Análise – Logitech G502 LIGHTSPEED

Foi a 10 de Outubro deste ano que fui convidado para ir a Lisboa visitar um espaço construído de propósito pela Logitech para demonstração dos produtos que a companhia estava a planear lançar para este final de ano.

Como podem ver, desde 10 de Outubro até 19 de Dezembro ainda vai algum tempo. Porque é que eu demorei tanto tempo a vir então falar dos produtos que vi e dar a minha opinião sobre o Logitech G502 Lightspeed? Existem dois bons motivos, não saber se ia fazer em texto ou em vídeo e além disso…estava à espera que a bateria do rato morresse durante estes dias, algo que só aconteceu no início da semana. Estou a falar ainda da bateria que carreguei da primeira vez que o comcei a usar a sério. Impressionante não é? Por esta altura acredito que algumas pessoas da Logitech já pensavam que tinha alterado a identidade e mudado para outro país ou tivesse apanhado amnésia, mas aqui está o relato da apresentação e respectiva análise!

Mas vamos então passar primeiro para a apresentação. Esta teve lugar mesmo no centro de Lisboa com uma bela vista sobre a cidade. Tendo em conta que já tinha ido a outra edição, sabia mais ou menos o que me esperava, uma bela disposição de todo o tipo de artigos que a Logitech queria que pudesse experimentar, desde as colunas Bluteooth aos ratos, teclados e os auscultadores.

Vamos começar então pelo convencional, um dos primeiros destaques foi o MX Master 3, um rato altamente ergonómico e bastante prático de utilizar, com duas rodas distintas e até a possibilidade de usar em múltiplas superfícies, a Logitech quer que o trabalho entre equipamentos seja simples, por isso alguns dos periféricos já estão a funcionar com ligações fluídas entre computadores diferentes. Perguntei se era possível transpor de um PC para uma consola, mas por agora parece ser pedir algo demasiado futurista.

Enquanto me tentavam puxar os olhos para o belo teclado G915 (que infelizmente tive pouco tempo para experimentar) o rato G604 e para o tapete Powerplay que permite carregar o rato que trouxe comigo, foi algo mais convencional que me chamou a atenção, não fosse eu uma pessoa ligado às filmagens e Livestreams. Em cima de um dos computadores estava a Brio Stream 4k, que tal como o nome indica, é uma Web Cam que já grava a 4k com uma qualidade soberba e uma boa captação de som. Eu sei que não estavam à espera que alguém se focasse (piada não propositada) na Webcam, mas tendo em conta que gravamos tanta coisa com uma Logitech G920, “obriguei “a que me mostrassem como esta trabalhava e como correspondia. Fiquei muito interessado nas hipóteses da câmara e curioso para experimentar nos nossos vídeos e Livestreams.

De seguida passámos para os auriculares (headsets) e o primeiro que experimentei foi o Zone Wireless, um headset com uma grande qualidade de som e supressão de ruído, mas que não tem o meu formato preferido, afinal é liso nas almofadas, ficando por cima das orelhas. Eu prefiro auriculares que encaixem em redor das orelhas e foi nesse momento que me deram a experimentar aquele que se converteu no meu headset favorito desse dia e que ainda hoje me parece praticamente perfeito.

Falo do Logitech Pro e Pro X. Esta é capaz de ser a gama mais confortável que já experimentei em toda a minha vida sem sombra de dúvidas. O som é tão bom e a qualidade de construção tão confortável e macia que estive mesmo para sair de lá a correr com eles. Ao estilo de um jogador de Rugby. São o estilo de headset que não incomodam na cabeça e que me vejo a utilizar por horas a fio. Tendo em conta que a maioria aperta ou cansa ao final de algumas horas, este parece ser feito com penas de anjo ou algo do género. Claro que só o experimentei por minutos e não estive com eles uma tarde inteira, mas mesmo comparando com os outros que estavam por lá, estes são ultra confortáveis.

De regresso estavam as belas colunas com led reactivo que já tinha visto no ano passado e também as Ultimate Ears, as colunas Bluetooth da marca que me deixaram francamente surpreendido. Quanto às colunas de secretária, eu já conheço o trabalho deles, afinal tenho umas colunas Logitech mesmo à minha frente ligadas ao meu PC. São um kit de colunas da velhita gama X-210 que sobreviveram mais de 10 anos e só há coisa de um mês é que o satélite direito começou a distorcer com sons mais fortes. É impressionante para umas colunas que já viram umas 5 mudanças de casa. Já sei que tenho de arranjar umas novas, afinal não tem piada estar a ouvir quase sempre ou muito baixo ou só do satélite esquerdo.

Continuando pelo som, temos as Ultimate Ears, as colunas Bluetooth da Logitech que podem funcionar em conjunto, criando redes entre elas e uma gama que podemos atirar para dentro de água (algo que podia ser feito no local com um jarro cheio de água). Gostei bastante do acabamento das colunas e do toque no tecido que as rodeia. O som também parecia bom e quando ligaram várias em conjunto, ficou ainda melhor. Cada uma delas é suficiente para encher uma sala sem problemas e até tocar numa festa mais moderada.

