Análise – HarmoKnight

Confesso que nunca fui um grande jogador de jogos de ritmo. Por alguma razão, o Timing que tenho para acertar em coisas a um determinado ritmo é realmente mau.

Eu bem me lembro de jogos como PaRappa The Rapper, Patapon ou coisas ao estilo de Guitar Hero, os quais serviam para me torturar e dar uma larga vantagem a todos aqueles que perdiam comigo em jogos de outros géneros.

HarmoKnight é mais um desses jogos, um jogo de ritmo que abraça o género de uma forma ligeiramente diferente. Mas será que a qualidade de HarmoKnight é suficiente para cativar até um “não fã” como eu?

Para começar, há que destacar que esta é uma das experiências raras da Game Freak fora da sua especialidade, ou seja, os jogos de Pokémon. Aqui jogam com Tempo, um rapaz que fica encarregue de levar um bastão sagrado até ao reino, de forma a repelir as forças do mal. Tempo vai ser acompanhado por um coelho com o dom da fala e alguns aliados que encontra pelo caminho.

O mapa mundo do jogo faz lembrar clássicos da Nintendo como Donkey Kong Land ou Super Mario World. Aqui podem levar a personagem até a um dos cenários disponíveis e assim desbloquear novos caminhos usando Royal Notes, notas musicais raras que ganham ao fazer uma boa pontuação em cada cenário.

A jogabilidade de HarmoKnight é bastante simples, colocando Tempo a correr sem parar pelo cenário, enquanto a música nos guia para perceber quando é altura para saltar ou atacar os inimigos ou obstáculos. Alguns segmentos ligeiramente diferentes exigem a utilização de outras personagens, ou uma série de timings perfeitos, o que é normalmente mais visto em combates contra bosses.

Mesmo sendo divertida e viciante, a jogabilidade de HarmoKnight não é realmente precisa e mesmo com a ajuda dos compassos da música, é fácil falhar alguns tempos de ataque, o que pode resultar em dano sofrido e vários inimigos ou notas musicais perdidas. A verdade é que dei por mim a tentar decorar os timings certos para alguns cenários, que depois pareciam algo aleatórios em certos casos.

HarmoKnight é um jogo que ainda engloba algum conteúdo e longevidade com todas as notas musicais que podem apanhar e uma série de cenários que podem tentar completar em Ouro. De qualquer forma, caso joguem tudo de seguida, os mundos de jogo passam bem depressa e salvo um ou dois combates mais difíceis  vão conseguir terminar a história em menos de 5 horas.

Embora tenha sido criado pela Game Freak, HarmoKnight apresenta um visual algo diferente da série Pokémon. O mundo de jogo está criado em 3D, embora seja jogado em 2D ao estilo de um jogo de plataformas. O visual é tipicamente nipónico e recorre frequentemente a cinemáticas desenhadas que fazem lembrar as personagens e cenários da série Dragon Quest. Quanto à música, esta está enraizada na temática do jogo e cumpre bem a sua função, com músicas alegres e divertidas.

Um ponto negativo vai também para algumas cinemáticas onde os diálogos tidos entre personagens passam automaticamente, não permitindo ler em alguns casos ou passando ao lado dos mais distraídos.

Pelo preço a que podem fazer dowload de HarmoKnight da e-Shop, a Game Freak podia ter explorado muito mais o mundo e jogabilidade, mas isso não o impede de ser um bom jogo para os fãs do género. Se já acabaram Theatrhythm Final Fantasy, então HarmoKnight é uma alternativa.

Positivo:

  • Jogabilidade viciante
  • Progresso bem estruturado
  • Visual apelativo
  • Muito para fazer
  • Cenários alternativos baseados em Pokémon

Negativo:

  • Os timings não são muito precisos
  • Não existe grande variedade entre as personagens
  • Alguns balões de fala passa de forma automática
  • Alguns elementos de jogabilidade ficam por explicar

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