Análise – Company of Heroes 2

Quem me conhece sabe bem que os jogos de RTS e estratégia não são bem o meu forte. É verdade que jogo Age of Empires e até League of Legends que englobam algumas semelhanças, mas existe algo que se opõem entre mim e o controlo de muitas unidades ao mesmo tempo.

Analisar Company of Heroes 2 é ao mesmo tempo um privilégio e um armadilha, primeiro porque não joguei o primeiro jogo e todos dizem que é um dos melhores do gênero. Em segundo porque qualquer coisa mal dita ou explicada vou imediatamente para a forca.

Sim, eu sei como funciona o estilo de RTS de acção, eu sei que não temos cá criação de unidades ou edifícios e que os cenários estão normalmente limitados ao exército e veículos que nos são concedidos. Com isto esclarecido, vamos então passar à análise.

Ao contrário do primeiro jogo que dava o papel principal ao exército Nazi, Company of Heroes 2 vê a segunda grande guerra com outros olhos, neste caso, os olhos da antiga união soviética, um país de dimensões gigantescas que conseguiu através de muito sacrifício impedir a entrada dos Nazis no seu território, assim como empurrou a sua frente de combate de volta para o seu país.

Company of Heroes 2 descreve esses anos, alguns dos anos mais sangrentos da segunda guerra, em que milhares foram chacinados dos dois lados e quem fosse cobarde o suficiente para fugir, era considerado um traidor e abatido no local.

A história aqui é contada através de algumas cinemáticas que demonstram a brutalidade da guerra e alguns dos momentos decisivos da batalha. Verdade seja dita que são algumas das cinemáticas mais básicas que já vi quando comparado com o poder de outros jogos do género, mas acabam por cumprir o seu objectivo.

Na realidade, a batalha na frente fria é apenas um pretexto e um local para criar as missões de Company of Heroes 2. Podem contar com várias missões espalhadas por várias zonas e onde tão depressa estão a lutar nas ruas de uma cidade, como a seguir estão no campo rodeados de neve que dificulta as movimentações dos veículos e soldados.

Embora a campanha não seja extremamente longa e a variedade de missões não abunde, tenho a dizer que a progressão e jogabilidade são bastante precisas e não atingem pontos de confusão megalômanos. Podem contar com muita estratégia e uma gestão minuciosa de cada posicionamento, mas esperem alguma oposição da inteligência artificial que gosta de dificultar a vossa tarefa.

Além da campanha, podem contar com um novo modo com o nome Theater of War. Se ficaram algo desapontados com as missões do modo história, este é o local onde podem jogar várias missões sozinhos ou acompanhados e viver diferentes tipos de cenários de guerra, onde até os os Nazis estão disponíveis com as suas unidades.

Curiosamente o Theater of War é realmente uma das melhores novidades do jogo, e se continuar a ser expandido, a sua vertente mais livre e isenta de veracidade histórica, pode vir a oferecer ainda mais cenários divertidos no futuro.

Tal como o primeiro jogo, Company of Heroes 2 não dispensa um modo online onde podem realizar combates contra outros jogadores. Este é um dos modos onde sou um verdadeiro zero à esquerda e das partidas que fiz, só estive uma vez perto de vencer, o que comprova que sou um grande azelha ou os jogadores que apanhei são uns verdadeiros senhores da guerra.

Embora não seja um veterano dos terrenos online dos RTS, dá para perceber que Company of Heroes 2 tem futuro nesta vertente e certamente irá atrair os fãs do género.

No que salta à vista, Company of Heroes 2 é um jogo bastante bonito e detalhado no que toca aos campos de batalhas e unidades presentes em campo, o mesmo já não pode ser dito das cinemáticas da campanha. Os cenários recheados de neve, as explosões e o fumo são realmente bons, conferindo um espectáculo de guerra ainda mais fidedigno.

Quanto à componente sonora, as músicas típicas de guerra estão cá para dar ambiente, mas não existe um destaque forte neste departamento. As vozes também não são fenomenais nas cinemáticas e o inglês com sotaque de cada país consegue tornar-se digno de chacota em algumas ocasiões.

Apesar de um ou outro problema ou decisões duvidosas, Company of Heroes 2 é um jogo de estratégia que merece bem a atenção dos fãs do género. A Relic fez um trabalho bastante bom e conseguiu introduzir-me à série de forma bastante positiva. Pode não ser o melhor que há no mercado, mas é uma opção bastante viável.

Positivo:

  • Cenário de guerra escolhido
  • Jogabilidade requer bastante estratégia
  • Teatro de guerra de guerra bem documentado
  • Visual dos cenários rico em detalhe
  • Modo Theater of War

Negativo:

  • Alguns problemas de inteligência artifícial
  • Missões de campanha limitadas
  • Cinemáticas ultrapassadas com vozes fracas
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