Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka? (DanMachi) é um anime de 13 episódios dentro dos géneros de acção, fantasia e comédia com romance e ecchi à mistura, baseada na série de Light Novel com o mesmo nome.
DanMachi conta a história de Bell Cranel, um aventureiro que vive num mundo (Orario) onde Deuses e Deusas desceram dos céus para poderem viver com os humanos. Em troca, estes concedem poder e habilidades que lhes permitem usar magia, que os humanos usam para poderem aventurar-se pela Dungeon (Masmorra) localizada debaixo da cidade, lutando contra monstros assustadores e poderosos, ganhando itens mágicos e loot.
No início da série, Bell é apenas um principiante e quando se aventura pela Masmorra, é atacado por um Minotauro que quase o mata. Felizmente é salvo por Aiz Wallenstein, uma rapariga loira, bastante bonita e uma das aventureiras mais fortes e talentosas. Bell fica sem reacção de início e apaixona-se por Aiz, e quando se apercebe do que se acabou de passar sai disparado, deixando a rapariga confusa e sem perceber o porquê da sua fuga.
Graças a Aiz, Bell ganha motivação e jura a si mesmo que dará o seu melhor para se tornar num aventureiro melhor como Familia de Hestia, a sua Deusa. Curiosamente é o único membro desta, e como tal tem um longo caminho a percorrer.
DanMachi chamou a atenção de muitos durante a temporada passada com o seu ritmo rápido, constante energia e por conseguir entreter os espectadores de forma divertida e consistente.
DanMachi consegue manter-se interessante ao longo da série e prender a nossa atenção devido ao ritmo (como referi acima) da história, que corre sem parar e não se fica por muito tempo num assunto ou noutro. Podemos ver os acontecimentos como muitas peças a mexer ao mesmo tempo e como num tabuleiro de xadrez, cada uma é fundamental. Em termos de enredo, para além da narrativa principal, temos bastante conteúdo secundário que vai surgindo ao longo dos episódios de forma periódica, à medida que surgem obstáculos que Bell deve enfrentar para se tornar num aventureiro melhor. Apesar do enredo secundário não ser tão desenvolvido quanto merece, causa uma sensação de novidade constante a cada episódio, conseguindo assim captar a atenção de quem está a assistir com elementos novos à medida que outros começam a perder algum interesse e brilho.
A série é contagiante, tem uma certa energia própria que puxa por nós e nos incita a ver episódio atrás de episódio. É como se a série ganhasse vida e estivesse cheia dela, com tudo tão novo e interessante, o que para mim torna-a genial. Posso afirmar que vi os 13 episódios “de enfiada” durante 6 horas, a série conseguiu mesmo cativar-me.
Algo que me agradou muito foi a implementação de elementos característicos de um RPG, como exploradores/aventureiros em Dungeons (Masmorras) com o intuito de subirem de nível viagem após viagem, tornando a série mais aliciante, já que animes como Sword Art Online, Accel World, .hack e outros exploraram a vida de personagens dentro de um jogo, mas nunca deste ponto de vista: Em DanMachi, as masmorras fazem parte do dia-a-dia dos personagens e são uma fonte de rendimento para muitos.
As tradições, cultura e histórias relacionadas com os Deuses mitológicos são tratadas de uma maneira distinta, já que Deuses de diferentes culturas coexistem e interagem de forma casual.
A cada episódio que passava, sentia-me sempre curiosa em relação a estes e que papel teriam no enredo. Posso dizer desde já que adorei o que fizeram com Hephaestus, mas terão de ver a série para descobrir o porquê.
Apesar de gostar mais de um Deus ou outro, posso afirmar que todos são essenciais para a narrativa e muito do divertimento que a série nos dá se deve a estas personagens.
Uma Deusa da qual é impossível eu não falar é Hestia; a Deusa de Bell. Muitas pessoas conhecem-na mesmo não tendo visto a série devido ao famoso fio que segura os peitos desta personagem e que gerou alguma controvérsia pela Internet fora.
Será que Hestia é apenas isso, uma Deusa “loli” com peitos grandes, presos por um fio azul e roupas curtas e justas ao corpo?
