Análise – Demon Gaze

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Ser um RPG da velha guarda nos tempos que correm é um papel arriscado, afinal, os jogadores mais recentes não tem assim tanta paciência para combates por turnos, ainda para mais em universos com masmorras percorridas na primeira pessoa.

Demon Gaze é um desses jogos à moda antiga, onde os pergaminhos da jogabilidade RPG à moda antiga se misturam com alguns elementos sociais de coisas como Persona. O resultado desta mistura é bem melhor do que muitos poderiam esperar.

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A história de Demon Gaze faz de nós um caçador de demónios num mundo dominado por estes seres. Como Demon Gazer, cabe a nós lutar contra estas identidades, vencer e poder usar os seus poderes. Claro que cada demónio é bem mais forte que o anterior e cada um domina uma das regiões do jogo.

A campanha de Demon Gaze está dividida em duas vertentes bem distintas, existe a nossa base, uma estalagem recheada de NPC, lojas e serviços, onde preparamos a equipa para partir para o terreno, ganhamos novas missões e podemos fazer amizade com os habitantes.

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Tenho a dizer que o Inn e os sues habitantes foram muito bem concebidos. As personagens são carismáticas, pertinentes e as situações que vão sucedendo fazem com que cada uma comece a demonstrar a sua personalidade, ao ponto de percebermos perfeitamente as atitudes de cada um e como eles vão lidar connosco. É verdade que existem alguns momentos mais recheados de fan-service, mas nada que seja realmente incomodativo para quem gosta de Anime ou coisas com piada.

Fora do Inn podem visitar vários tipos de masmorras. Toda a exploração é feita na primeira pessoa. O avançar  pelo cenário funciona ao estilo de grelha, com cada casa a representar um passo, um possível encontro aleatório ou a presença de objectos. Cada masmorra inclui vários pontos de controlo que precisam de ser dominados para atrair o demónio da zona, estes pontos de invocação servem igualmente para usar catalisadores de armas, armaduras e outros objectos para criar os itens pretendidos.

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Os combates também sucedem na primeira pessoa e dependem claramente da mestria do sistema de jogo. A início, Demon Gaze parece brutalmente impiedoso, mas existe muito a aprender e a adaptar com a formação da equipa, os melhores equipamentos e ataques. Existem habilidades de equipa, formas de ataque em cadeia ou a possibilidade de ajustar cada uma das personagens à classe que for mais do nosso agrado.

Os demónios podem ser invocados durante o combate para ajudar directamente com ataques ou habilidades de todos os estilos. Activa-los fora de combate confere várias habilidades relacionadas com o mapa, como não levar dano de obstáculos ou encontrar portas escondidas. Gerir qual os demónios que devem ter activados é um desafio interessante e divertido.

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Demon Gaze usa desenhos ao estilo Anime para representar as personagens e os objectos do mundo, mas o visual das masmorras não é claramente o melhor que já se viu na PS Vita, embora seja bastante apelativo, apesar de pouco variado. O desenho de personagens e inimigos é muito bom, especialmente nos elementos principais e demónios.

Relativamente à banda sonora, tenho de confessar que estranhei um pouco a início, pois esta mistura muito violino e piano que adoro, com voz ao estilo Vocaloid que não sou muito fã. Curiosamente, com o passar do tempo comecei a apreciar esta mistura e acabei por ficar fã. Quero deixar igualmente uma nota positiva para o trabalho vocal, que embora não seja muito vasto, é igualmente bom na versão inglesa e japonesa.

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Demon Gaze ainda é um jogo longo e demora algumas horas a concluir. A história sofre um pouco por sermos uma personagem silenciosa, o que deixa o decorrer dos acontecimentos um pouco ao sabor de uma linha condutora onde somos os heróis que observam em vez de estar a ver uma história na terceira pessoa onde há mais impacto. Em alguns casos esta decisão funciona, mas em Demon Gaze, ter um herói pré concebido ia acabar por melhorar a história.

Porém, este funcionamento foi uma decisão da Experience em tentar aproximar Demon Gaze dos clássicos mais antigos dos RPG, mas com alguns toques mais actuais, assim ficamos aqui com uma mistura entre um Etrian Odyssey e um Persona que consegue ter um espírito bastante próprio.

Já não me divertia tanto com um Dungeon Crawler na primeira pessoa desde o tempo de Shin Megami Tensei Strange Journey e esse é apenas um dos meus RPG favoritos da Nintendo DS. Se isso diz algo sobre Demon Gaze, é que este é um grande RPG para quem gosta de RPG clássicos a sério. Parece que a PS Vita tem mais um grande exclusivo para este ano.

Positivo:

  • Boa mistura entre exploração e socialpn-recomendado-ana
  • Personagens carismáticas
  • Exploração divertida
  • Dificuldade adaptável
  • Sistema de demónios funcionam bem

Negativo:

  • História perde alguma velocidade
  • Masmorras com um visual básico
  • Picos ocasionais de dificuldade

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