Quando os jogos de LEGO começaram a utilizar personagens de séries licenciadas, poucos acreditavam que esta experiência pudesse resultar em vários jogos, mas foi isso mesmo que aconteceu.
Desde que os LEGOS usaram a força em LEGO Star Wars ou destruíram o anel em LEGO Lord of the Rings, que passou a ser uma questão de tempo até que uma nova franchise fosse adaptada a este estilo.
A mais recente licença pertence à Marvel, que vê os seus heróis e vilões transformados em LEGO para uma história totalmente inédita em LEGO Marvel Super Heroes.
Para começar, é necessário dizer que a Travelers Tales fez um trabalho excepcional na recriação das personagens e universos da Marvel, pois este é um jogo que cruza de forma inteligente heróis e vilões que nada podem ter a ver, num universo harmonioso.
Desde personagens altamente conhecidas como o Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro e Thor, até personagens e vilões pouco conhecidos, podem contar com várias dezenas de personagens de todo o estilo de BD que foram criadas pelos estúdios da Marvel.
Cada uma das missões começa normalmente com a aparição de um inimigo que tenta roubar um bloco de LEGO cósmico e temos ao nosso dispor um número reduzido de personagens ideias para esta missão. A parte boa e inteligente é que essa equipa pode aumentar a qualquer momento, e se começam um cenário como Cyclops e Jean, mais tarde podem ter o auxílio dos restantes X-Men.
Tal como os jogos mais recentes de LEGO, vão poder repetir missões com personagens alternativas para encontrar todos os segredos e até explorar toda a ilha de Manhattan (incluindo o Helicarrier de Nick Fury). Este modo de mundo aberto engloba inúmeras missões secundárias, extras e blocos dourados escondidos que servem como coleccionáveis e tornam a exploração em algo ainda mais divertido.
Embora funcionem como classes, a maioria das personagens com quem podem jogar englobam os seus movimentos característicos e usam as suas armas e habilidades tal como nos livros ou nos filmes. O Homem-Elástico consegue planar ou transformar em vários objectos úteis enquanto o Capitão América pode usar o seu escudo como arma ou defesa. É verdade que muitos parecem semelhantes em termos de habilidades, mas ninguém ficou descaracterizado.
A jogabilidade apesar de não ser a mais dinâmica para o universo que recria, consegue mesmo assim ser bastante funcional. Desde o combate até à capacidade de voar, tudo é bastante prático e acessível, embora algumas ferramentas exijam alguma fase de habituação, pois nem sempre funcionam na altura pretendida, o que pode parecer realmente estranho e confuso a início.
Os cenários são normalmente compostos por uma série de zonas de luta, seguidas de alguns puzzles e construção. Infelizmente, alguns dos puzzles não são totalmente perceptíveis a início, o que estraga parte da imersão e a sua descoberta acaba por ser feita através do sistema de tentativa/erro.
Apesar de ser um jogo “quadrado”, LEGO Marvel Super Heroes está longe de ser um jogo feio, aliás, é um claramente um jogo inspirado e agradável à vista. Os cenários enchem-se de blocos e Studs à medida que partem o que encontram ou lutam contra inimigos como o Sandman. Não é um feito tecnológico, mas não deixa de ser bom. Infelizmente não pudemos ainda testar a versão PS4 por falta da consola, mas do que já pude ver, o visual está uns furos acima, assim como a iluminação e quantidade de destroços no ecrã.
Apesar de não ter as vozes dos actores dos filmes, a quantidade esmagadora de vozes que foram gravadas estão muito boas e encaixam bem nas recriações de LEGO. A banda sonora também foi bem construída e dá um sentido épico/heroico e divertido à acção.
Apesar de repetir um pouco a fórmula do costume, LEGO Marvel Super Heroes é mais um grande jogo da família LEGO, que vai agradar tanto aos mais novos como os mais velhos que sejam fãs da Marvel.
Positivo:
- Muitas personagens Marvel

- Missões divertidas com variedade
- Várias referências aos clássicos
- Mundo aberto com vários segredos
Negativo:
- Alguns sistemas de jogabilidade pouco sólidos
- Vários puzzles são pouco perceptíveis
- Não deixa de ser o mesmo jogo que os anteriores
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