Análise – Inexistence Rebirth

Inexistence Rebirth é um metroidvania indie, desenvolvido por Jonathan Brassaud, e remake de Inexistence, jogo da mesma pessoa. Segundo a descrição, as maiores diferenças entre os dois jogos são mais conteúdo e um sistema de habilidades em Inexistence Rebirth.

No jogo, controlamos Hald, um rapaz determinado em salvar a sua irmã que foi aprisionada por Claus, e para tal terá de atravessar a Ilha da Esperança até ao seu castelo. A ilha está dividida por áreas, repletas de inimigos, mas é bastante linear e fácil de navegar, podendo aceder ao mapa a qualquer momento para ver onde se pode explorar mais.

Cada inimigo derrotado dá pontos para subir de nível, e cada novo nível concede dois pontos que podem ser usados para aumentar Força, Defesa, ou Magia. Cada subida de nível dá ainda um ponto que pode ser gasto em habilidades, que precisam sempre de mais do que um ponto para desbloquear, mas pelo mapa estão também mais desses pontos, podendo chegar ao fim com grande parte desbloqueada sem fazer grind.

Existe também equipamento, algum comprado, outro descoberto no mapa, e outro dropado por inimigos. O equipamento está dividido por Armas, Armadura e Acessórios, podendo equipar apenas um de cada. Todo o equipamento aumenta a Força, Defesa e Magia de Hald.

Para além de descobrir o mapa pela possibilidade de farmar experiência ou apanhar mais moedas ou pontos de desbloqueio, pode-se ainda encontrar umas peças que o vendedor da loja nos pede para encontrar, prometendo algo especial em retorno.

De uma forma geral, Inexistence Rebirth é um jogo fácil de perceber e seguir. Jogar com comando é aconselhado, mas tem a possibilidade de jogar com teclado. Quanto aos controlos, em comando são fáceis de entender, mas em teclado são algo mais desconfortáveis, tendo em conta o layout escolhido. Ainda assim, existem algumas combinações de teclas em comando que são algo estranhas e quebram um pouco o ritmo.

A banda sonora ajuda a completar a experiência, porém na primeira área, sendo que a música utilizada é a da primeira cutscene, que é uma música um pouco mais “épica”, torna-se um pouco intrusiva para uma altura de aprendizagem e exploração.

Em termos de jogabilidade, mais uma vez é bastante fácil de entender, porém torna-se frustrante em alturas, pois as hit-boxes dos inimigos são muito pequenas, e por vezes parece necessário estar mesmo em cima para poder fazer dano, mas levamos dano também. Isto torna-se especialmente frustrante com bosses, pois maior parte são inimigos de grandes dimensões numa área fechada, e parece impossível não levar dano. Nos bosses em que o inimigo é mais pequeno, por exemplo, isto já não é tão evidente, e, sendo que deviam ser bosses mais difíceis, acabam por se tornar mais fáceis.

No fundo, Inexistence Rebirth é um bom jogo para passar o tempo, mas não estejam à espera do melhor gameplay ou história.

Podem conferir abaixo os primeiros minutos de gameplay.

Positivo

  • Mapa fácil de navegar
  • Bastante linear e fácil de entender

Negativo

  • Hit-Box dos inimigos difícil de perceber
  • Banda sonora intrusiva no início
  • Alguns controlos difíceis de fazer

Raquel Assunção
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