Análise – Nano Assault Neo

Nano Assault Neo foi um dos jogos anunciados para acompanhar a Wii U no seu lançamento, sendo que fez parte da cerca de meia dúzia de jogos que estiveram disponíveis digitalmente para serem comprados a partir da eShop. A companhia responsável por este shooter é a Shin’en Multimedia que reside em Munique, e onde grande parte do seu historial é composto por vários tipos de shooters. Para se lançarem nesta plataforma, decidiram criar uma nova série de nome Nano Assault, onde para além de terem criado este jogo, estão neste momento a produzir Nano Assault EX para a Nintendo 3DS.

Este jogo consegue tornar interessante uma experiência de ficção científica misturada com biologia. Basicamente iremos controlar uma nave sobre várias células alienígenas para destruirmos os vírus que nelas residem. A nossa missão principal centra-se então na purificação dessas mesmas células e ao progredirmos, vamos encontrar vírus mais resistentes, rápidos e inteligentes. Assim que acabarmos de limpar 90% dos vírus que se encontram na dita célula, ser-nos-ão dados poucos segundos para escaparmos.

Controlamos então uma pequena nave sobre as células, e muito ao estilo de Geometry Wars ou Super Stardust controlamos a nave com um analógico e a direcção dos nossos tiros laser com outro. Sim, bastante semelhante ao que já pudemos ver, mas este ainda consegue ter alguns truques na manga. As células são bastante pequenas e iremos vê-las numa perspectiva 3D e deslocar-nos de uma maneira muito semelhante a Super Mario Galaxy onde sempre que movemos a nossa nave para uma das zonas inferiores, poderemos vê-la de cabeça para baixo. A partir do GamePad da Wii U vamos também ver o mapa sob várias perspectivas e localizar os inimigos e items.

Nessa células vamos também poder apanhar pequenos satélites que disparam tiros adicionais sobre os inimigos, e algo interessante sobre esses satélites é o facto de podermos alterar a posição para onde eles disparam a partir do GamePad. Por exemplo, ao carregarmos para cima, podemos dar a ordem para que estes disparem ligeiramente para os lados abrindo mais a nossa área de fogo sobre os inimigos, ou então disparar para o lado oposto. Dessa maneira vamos poder definir a nossa estratégia no que toca à nossa linha de fogo. Durante os níveis podemos também apanhar poderes especiais limitados que disparam tiros específicos como lasers perseguidores, etc.

Por defeito, a nossa nave irá ter apenas três vidas, onde em cada vida poderemos apenas sofrer três ataques dos inimigos. Mesmo assim, sempre que sofremos um ataque de algum dos inimigos, ficaremos durante dois ou três segundos invencíveis para podermos escapar com segurança. Para além de ataques, podemos sofrer dano de outros perigos que vagueiam pelo planeta, como criaturas ou então rasto de um dos inimigos.

Ao acabarmos cada nível vamos poder usar os créditos que apanhámos durante um nível para nos fortalecermos para o nível seguinte. Esses créditos não são cumulativos, por isso não pensem em acumular créditos para se fortalecerem contra o boss final porque isso não resulta. Na nossa lista de compras podemos adquirir items como vidas extra, duplicação de pontos, satélites extra, e não só. Apesar de não poderem acumular créditos, os upgrades que fizerem durante um dito cenário, ficam convosco até ao fim desse cenário.

Os inimigos são bastante variados e com um nível de dificuldade que irá ascender a cada cenário que desbloqueamos. Vamos ter simples vírus que se parecem com bolas e que possuem o simples intuito de nos acertar, a outros subterrâneos que emergem para disparar um número considerável de tiros para cima de nós. Grande parte deles possuem estratégias diferentes para serem destruídos e têm um comportamento de ataque diferente. Infelizmente, o desafio destes inimigos consegue ser considerável até difícil em poucos cenários e os bosses são incrivelmente fáceis de se derrotar mesmo com uma nave mal equipada.

Existem quatro cenários neste jogo, Epsilon, Zeta, Omicron e Sigma. Cada um destes cenário possui quatro níveis onde três deles são normais e o restante é um combate contra o boss. Dada à facilidade do jogo, vamos conseguir atravessá-los na íntegra em cerca de uma ou duas horas, e nesse aspecto podia haver um número maior no que toca à quantidade. Felizmente, existem outros modos que irão fazer-nos voltar ao jogo mais vezes, como o Survivor, onde temos que atravessar todos os níveis numa ordem aleatória sem morrer uma única vez, ou então o modo Arcade que se foca mais em conseguir atingir uma pontuação maior. Podem também lutar por um lugar cimeironos rankings oficiais do jogo e que estão catalogados para os vários modos. O multiplayer existente é apenas local, onde uma segunda pessoa poderá participar neste jogo com um Wii Remote e Nunchuck.

A apresentação é sem dúvida o ponto mais alto do jogo. A velocidade do jogo faz-se a um nível bastante alto, e nesse aspecto a música complementa de uma maneira excepcional. Com um reportório de músicas do género techno, muito dificilmente vamos fazer um nível sem abanar o corpo dum lado para o outro ou sem bater o pé ao ritmo da música. É mesmo boa a banda sonora. O grafismo possui um detalhe bom e está bastante colorido, onde grande das células que vamos vamos ver fazem lembrar as poucas vezes que olhámos para um microscópio e vimos em grande detalhe a superfície duma criatura pequena.

Nano Assault Neo é um dos melhores jogos desta onda de títulos que foi lançado digitalmente para a Wii U, mas poderá frustrar outros jogadores pela dificuldade demasiado amigável e um número de níveis escasso, acabando assim bastante depressa. Mesmo assim, é um jogo que todos deviam pelo menos experimentar.

Positivo:

  • Jogabilidade frenética
  • Banda sonora excelente
  • Grafismo bem trabalhado
  • Interacção com o GamePad
  • Inimigos bem conseguidos…

Negativo:

  • …mas o mesmo não se pode dizer dos bosses
  • Poucos cenários
  • Número reduzido de níveis

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Renato Alvarenga

Seria interessante fazer uma revisão antes de publicar. Alguns erros na tradução do inglês para o Português. “por defeito”, provavelmente era “for defalt”. “Inimigos bem conseguidos”, não entendi o que significa nem o que significaria. Mas essa é uma crítica construtiva, o blog é legal ^^’

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