Análise – Colors Live

Já não é a primeira vez que o mundo dos videojogos se vê cruzado com o mundo da arte e a possibilidade de utilizar ecrãs tácteis para desenhar. Os resultados nem sempre são os ideiais ou os mais perfeitos, mas acabam por funcionar até bastante bem.

Colors Live é o mais recente exemplo de como isso é possível e a verdade é que a Nighthawk Interactive conseguiu transformar a Nintendo Switch numa placa de desenho com ecrã, mesmo que ainda seja bastante limitado pelo próprio programa em si.

Colors Live é no seu ponto principal uma tela que permite realizar vários estilos de desenhos com ferramentas que vão da simples linha, passando por recortes, borrachas, pinceis, entre outras coisas. As opções parecem complexas a início, mas depois de nos habituarmos aos menus e atalhos, a coisa fluí muito melhor.

Ao iniciar temos opções envoltas em jogar de forma livre ou fazer uma espécie de modo de campanha. Este último é uma boa ideia, mas sofre com uma opção estranha de limitar alguns desafios por dia. Eu sei que a ideia é treinar um pouco todos os dias, mas porque não deixar fluír livremente?

Depois disso temos o típico desenho livre que funciona num sistema próximo daquilo que já se encontra numa espécie de Photoshop simplificado. Temos as ferramentas, as cores que podemos escolher ou picar da imagem, as borrachas, os recortes e as camadas para colocar por cima das restantes imagens.

Desenhar com a Sonar Pencil é igualmente um processo estranho de habituação. A caneta é ligada à entrada de phones para ajudar a melhorar a capacidade de sensibilidade da caneta, porém, o facto de ter uma espécie de borracha circular na ponta faz com que pareça estranho criar o contacto com o ecrã. É bom pelo menos que a Pen não precise assim de recarregar.

A Sonar Pen também tem a particularidade de incluir um botão que permite aceder de forma rápida ao menu de selecção de ferramentas que é uma forma prática de controlar melhor os atalhos. Infelizmente, coisas como fazer Zoom ou mover a imagem requerem que se use o D-Pad e isso nem sempre é o mais prático quando se está agarrar na consola.

Apesar de não ser um desenhador nato, confesso que consegui tirar alguma diversão e desafio Colors Live, especialmente a tentar ir além das minhas capacidades, como tal, acabei por fazer mais BD sem cores do que desenhos a sério, mas deixei outras pessoas desenhar que sabem muito melhor que eu e até fiquei bastante supreendido pelos resultados.

Falando em resultados, é possível exportar os resultados e até publicar na plataformas online do jogo. É lá que é possível ver também as coisas impressionantes que se podem fazer em Colors Live e que me deixam completamente envergonhado sequer de tentar fazer seja o que for.

No que respeita aos menus, Colors Live está até bastante bem organizado e com boa apresentação (não fosse isto um jogo dedicado a arte, certo?). O ecrã da consola não é certamente melhor e com maior resolução que existe, mas o facto de ser possível desenhar e ver o que estamos a fazer é bem mais simpático do que um tablet sem ecrã, claro, mais limitado.

Colors Live não é bem um jogo, mas continua a ser um à mesma e vendido como tal, por isso mesmo, como um lançamento do catálogo da Nintendo Switch, não é algo que vai agradar a todos e muito do seu público alvo já usa coisas mais avançadas. No entanto é bastante interessante e completo para a maioria dos mais casuais e quem quer dar apenas umas pinceladas ocasionais.

Positivo:

  • Bastante intuitivo
  • Sonar Pen funciona bem
  • Simplicidade do programa

Negativo:

  • Campanha muito limitada
  • Cabeça da Sonar Pen demora a habituar
  • Muitas limitações de ferramentas

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