Análise – Ducktales Remastered

Existem vários jogos de plataformas que marcaram a nossa infância. Seja com Sonic ou Super Mario, Alladin ou Rei Leão, Toy Story ou Fantasia, existe sempre um jogo que recordamos com boas memórias.

No meu caso, Ducktales não é um desses jogos. Apesar de ter visto alguns episódios da série e ter ouvido a música um milhão de vezes, nunca tinha jogado o jogo original, pelo menos até hoje.

A versão Remaster de DuckTales permitiu que explorasse pela primeira vez este universo construído pela Capcom há muitos anos atrás. Sem comparação possível, mas sabendo que é um dos jogos favoritos da infância da maioria, depositei a minha atenção neste Remake.

Apesar de não precisar de um fio narrativo distinto, DuckTales Remastered tenta dar alguma linha lógica ao jogo original, com contexto para cada um dos locais visitados. Tudo começa com uma invasão à caixa forte do Tio Patinhas por parte dos Irmãos Metralha. O velho milionário consegue repelir a pandilha e pelo caminho descobre um mapa que aponta para algumas relíquias escondidas pelo mundo e até na lua…sim, estes jogos não precisam realmente de lógica.

Este é o mote para visitar zonas distintas espalhadas pelo globo que envolvem vários estilos de desafio e inimigos diversificados. Podem contar com puzzles que incluem a recolecção de objectos perdidos pelos cenários, resgate dos sobrinhos do Tio Patinhas, entre outros.

Tal como no original, aqui o Tio Patinhas também pode usar o salto com a bengala. Este ataque é realmente útil pois funciona contra vários inimigos e serve também como um impulso adicional de salto para chegar a zonas mais altas. Este salto é tão útil que o jogador vai preferir estar sempre a usa-lo do que atravessar o cenário a pé.

Cada uma dos quadros estão divididos em segmentos, um longo com plataformas e puzzles, um mini-boss ou desafio adicional e por fim o boss. Alguns dos bosses são genéricos, mas em alguns locais podem contar com os Metralhas, a Maga Patológica e outros inimigos da série.

Apesar de seguir a mesma lógica do original, sei que existem e joguei algumas desafios novos que não surgiram no original e que ajudam a tornar a aventura em algo maior. Infelizmente, nem tudo o que foi adicionado é realmente bom e embora tenha de aplaudir o trabalho de vozes, a exposição e diálogos tidos entre as personagens arrastam-se demasiado, ao ponto de dar vontade de os passar à frente. Aqui era um caso exemplar de como pouco e bem dito podia ser bem melhor.

O que vai saltar logo à vista dos fãs é o tratamento visual dado ao jogo, o que o torna bem mais atractivo e que chega a fazer lembrar a série televisiva. Os modelos e desenhos tanto das personagens como dos cenários e inimigos está bastante bom e sem grandes problemas de sprites.

Quanto ao som, como já disse, as vozes estão muito boas, e o problema dos diálogos longos não é algo que seja culpa dos actores de voz. A música também sofreu um retratamento e está adaptada aos nossos tempos com bastante qualidade.

Quanto a pontos menos positivos, tenho de acrescentar que nem todo o progresso em todos os cenários é realmente desafiante nas dificuldades mais baixas e esta cresce em demasia nos níveis de dificuldade mais elevados. Para piorar esta situação, o jogo congelou por duas vezes após o terminar de um cenário, o que me obrigou a repetir dois mundos de forma integral pela mesma razão.

Apesar de uma ou outra falha, DuckTales Remastered é uma vitória no que toca ao esforço realizado para trazer um clássico para os tempos modernos. Mesmo que seja uma aventura curta, é um clássico intemporal que merece o vosso tempo caso sejam fãs de jogos de plataformas.

Positivo:

  • Capta o espírito do original
  • Plataformas à moda antiga
  • Boas vozes
  • Recriação musical
  • Visual apelativo

Negativo:

  • Curto
  • Salto enorme entre dificuldades
  • Diálogos muuuuito longos
  • Jogo foi a baixo no final de alguns cenários
(testado em versões Wii U e PS3)

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