Análise – Nexomon Extinction

Não é novidade nenhuma que, quando um jogo inova e cria uma fórmula própria de sucesso, uma porção da concorrência no mercado irá tentar capitalizar com base nessa mesma ideia. Assim, ao longo dos últimos anos, e praticamente desde que indústria dos video-jogos foi criada, que existem vários jogos “clone” de outros, tais como por exemplo, Grand Theft Auto e Saints Row, ou até, de Mario Kart e Crash Team Racing e afins.

Neste seguimento, Nexomon: Evolution é quase na sua totalidade uma cópia do modelo dos jogos da franquia de Pokémon, embora estejam presentes algumas infimas alterações, quase tudo é idêntico a este último. Aqui é nos apresentado um mundo repleto de criaturas, os nexomon,  as quais podemos domesticar e treinar, que têm as suas próprias particularidades, em termos do tipo que são, que vão desde água, fogo, elétrico, fantasma, entre outros. E também na aparência e forma que podem vir a ter, aquando de uma evolução, e até dos seus atributos, que vaõ desde valor de ataque ao valor de velocidade que o fazem.

Apesar das muitas semelhanças, o seu maior trunfo (original) prende-se com a sua história, que não é envolvida num tom e ambiente mais maduro, comparativamente com Pokémon e semelhantes, como grande parte das suas personagens estão bem caracterizadas, individualizadas e desenvolvidas. Neste universo, somos colados na pele de um recém tamer (treinador), que tem como objetivo principal capturar e dominar todas as 300 espécies de Nexomon presentes. Contudo, logo no início, uma criatura lendária, intitulada de Tyrant, retorna a este mundo, com o intuito de recuperar o seu território perdido face humanos, e destruir estes últimos como consequência.

Portanto, trata-se não só de uma narrativa de autosuperação como também, somos posicionados enquanto salvadores da calamidade que se aproxima. Neste aspecto o jogo consegue, equilibrar minimamente, entre os nossos próprios (jogadores) objetivos e aqueles que dizem respeito à história (personagens). Tanto que uma das coisas que mais agradou, foi a possibilidade de explorar, logo de imediato, praticamente a totalidade do mundo, sem ter de estar preso à conclusão de missões. Assim, perdi quase metade do meu tempo de jogo a explorar e capturar nexomon, ao mesmo tempo que lutava contra treinadores acima do meu nível, em outras regiões. Como resultado, quando decidi por fim retornar à história, vi que nenhum desafio fazia frente à minha equipa demasiado evoluída.

Colocando a história de lado, e como já referi umas poucas vezes, tudo o resto é retirado aos jogos deste sub-género de RPG de “monster catching“, o que para um jogador já veterano e familiarizado, foi algo um tanto repetitivo.  Pois se já conhecem as regras e as mecânicas por detrás destes jogos, irão sentir em casa, e pouco ou nada vos irá surpreender, tirando a narrativa.

Contudo, tendo em conta, que algumas pessoas poderão não estar bem cientes do que se trata este sub-género irei sintetizar: Temos de gerir uma equipa de até seis nexomon à vez, evoluindo-os, a partir do combate destes últimos entre si, quer sob a forma de nexomon selvagens ou contra outros tamers. Durante a jornada, poderão restaurar a vida aos vossos nexomon e utilizar outros tantos itens que vos ajudarão dentro e fora de combate. Posto isto, sobra-vos as vossas próprias escolhas pessoais, que vão desde o vestuários, aos próprios nexomon que escolhem para capturar, treinar e evoluir.

Bem, apesar da forma sintética de como estou a abordar Nexomon: Extinction, quase que parece que destestei a minha experiências, mas muito pelo contrário. Embora tenha grande parte (senão quase toda) da sua essência retirada e refinada de Pokémon, o facto de ter novos design de criaturas, uma história cativante, e até algumas escolhas logo de início, fazem este título sobrassair um pouco mais. E levando em conta o seu preço de lançamento, Nexomon: Extinction não é de todo uma má escolha, uma vez que saiu também, e não só, para a PS4, Xbox One e PC, os quais não tiveram nenhum título de Pokémon na sua galeria, portanto, poderá ser uma boa aposta para os iniciantes.

Positivo:

  • História;
  • Estilo artístico;
  • Logenvidade adequada;
  • Boa experiência para os iniciantes deste sub-género;
  • Possibilidades e liberdades de escolha ao nível do gameplay;

Negativo:

  • Copia, em demasia, a fórmula introduzida por Pokémon;
  • Pouco desafiante;

João Luzio
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