Quando chegámos ao final experimentação, trouxe comigo o G502 Lightspeed para testar em casa com todo o tempo e calma do mundo. Ainda olhei para o Logitech Pro X antes de sair, mas havia um elevador entre nós e a liberdade (pronto, chega de brincadeiras ligadas ao Pro X).

Curiosamente, o meu rato até agora era o G502 Hero, ou seja, a versão com fios, o que quer dizer que estava mais do que preparado para experimentar as diferenças entre os dois. Tal como o primeiro G502, também este vem numa caixa similar, junto a uma caixinha onde existe uma série de pesos que permitem mudar o peso do rato em si. É uma coisa que pode vir a dar jeito para diferentes estilos de jogadores, mas para mim, o peso base com que o rato foi criado, é mais do que suficiente e gosto imenso dele.

A estrutura física é praticamente a mesma e mesmo com uma bateria incorporada, o peso também é extremamente similar com o rato que já tinha sem ter os pesos colocados. Aliás, devido à presença do cabo do rato, o G502 Lightspeed até parece mais leve.

Para quem gosta de configurar o rato à sua vontade, a maioria dos botões são personalizáveis e podem até criar macros e afins. As luzes laterais servem também agora para controlar a quantidade de bateria e a cor pode ser alterada para o que nos apetecer. Tenho a dizer que também no novo prefiro muito mais usar a roda do rato em modo normal do que em hyper-fast. Pode ser uma mais valia para quem precisa de passar por páginas e páginas de coisas, mas não me consigo habituar. De qualquer forma, a roda passou de plástico para um aborrachado, o que faz com que o dedo doa menos em modo de rotação “lesma”.

Apesar de ser um rato sem fios, o G502 Lightspeed não usa Bluetooth, mas sim uma pequena pen USB que ligam ao dispositivo que pretendem usar. Se for para PC, vão poder sempre aproveitar o programa Logitech G Hub para controlar as definições e outras coisas do rato. A experiência é altamente gratificante e quem gosta de ter padrões de cores e reacções, vai ficar mais que satisfeito com o gerenciador. Voltando à questão da PEN, esta pode ser guardada na parte inferior do rato num compartimento com uma porta redonda com íman que nunca saltou ou incomodou a utilização.

Agora sim, vamos regressar ao início e um dos motivos que atrasou a análise, a bateria do G502 Lightspeed é mesmo longa. Quando abri a caixa, ele vinha com um pouco de bateria que deixei esgotar de imediato, mas que ainda deu para umas boas horas. Depois de o carregar para teste, este não queria parar por nada deste mundo. É suposto a bateria durar mais de 50 horas, mas como eu ligo pouco aos leds psicadélicos e a minha jogabilidade no PC é um tanto ou quanto moderada, consegui fazer com que a bateria durasse até 15 de Dezembro. Como até passo algum tempo em frente ao PC a jogar, escrever e editar coisas, é uma bateria que me deixou muito surpreendido. Só tenho pena que a porta de carregamento seja Micro-Usb em  vez de USB-C.

Já que falo nas tarefas, tenho a dizer que testei o G502 Lightspeed com vários jogos, especialmente com Borderlands 2 (o exemplo de sempre), League of Legends e um bocado (muito pouco que não sou grande fã) de Fortnite. Além disso, editei uns quantos vídeos com ele e passei muitas horas a deambular pelas internets. O rato respondeu bem em todos os cenários, mesmo com um monitor a cortar o sinal entre a torre e o rato. Testei também a resposta tanto no tapete, na mesa e até num sofá com capa em couro e nunca tive problemas com ele. Como os DPI podem ser facilmente configuráveis, também é o ideal para quando mudamos entre ecrãs maiores e mais pequenos.

Como grande fã de ratos confortáveis, sem pilhas e coisas sem fios, o G502 Lightspeed mostrou ser um rato bastante completo e pronto para os vários estilos de utilização. Como o podia levar para qualquer lado dentro da sala onde tenho o PC, pude passar entre os monitores e a TV sem problemas e controlar todos os pormenores de acessibilidade através do G Hub sem qualquer problema. É verdade que é arriscado jogar com ratos e teclados sem fios, dado a possibilidade de ficar sem bateria a meio de uma partida, mas com o tapete de recarregamento disponível ou com uma boa gestão da bateria, não vejo alguém a ter problemas desses recorrentemente.

No final de tudo isto, sim, troquei o G502 Hero pelo G502 Lightspeed sem qualquer problema e já lá vai a preocupação de ficar com o cabo preso ao móvel. Como o tempo de resposta é o ideal e o conforto é bastante bom, não admira que a Logitech tenha utilizado este rato como o modelo de análise para este ano. Para o ano, pode ser que sejam os Logitech Pro.

 

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