Analisando o trailer de Final Fantasy XVI

Final Fantasy XVI foi finalmente anunciado e a Square-Enix também partilhou os primeiros detalhes do jogo como o facto de este estar ao encargo de Naoki Yoshida, a mesma pessoa que fez Final Fantasy XIV renascer das cinzas. Mas como ainda existe muito mais para nos ser dito, vamos então analisar o trailer e ver o que este nos conta em termos de história e que pistas poderão cá estar.

O trailer começa com o que aparenta ser uma versão mais velha do protagonista sentado numa fogueira juntamente com outros membros do seu grupo. Que grupo é este não se sabe ainda, embora o líder do grupo é referido como sargento, mas a maneira como parecem actuar é secretiva, no entanto todos são identificados por uma tatuagem no lado esquerdo da cara.

O significado desta tatuagem é desconhecido, no entanto durante a conversa que o grupo está a ter temos vislumbres de uma luta onde um dos lados possui uma tatuagem diferente no braço. Ambos os lados desta luta não aparentam ser o grupo o qual o protagonista faz parte mas também não foi esclarecido se esta guerra e a sua missão estão a decorrer ao mesmo tempo.

De acordo com a conversa o objectivo do grupo do protagonista é o de capturar uma rapariga que controla Shiva (chamado de “Dominant“), e temos depois um vislumbre do momento em que Gaia é invocado e começa a lutar contra Shiva, causando a morte de um dos membros do grupo.

O trailer parte então para uma narração por parte do protagonista numa altura em que este ainda era novo (supondo que ambos são a mesma pessoa), e tinha o dever de proteger Joshua, o filho de um arquiduque. Temos uma pequena cena onde Joshua utiliza o seu poder (que é desconhecido ainda) noutra pessoa, embora o que este poder faça é um mistério.

Depois temos as habituais políticas entre reinados, onde um dos lados usa a desculpa de ter feito a maior parte do trabalho durante a guerra para agora fugir ao acordo que havia estabelecido com outro império. Existe uma breve menção a uma praga sob o nome de “Blight” e que o reino não tem a proteção da “Mothercristal. A Mothercristal foi mencionada anteriormente no trailer, sendo essa a razão pela qual uma guerra havia sido iniciada, para um dos lados apoderar-se do cristal que o outro lado possuía.

Tanto a história da praga como a do cristal e a guerra pelo mesmo faz lembrar Final Fantasy XV, incluindo a invasão que tem início. É durante esta invasão onde temos a cena onde Joshua, prestes a ser atacado, acaba por involuntariamente invocar Phoenix, mas ao mesmo tempo um segundo summon (chamados de Eikon) de fogo surge para o espanto de muitos, sendo ele Ifrit.

Temos então cenas de luta entre os dois Eikon de fogo, Phoenix e Ifrit (o que causa o logo do jogo) e também da guerra pelo Mothercristal que apareceu no início do trailer juntamente com o confronto entre Shiva (cujo grupo do protagonista tem de capturar quem a invocou, isto é, a “Dominant“) e Gaia.

O trailer termina então com o protagonista a jurar que irá vingar-se de alguém enquanto temos um close up da sua cara mais jovem e depois da mais velha. Ainda não foi confirmado se são a mesma pessoa ou não até porque a “versão mais nova” não tem nenhuma tatuagem. Pode ser que a versão jovem seja o prólogo e depois haja um time skip, no entanto isso levanta a questão do que aconteceu a Joshua e ao confronto entre Phoenix e Ifrit.

E isto é o que o trailer oferece-nos.

Se passar-mos pela terra da especulação então tenho umas quantas teorias sobre o facto de Joshua talvez ter-se tornado no Ifrit (havia aquela forma humana coberta de fogo), de a parte com o protagonista mais novo ser realmente o prólogo, de a guerra inicial ser uma simples cutscene. De o combate estar realmente a ser feito por alguém que esteve envolvido em Devil May Cry V de acordo com os rumores, de a banda sonora estar ao encargo do pessoal de Final Fantasy XIV, de a ideia de Eikons e cada summon pertencer a uma pessoa ser semelhante aos Eidolons de Final Fantasy IX, de a história de um cristal e uma praga ser igual à de Final Fantasy XV, de o design das personagens lembrar-me de Final Fantasy Type-0 (anteriormente conhecido como Agito), de até ter uns vibes de Final Fantasy Tactics. E por aí fora…

Este será o primeiro Final Fantasy não MMO de Naoki Yoshida, e com a Square em falta de grandes nomes para a sua franchise de peso esta poderá ser uma boa oportunidade para ver o que Yoshida pode fazer numa história singular.

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