Análise – Accel World

Informação Global:

  • Episódios: 24
  • Ano: 2012
  • Produtores: Sunrise, Genco, Viz Media, Rakuonsha, Warner Bros., flying DOG, ASCII Media Works
  • Géneros: Acção, Romance, Vida Escolar, Ficção Cientifica, Shounen
  • Idades: +13
  • Linguagem: Japonesa

Da mesma mente criativa mas pouco consistente, chega-nos Accel World, o novo Anime de Reki Kawahara o criador de Sword Art Online. Esta série de 24 episódios pelos estúdios da Sunrise decorre no ano 2046 onde as pessoas têm acesso wireless pessoal à Internet através do NeuroLink, um computador incorporado no corpo humano. A história foca-se em Haruyuki Arita, um rapaz que frequenta uma escola secundária e que é gozado por ser pequeno, gordinho e por ter uma presença inferior. Com a sua pouca auto-estima, Haruyuki passa o seu tempo livre a jogar jogos online até que um dia, a sua vida muda quando Kuroyukihime, a rapariga mais popular da escola, apresenta-lhe um misterioso programa chamado Brain Burst juntamente com a realidade virtual Accel World.

A história é interessante mas, como aconteceu com Sword Art Online, os erros voltam a ser repetidos: boas ideias, má execução. Cada episódio deixou-me aborrecida e prestes a desistir do Anime porque passam mais tempo a explicar o que acontece em vez de o mostrar. No final as únicas partes interessantes são as batalhas e mesmo assim já vi bem melhor. Mais uma vez, quem viu Sword Art Online consegue facilmente prever o destino de Accel World. Não existe qualquer tipo de evolução da história, não existe um vilão certo nem sequências de acontecimentos que nos levam a um clímax.

A história é dividida em duas partes e vai decaindo com o passar dos episódios, cada vez mais invenções e acontecimentos sem sentido são adicionadas lá no meio acompanhados de uma pitada do factor “milagre”. O fan service é notoriamente usado em exagero mesmo em cenas mais sérias, onde é suposto existir um desenrolar da história, perdendo toda a sua credibilidade. Resumidamente Accel World retrata a vida Otaku acompanhada de fan service de inuendos sexuais onde basta acreditar, desejar e imaginar para se ter tudo o que se quer sem grande esforço.

Quanto às personagens, o protagonista Haruyuki Arita é chato e irritante no seu expoente máximo. Pequeno, gordo e chorão faz beicinho com tudo e enche-se de comida como consolo. No final do Anime, Haruyuki continua na mesma, inconstante e sem evolução, parece é que às vezes tem momentos de delírio e outros de lucidez. Kuroyukihime, na minha opinião, é a melhor personagem de todas mas muito pouco explorada. Supostamente a mais forte de todas mas nunca mostra aquilo que vale, acaba por ser apenas uma conselheira e ajudante dos mais fracos onde as suas motivações ou nome verdadeiro nunca são revelados.

No inicio, Kuroyukihime é uma personagem bastante interessante e cativante mas depois apaixona-se por Haruyuki e passa da personagem mais forte para o sex symbol do Anime. Como aconteceu com a Asuna na segunda parte de Sword Art Online, acontece o mesmo com Kuroyukihime em Accel World: completamente postas de lado. Seiji Noumi… uma cópia descarada de Nobuyuki Sugou de Sword Art Online sem motivação ou razão plausível para as suas acções, fala muito mas nada o faz parecer uma grande ameaça, é o vilão só porque sim. Quanto às outras personagens, posso dizer que são genéricas, algumas até bastante atraentes mas ao menos são fáceis de gostar.

Agora falando dos aspectos técnicos de Accel World, a arte, a animação e a música são sem dúvida os pontos mais fortes deste Anime. A arte é consistente e fizeram um bom trabalho na caracterização do mundo virtual. A animação das batalhas é fluída e dinâmica com bastante movimento, efeitos visuais atractivos e por vezes alguma utilização do 3D. O desenho das personagens está dentro dos padrões actuais, um ou outro maior detalhe nos olhos ou feições mais brilhantes mas nada de outro mundo.

Dentro do estilo de Accel World, o acompanhamento musical recorre muito a sons e tons digitais, ritmos rápidos e que ficam no ouvido. Temos grandes exemplos disso com o primeiro opening “Chase the world” da famosa cantora May’n e com o segundo opening “Burst The Gravity” da também famosa cantora do género KOTOKO, sem dúvida foram grandes escolhas para introdução do Anime.

A primeira parte de Accel World foi bem melhor, mas a segunda parte foi mesmo abominável. Sempre ouvi dizer que um bom protagonista leva o Anime atrás, mas em Accel World temos um protagonista que é bom em jogos mas é inferior aos outros, é chato, irritante e está sempre a choramingar, é uma versão ainda pior do Shinji de Neon Genesis Evangelion, o que acabou por levar o Anime à decadência. A história podia ter sido melhor aproveitada, algo como a evolução dos níveis ou até mesmo batalhas com Reis de alto nível teria sido muito mais interessante.

Accel World não é um Anime mau, contém algumas boas batalhas, algumas personagens fáceis de gostar, algum fan service engraçado e algumas partes interessantes na história no entanto estas boas cenas foram sempre intercaladas com longas sessões de raiva e frustração. Accel World resume-se a uma grande bola de ideias não usadas, clichés, com má execução, mau protagonista o que resulta num mau Anime e desperdício de potencial. Na minha opinião e deixo o meu conselho: não vale a pensa desperdiçarem o vosso tempo a ver Accel World quando já existem outros Animes bem melhores por aí.

Positivo:

  • Arte e animação consistentes
  • Algumas personagens secundárias fáceis de se gostar
  • Cenas de batalha fluídas, dinâmicas com efeitos visuais atractivos e uso do 3D
  • Boa escolha musical dentro do género

Negativo:

  • Boas ideias, má execução e desperdicio de potencial
  • Inúmeras falhas na história e no seu desenvolvimento
  • Segunda parte da história é abominável
  • Fan service exagerado e demasiado presente
  • Factor “milagre”
  • Protagonista irritante, chato, choramingão e aborrecido
  • Vilão forçado só porque sim

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