Análise – Diablo 3

O inferno está de volta novamente, e desta vez nas nossas consolas. Depois de um grande sucesso com a versão PC mesmo com os tropeções iniciais, Diablo 3 chega agora à PS3 e Xbox 360 onde a única vez que a série foi lançada fora do PC data a 1998 com a versão PSOne do primeiro Diablo. A Blizzard volta então a apostar neste conceito e eis que surge Diablo 3 para as consolas.

Vamos encontrar New Tristram tal e qual como estava, onde a história continua a ser a mesma. Uma estrela misteriosa cai do céu e quase vitima o mago Deckard Cain e a sua sobrinha Leah. Cain é sugado para um enorme buraco enquanto Leah não consegue fazer mais se não olhar. A nossa personagem é chamada para investigar este estranho incidente e recuperar Deckard Cain, para mais uma vez impedir que Diablo destrua o nosso planeta.


Diablo 3 continua o mesmo RPG de acção que sempre conhecemos, onde gradualmente vamos explorando cada vez mais terreno de acordo com as missões que nos são dadas. Todo o terreno fora das zonas de segurança está atolado de monstros que podem passar dos simples zombies, às criaturas voadoras, até às aberrações mais sinistras que alguma vez poderão imaginar e a nossa progressão irá levar-nos a novas localizações com temas distintos e monstros novos.

A nossa demanda irá levar-nos a uma missão frenética para a destruição de todos que se atravessarem no nosso caminho, por isso iremos destruir inúmeros inimigos a uma grande velocidade – e isto também dependendo da nossa classe – enquanto tentamos chegar ao nosso objectivo. Missões que em espaços mais abertos poderão levar à tentação de efectuar um pequeno desvio para matar mais monstros, seja por loot ou experiência, e à parte do modo Hardcore, a morte continua a não ser tão penosa como poderia, onde uns simples segundos fazem com que a nossa personagem faça respawn com a contrapartida de que o no nosso equipamento fica algo danificado.

O enfoque maior do jogo está na nossa personagem, onde o equipamento será escolhido a dedo para encaixar com o nosso estilo de jogo ou gosto pessoal, e isso irá levar o jogador a uma incessável fome de loot e especialmente nos inimigos mais fortes que poderão largar algo mais raro. Também importante é o novo sistema de Skills que foi agora simplificado em Diablo 3 no qual iremos desbloquear habilidades gradualmente consoante o nosso nível. Das várias especialidades que teremos neste sistema, só podemos usar em combate uma das várias habilidades que desbloqueadas, o que torna a personalização da nossa personagem interessante.

Neste jogo continuamos a ter as mesmas classes que já estavam disponíveis para PC e são elas: Barbarian, digno de uma força física bruta mas fraco no que toca a magia; Witch Doctor, o especialista em magia do oculto como necromancia até explosivos e veneno; Wizard, o mestre da invocação de mágicas; Monk, um perito na arte do combate com artes marciais e dotado de uma velocidade fora do normal; e por último o Demon Hunter, uma classe que parte para uma acção mais furtiva digna de um assassino, onde predomina o uso da balestra.

Neste jogo a passagem do sistema de controlo para o comando foi feito de uma maneira saudável, onde ambas as versões – PC e consolas – parecem distintas sem perder os elementos fundamentais que as tornam iguais. Com o comando existe uma certa facilidade em controlar melhor a personagem e depois disparar sobre os inimigos, onde desta vez iremos apenas apontar com o analógico para a direcção pretendida e a nossa personagem atacará para essa direcção. Enquanto que com o rato e o teclado existe uma maior precisão em escolher o inimigo que queremos, com o excesso destes no ecrã poderemos ficar confusos, algo que não acontece nas consolas, visto que o sistema de mira automática ao apontar irá prender num inimigo até que este esteja morto.

Não só em combate, mas também toda a interface de gestão de equipamento e não só foi alterada. Agora sempre que abrimos o menu para mudar o nosso equipamento ou ver items, seremos apresentados a uma interface circular que funciona com o analógico para a escolha da nossa opção, e apesar de ser necessário alguma habituação, este sistema funciona bastante bem. Já no ecrã de jogo, o contador da nossa vida e elemento secundário ocupam agora o lado esquerdo do ecrã, juntamente com as nossas habilidades escolhidas, habilidades estas estão marcadas pelo botão necessário para activá-las.

No que toca à apresentação não foram feitos grandes esforços para melhorar aquilo que já fora feito na versão PC, e isso não será uma boa notícia visto a alguns aspectos dos visuais parecerem datados. Como base, Diablo 3 possui um motor gráfico refinado, com efeitos interessantes e bastante trabalhados, inimigos com modelos espectaculares e até foi inserido um sistema de físicas para dar animação às mortes das personagens, mas quando passado para as consolas, perdeu-se um pouco de qualidade. O mesmo não será dito sobre a música, que continua espectacular como sempre e com efeitos de som de arrepiar.

O multiplayer é altamente divertido, onde até 4 jogadores poderemos explorar os terrenos infestados de monstros. No que toca ao online, a tarefa de matar os monstros torna-se muito mais divertida e a entre-ajuda é um aspecto fundamental e inconscientemente adoptado pelos jogadores. Já no que toca ao multiplayer local, e apesar de ser também divertido, existem limitações no que toca ao ecrã, onde os jogadores não se podem afastar da zona limite do ecrã, e a gestão de items no menu irá obrigatoriamente parar os outros jogadores de jogar.

Se ainda não compraram Diablo 3 e possuem tanto um PC como uma consola da Microsoft ou Sony desta geração, estarão bem servidos nas duas versões. Tudo passa pelo hábito da pessoa como jogador. Se gostam mais de jogar com rato e teclado, então a versão PC é a melhor para vocês, mas se estão muito mais habituados a ter um comando na mão, então a versão consola também serve para vocês.

Diablo 3 nas consolas é uma versão muito bem trabalhada e digna de ser jogada. Os pontos fundamentais como o combate e os menus estão ergonomicamente acessíveis e não incapacitam o jogador em nada. Diablo 3 nas consolas não defrauda em nada aquilo que havia sido feito no PC.

Positivo:

  • Boa conversão da versão PC
  • Jogabilidade trabalhada para as consolas
  • Incrivelmente viciante
  • Demanda por loot
  • Online forçado já não é um problema
  • Personalização da nossa personagem

Negativo:

  • Multiplayer local prejudicado
  • Ausência da Auction House

Share

You may also like...

Subscribe
Notify of
guest
2 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
LFO

Hei-de comprar a versão PS4, para jogar uns co-ops aqui com a malta.

André Jorge

Ausência da AuctionHouse… Não e Negativo, é Positivo. AuctionHouse só estava a estragar o jogo.

error

Sigam-nos para todas as novidades!

YouTube
Instagram
2
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x