Análise – Iron Combat: War in the Air

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A desordem económica e social abala o planeta. Revoluções derrubem governos uns atrás dos outros, e aquilo que conhecemos como países deixam de existir. No meio do caos, surgem novas organizações que entram em conflito entre si e apoderam-se de outros territórios, quer pacificamente ou através da força.

Com receio de perder a guerra, uma dessas organização decide desenvolver uma arma de última geração que consiste em tornar jovens raparigas em mechas capazes de se transformarem em aeronaves. Se nada disto soou-vos estranho até agora, já devem ver animes há tempo suficiente.

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Como o nome genérico do jogo dá a entender, Iron Combat: War in the Air é um shooter onde vão passar o tempo todo fechados num cubo de ar a combater diversas máquinas de guerra. Foi feito pela Teyon, os mesmos criadores de Rambo: The Video Game, e só isso seria aviso suficiente para deixar qualquer um com um mau pressentimento, mas felizmente o jogo consegue ser, no mínimo, divertido.

A nossa personagem tem a capacidade de transistar entre o modo de voo e o modo de luta, cada um com as suas vantagens e desvantagens. O modo de voo transforma-nos num jato, dando mais velocidade e dano, mas é mais complicado de manobrar. No modo de luta, permiti fazer lock-on mais facilmente no inimigos e é ideal para combates a curta distância. Podemos alternar de modo a qualquer momento de maneira rápida com um simples premir de um botão.

Assim que ficarem habituados aos controlos, a jogabilidade torna-se bastante intuitiva, relembrando a ação frenética de Zone of the Enders, e o jogo em si faz-me lembrar um pouco de Liberation Maiden. Os únicos problemas que tive foi com o lock-on automático que nem sempre é fiável, tendo a tendência de escolher o inimigo que está mais distante por alguma razão. Também não é possível controlar a altitude da nossa personagem no modo de luta, por isso estamos sempre a descer um bocado, o que requer clicar no botão de boost para manter uma certa altitude.

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A história decorre em longos textos de diálogo da nossa assistente que comunica pela rádio. Algumas das missões só começam até ela acabar de falar durante mais de 30 segundos, mas ela gosta mesmo é de filosofar sobre o significado de tudo e da razão porque lutamos enquanto estamos mais preocupados em desviar de dezenas de mísseis. Em geral, a história não me deixou muito interessado e é algo secundário para o jogo. Por sorte, é possível passar estes diálogos à frente.

O jogo está dividido em missões e todas elas resumem-se a eliminar ondas de inimigos atrás de ondas de inimigos, terminando ocasionalmente com um boss. Uma vez que não existe uma grande variedade no que temos de fazer, exceto raras missões que nos limitam a usar ataques com a espada ou jogar apenas no modo de voo, as missões parecem todas iguais e tornam-se repetitivas.

Os combates com os bosses também deixam muito a desejar. A maioria consiste em máquinas de grandes dimensões com vários pontos fracos para atacar. Assim que eliminarem todos os pontos fracos, surgem novos pontos fracos para atacar e isto repete-se por mais umas 4 vezes até finalmente serem derrotados. Existe um boss em particular que quase fez-me desistir do jogo devido à sua mobilidade estupidamente elevada portanto não conseguia acompanhar a sua velocidade. É aqui que os upgrades tornam-se úteis.

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No fim de cada missão, recebem um ranking de acordo com o vosso desempenho e dinheiro que pode ser usado na loja para comprar upgrades. Estes servem para alterar várias estatísticas da nossa personagem, como ataque, defesa e eficiência do boost. Só podem equipar um upgrade de cada categoria e pode aumentar umas estatísticas assim como baixar outras.

Relativamente ao boss que mencionei há pouco, foi necessário (após algum grinding) investir em upgrades para aumentar a minha velocidade, o que fez uma enorme diferença durante o combate. No entanto, este foi o único momento do jogo onde senti que os upgrades tiveram uma influência relevante numa missão, enquanto as restantes missões podem ser completadas sem qualquer upgrade. Também seria bem-vindo mais opções para personalizar a nossa personagem, como armas diferentes ou mudar a estética.

Visualmente, o jogo não vai impressionar ninguém, e apesar de ser bastante fluído na maioria do tempo, podem ocorrer slowdowns durante os momentos mais intensos. Quanto à banda sonora, mesmo havendo poucas faixas musicais, é agradável e está apropriada para este género de jogo.

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Apesar de não ser um género muito explorado nas portáteis, Iron Combat: War in the Air consegue ser um shooter funcional na 3DS que apenas peca pela falta de variedade. Não se perde nada em experimentar, mas verdade seja dita, quanto mais tempo passava a jogar isto, ficavam com mais vontade de estar a jogar Liberation Maiden.

Positivo

  • Jogabilidade intuitiva
  • Efeito 3D resulta bem
  • Banda sonora

Negativo

  • Missões repetitivas
  • Maioria dos bosses são aborrecidos
  • BEEP BEEP MISSILE ALERT BEEP BEEP

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