Análise – Disgaea D2: A Brighter Darkness

Se existe série que gosta de explorar outras personagens e histórias, essa série é Disgaea, o RPG de culto da Nippon Ichi que mistura estratégia com combates por turnos.

Tudo começou com a história de Laharl e a sua demanda para ser o grande Overlord do sub-mundo, e desde então, as personagens principais mudaram vezes sem conta e outras zonas do sub-mundo foram exploradas.

Vários anos depois, eis que a Nippon Ichi resolve desenterrar os anti-heróis originais para uma nova aventura com o nome Disgaea D2: A Brighter Darkness. Será que Laharl, Etna e companhia conseguem superar os seus sucessores?

Disgaea D2: A Brighter Darkness é um sucessor directo para a história do primeiro jogo, Disgaea: Hour of Darkness. Aqui Laharl continua a tentar dominar o sub-mundo impondo a sua vontade sobre todos os outros demónios, algo que não é do agrado dos mais poderosos que começam a surgir para para parar o seu reinado.

Ao bom estilo dos restantes Disgaea, também este jogo não dispensa uma boa dose de humor negro e trocadilhos ao construir o seu universo e personagens. Como tal, podem contar com várias reviravoltas divertidas e algumas personagens realmente lunáticas que se juntam ao elenco, sem esquecer uma versão feminina de Laharl que não me vou alongar mais a descrever para não criar qualquer estilo de Spoiler.

Disgaea D2: A Brighter Darkness mantem o seu sistema de jogo praticamente intacto, dividindo a aventura em duas partes, a de exploração e melhoramento das personagens no castelo e a partida para as zonas de combate localizadas no mundo.

O castelo vai servir como uma zona de looby principal onde podem realizar inúmeras actividades e falar com os vários NPC presentes que oferecem dicas valiosas. Existem assembleias para criar novas personagens ou pedir diferentes vantagens, uma zona de treino com o nome Dojo, acesso ao Item World, loja de armas e mantimentos, hospital, etc. À medida que jogam, novas áreas e lojas do castelo vão sendo abertas e com elas novas coisas para fazer.

Todas as preparações são necessárias nos jogos de Disgaea e Disgaea D2: A Brighter Darkness não é uma excepção pois a dificuldade dos combates pode subir drasticamente embora nunca pareça desajustada. Dei por mim a perder alguns combates por falta de preparação que foram vencidos com um pouco mais de treino e estratégia.

Os combates continuam a funcionar da mesma forma e ao mesmo estilo da vasta maioria dos RPG tácticos por turnos. Vão ter direito a uma vista área sobre um cenário onde podem mover a vossa personagem através de uma grelha. O combate continua a ser desafiante e realmente estratégico, com o posicionamento de cada personagem a ter um papel essencial tanto na defesa como no ataque.

Disgaea D2: A Brighter Darkness continua a usar o sistema de combos e ataques em grupo, mas algumas adições bem-vindas conferem agora ainda mais profundidade, pois a afinidade de cada personagem é agora reflectida com ataques em cadeia ou sacrifícios que ocorrem em tempo real. Se uma personagem tiver uma afinidade forte pela que está ao lado, esta pode prosseguir com um ataque de ajuda ou no caso do inimigo atacar, pode trocar de lugar com ela para absorver o dano.

Outra das novidades de relevo, mas que recorri poucas vezes é a utilização de monstros como montadas. Embora as duas personagens recebam pontos de experiência, não vi grande encanto e utilidade nesta estratégia.

Se são fãs do género, então sabem que podem contar com várias largas dezenas de horas de jogo apenas para terminar a campanha e muitas mais para fazer tudo o que podem fazer no jogo. Por si só a actividade de evoluir a equipa e comprar armas melhores já é divertida e ainda existe muito para fazer após terminar a história.

Mesmo que tenha evoluído ligeiramente em relação a Disgaea 4, Disgaea D2: A Brighter Darkness ainda está longe de ser um jogo visualmente apelativo ou tão forte como outros jogos que se cruzam com animação japonesa. Os desenhos das personagens que surgem durante os diálogos são sólidos e boas peças de arte, mas seja pelos cenários ou pelas personagens em si, a evolução não é realmente imponente e além de uma maior definição e personagens ligeiramente mais largas, os gráficos continuam a não ser o ponto mais alto de Disgaea e os fãs vão preferir que continue assim.

Sonoramente, Disgaea D2: A Brighter Darkness é bastante apelativo e divertido. As músicas são bastante energéticas (embora que algo repetitivas após várias horas de jogo) e a maioria dos sons e barulhos típicos dos monstros e personagens são carismáticos. Quanto às vozes, podem contar com a versão original em japonês e a traduzida para inglês. Como sempre, vou recomendar a versão original, embora tenha jogado na maioria do tempo em inglês, porém, a voz do Laharl em inglês não é certamente das minhas favoritas.

Tal como uma partida de futebol ou um jogo de Pokémon, Disgaea D2: A Brighter Darkness continua fiel à sua fórmula para o bem e para o mal. O género dos RPG tácticos são dedicados a um nicho, mas não há dúvida que esse nicho fica muito bem servido com esta nova proposta da Nippon Ichi. Pode não ser uma verdadeira revolução ou inovação no género, mas é a evolução lógica que os fãs desejam.

Positivo:

  • Sistema táctico ainda mais profundo
  • Novas interacções entre as personagens
  • Humor típico da saga
  • Grande longevidade

Negativo:

  • Pouca evolução visual
  • Confuso a início para novatos
  • Algumas vozes em inglês são um tiro ao lado

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Raios! Agora apetece-me jogar Disgaea xD

Daniel Silvestre

É normal, ao jogar este depois fiquei com vontade de jogar o Disagea 3 e ouvir a banda sonora também 😀

Arthur

Bela análise, me deixou com ainda mais vontade de jogar! haha

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