Análise – Brothers: A Tale of Two Sons

A Starbreeze Studios tem se mantido bastante ocupada durante estes últimos anos com vários títulos a serem lançados. Dos mais recentes destacam-se The Chronicles of Riddick, Syndicate e um dos últimos jogos que analisei, Payday 2. O estúdio criou então uma aventura algo diferente e inovadora para ser lançada digitalmente e eis que surge Brothers: A Tale of Two Sons.

Brothers conta a história de dois irmãos que têm a triste infelicidade de saber que o seu pai está gravemente doente. A morte para o senhor parece iminente, mas consegue ser evitada se alguém puder trazer água de uma árvore muito especial, e como podem imaginar, os irmãos põem-se a caminho da dita árvore. Esta aventura irá levar os irmãos por sítios perigosos, conhecer novas personagens e viver situações muito fortes.

Engraçado também o minimalismo dentro do jogo que faz lembrar jogos da Team Ico. Raramente vemos texto a ser apresentado no ecrã e a comunicação entre as personagens é feita por uma língua desconhecida. Mesmo assim, conseguimos entender perfeitamente o que eles estão a dizer graças à sua gesticulação e expressividade corporal.

São raros os estúdios que olham para um comando e pensam em algo pequeno que irá revolucionar a maneira como jogamos em geral, e no caso da Starbreeze Studios, com Brothers acertaram em cheio. Neste jogo teremos que controlar as duas personagens em simultâneo e para isso iremos usar os dois analógicos para movê-los. Cada um desses analógicos controla a movimentação de uma personagem e cada um dos gatilhos do comando funciona como botão de acção também para cada uma delas.

Apesar de ser bastante simples, durante todo o jogo iremos lutar com o nosso cérebro para conseguir controlar as duas personagens ao mesmo tempo sem problemas, isto porque quando decidimos mover uma delas para uma direcção em especial a tendência é esquecermo-nos ou erroneamente controlar a outra. A maneira como os irmãos se complementam é sensacional e isso será visto nos vários puzzles que iremos encontrar. Desde tarefas simples como auxiliar o irmão mais novo a chegar a uma zona alta para este atirar uma corda, carregar um item em conjunto até às fantásticas lutas contras os bosses, até fazer peripécias malabaristas com cordas.

Esta aventura intensa e algo curta irá colocar os irmãos em situações que nunca atravessaram, e por isso iremos ver várias particularidades humanas a virem ao de cima, desde ingenuidade, raiva, medo, horror e profundo choque, e apesar do tamanho da aventura, é uma experiência muito concentrada e de muita qualidade que é quase impossível entediar o jogador até ao seu fim. A intensidade desta aventura é capaz de fazer escorrer lágrimas a certos jogadores.

No que toca a apresentação, Brothers é um jogo lindo de se ver. Não é minuciosamente perfeito, mas a direcção artística e a maneira como os cenários foram desenhados deixam uma impressão muito positiva. No que toca a sonoplastia o destaque vai para a actuação de voz que apesar de ser numa língua desconhecida como já havia dito, servem muito bem para toda esta mística do jogo.

Um momento de genialidade. Por vezes existem estúdios que conseguem destacar-se dos demais com certas apostas, e no caso da Starbreeze Studios, este é o seu momento de glória. Um jogo que prima pela sua inovação na jogabilidade e oferece algo que por vezes acaba esquecido em jogos hoje em dia, uma experiência intensa, memorável e capaz de nos deixar a soluçar e que peca apenas na longevidade.

Positivo:

  • Um jogo sentimentalmente forte
  • Mecânica de jogo inovadora
  • Complementação dos irmãos
  • Apresentação
  • Puzzles e níveis

Negativo:

  • Longevidade
  • Fácil no geral

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