A resposta é: não. Hestia é carinhosa, bondosa, divertida, energética e tem um lado pervertido. Procura sempre dar o seu melhor para apoiar Bell e ajudá-lo em tudo, fazendo o que for necessário (isso é provado inúmeras vezes ao longo dos episódios, chegando a arriscar a sua vida para o auxiliar). Hestia demonstra ter sentimentos fortes por Bell e fica com cíumes de Aiz ou outras raparigas com quem Bell se dá.
Apesar de saber que Aiz é a grande motivação de Bell para se tornar mais forte, Hestia apoia-o incondicionalmente. Porém, a minha personagem preferida é sem dúvida Aiz Wallenstein.
Algo que adoro em Aiz é o facto de ela ser muito calma (e de certa forma adorável) e uma autêntica cabeça-no-ar, apesar de ser uma das aventureiras mais fortes do mundo. Nota-se que tem um bom coração e gosta de ajudar os outros, é humilde, dedicada e possui uma enorme força de vontade, o que me conquistou logo no início.
Outra personagem que ao início provavelmente passa despercebida e é uma das minhas favoritas é Ryu Lion, amiga de Syr (uma rapariga que Bell conhece numa taverna e com quem trava amizade) que apoia a paixoneta que esta tem pelo protagonista. Ryu tem um passado importante e mais tarde revela-se fundamental para o desfecho da série.
Passando para mais uma personagem (e desta vez, uma de que não gostei), temos Liliruca,que serve de suporte (supporter) para Bell. Liliruca tem atitudes durante a série que me incomodam e irritam, mas das quais não vou falar porque não quero fazer spoilers.
À medida que a série avança vão sendo introduzidas várias personagens, nem todos muito originais, mas que se integram bem no enredo e são introduzidos de maneira a parecerem mais originais do que são na realidade, não havendo assim grande problema quanto a isso.
Como protagonista, apesar de Bell ser demasiado indulgente e boa pessoa para o seu próprio bem, é essa inocência e fé nas pessoas que nos faz gostar da personagem e querer torcer por ele. Não obstante, não sei se é derivado de circunstâncias que são reveladas mais a frente mas, Bell evolui muito depressa, quase de uma forma desumana e por essa mesma razão pode incomodar ou irritar alguns espectadores de DanMachi.

Quanto às vozes, todas elas são excelentes , temos como exemplo o actor que dá a voz a Bell (é o mesmo de Kirito de Sword Art Online). As músicas são muito boas e adequam-se a DanMachi, transmitindo a acção e diversão que este transparece e o Opening fica na cabeça ( e tem cenas super fofas!) .
Já que estou a falar de qualidade, as batalhas estão espectaculares, muito bem animadas e são retratadas de forma épica. Sem nenhum erro aparente, agarram o espectador e deixam-no a querer mais.
No entanto, penso que o conceito de subir de nível podia ter sido melhor aproveitado, em vez de servir para evidenciar apenas o crescimento e evolução de Bell, as batalhas podiam ter sido inseridas com outra dinâmica, pois têm potencial para muito mais.
Apesar da história ser um pouco previsível e em certos aspectos genérica, DanMachi é contado de uma forma genial, mesmo tendo alguns momentos um pouco “harém” à medida que o enredo avança e surgem mais personagens, a maioria delas sendo do sexo feminino.
Gostava que tivessem dado mais uso ao enredo secundário e não tivessem deixado tantas perguntas por responder, isso deixou-me um bocado frustrada, já que ansiava por respostas e acabei por não obter muitas delas.
Apesar de DanMachi não ser uma obra-prima, adorei a série e acarinho-a bastante. Espero que saiam mais temporadas desta série pois conseguiu cativar-me com o seu charme. Recomendo-vos vivamente que lhe dêem uma oportunidade se gostam de RPGs, mitologia e muita animação.
Positivo:
- História cativante
- Voice-acting profissional
- Animação é excelente
- Cenas de batalha aliciantes
- Existe fanservice, mas não em demasia
- Divertido e energético
- Aiz Wallenstein é “awesome”
- Coexistência de várias Mitologias no enredo de forma inteligente
Negativo:
- Série consegue ser genérica e previsível
- Enredo secundário mal aproveitado
- Muitas questões em aberto por responder
- Bell chega a ser demasiado inocente
- Batalhas e conceito de subir de nível podem ser melhor aproveitados
- Liliruca chega a tirar-me do sério













