a longevidade
  • Personagens inéditas
  • Sistema de moedas e evolução são divertidos
  • Vozes originais da versão japonesa

Negativo:

  • Alguma exploração de cenários foi removida
  • Perdeu alguma autonomia frente a ser uma skin de Dynasty Warriors
  • A história não deixa de ser um Filler
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