A Nintendo Switch Pro pode muito bem ser a próxima geração

Enquanto todos os rumores apontam para que a Nintendo Switch Pro esteja a caminho para o próximo ano, nada ainda foi confirmado e todos os rumores não passam disso mesmo, rumores. De qualquer forma, costuma-se sempre dizer, não há fumo sem fogo e certamente algumas coisas parecem no mínimo suspeitas.

A Nintendo Switch chegou em Março de 2017 e foi um sucesso quase certo desde os primeiros dias. Na altura eu próprio defendi que o conceito de consola híbrida era uma excelente ideia e as únicas grandes limitações da consola seriam ditadas pelo poder da consola em si. Atenção, até à data, jogar numa consola portátil com tal fiabilidade e qualidade era uma novidade (por muito que o mobile e as Nvidia Shield tentássem colmatar esse vazio.

A Nintendo Switch veio cumprir a necessidade de dar uma sucessora à Nintendo 3DS e apagar o sabor amargo que a Wii U deixou na história da Nintendo. A Nintendo Switch acabou por fundir os dois mundos de forma exímia e muito capaz. De qualquer forma, temos de nos lembrar que a consola foi lançada há quase 4 anos (faz 4 em Março) e sabem quem é que fez 5 anos antes de passar a tocha? A Wii U.

Vamos então começar por aqui. Se andam na indústria há alhuns anos, sabem que as gerações de consolas andam entre os 4 e os 5 anos em pleno (sem contar com a sua sucessora no mercado), com a geração da PS3 e Xbox 360 a esticar a corda no que toca à necessidade de evoluir, algo que quase todos sentiam na altura. Claro que o tempo é relativo e se compraram hoje uma PS4 ou uma Xbox One, migrar para uma PS5 ou Series X parece “demasiado cedo”, mas não certamente para quem comprou no dia de lançamento.

A Nintendo Switch foi lançada a Março de 2017, o que significa que quem a comprou no ano de lançamento, já a tem uma há uma data de tempo. A Nintendo Switch já não é exactamente uma consola nova e é certo que vai continuar a dar cartas mesmo quando chegar a próxima Switch, havendo sempre os anos de transição no mercado. Pensando no caso da Wii U, uma consola menos bem sucedida, esta esteve no mercado por 5 anos, a Nintendo Wii por 7 anos e a Gamecube por perto de 6 anos.

Existe aqui algo importante a ter em conta, a Nintendo pode funcionar de formas curiosas por vezes, mas não estão totalmente a dormir para a concorrência e se a Nintendo Switch não tem retrocompatibilidade com a geração anterior a nível físico, a próxima Nintendo Switch será certamente. O facto de falar de concorrência também é importante, porque as novas consolas estão aí e os jogos de nova geração também. Por muito que a Nintendo Switch tente, já começa a ser complicado espremer alguns jogos para o Tegra actual e jogos como Wolfenstein II: The New Colossus já eram sofríveis de ver.

Um simples salto para uma versão Pro embora suficiente não é o verdadeiro salto ideal. Os rumores apontam para que a nova consola tenha 4K, ecrã OLED, mais bateria, uma nova revisão do Tegra, mas isso não é mais do que puxar pelo mesmo cavalo. Faz sentido que a Nintendo admita nesta altura, que a Nintendo Switch actual e a nova Nintendo Switch façam parte do mercado e a maioria dos jogadores mais exigentes não se importa de dar o salto. Afinal, para um casual jogar DOOM Eternal a 60fps ou mais não diz muito, mas para quem gosta de fiabilidade, faz diferença.

Como é óbvio, não trabalho para a Nintendo nem tenho lá um tio a trabalhar (tinha de se fazer a piada), mas já começa a fazer sentido uma Nintendo Switch 2. Um salto mais significativo que não mata a Nintendo Switch actual, mas que cria uma diferença entre gerações. Acham que seria boa ideia fazer mais uma Wii U? Há que mostrar e marcar com clareza que existem diferenças e isso ficou claro que a Nintendo percebeu quando fez a apresentação da Nintendo Switch Lite.

Porque é que me parece que estamos a aproximar de uma nova geração? Além da necessidade de mais poder, reparem na quantidade de novos lançamentos Nintendo que tivemos este ano. Reparem na quantidade de Remasters que estão a ser editados da velha Wii U. Por muito bem que Mario Kart 8 Deluxe esteja a vender, onde anda o 9? Quem diz isto, pode começar a abrir o baú e perguntar onde anda o novo Metroid? Onde está o novo Zelda? Onde está o Pikmin? Bayonetta 3? Não parece que todos estes jogos e mais alguns estão a demorar o seu tempo? Como se houvesse algo a atrasar o seu lançamento? E pensem também. São só estes nomes? Não é estranho a Nintendo estar a revelar tudo a conta gotas recentemente?

Vamos agora puxar pela imaginação. A Nintendo marca um Nintendo Direct para Janeiro/Fevereiro onde anunciam a e mostram a Nintendo Switch 2, uma consola naturalmente mais poderosa, mas também com uma outra gimmick (é Nintendo, não nos podemos esquecer). A Switch 2 “vai ser lançada” em Junho como a evolução natural da Nintendo Switch para quem quer a experiência de topo, não deixando de ser uma nova consola da família Nintendo Switch, tendo retrocompatibilidade e não “substituindo” a anterior para quem chegou à pouco tempo ou não quer gastar tanto para uma experiência mais “geek”.

Os jogos da Nintendo Switch dão na Switch 2 e alguns jogos dão nas duas (tal como o velho Game Boy/Game Boy Color), a correr muito melhor na Nintendo Switch 2. Como é natural, depois temos os exclusivos da nova consola, onde temos coisas como Assassin’s Creed Valhalla, Watch Dogs Legion, Yakuza: Like a Dragon e afins a correr nativamente. Neste caso, estes novos jogos precisam de acesso à internet para correr na Nintendo Switch antiga, tal como fez Control desde que foi lançado em formato Cloud.

Agora imaginem que esse mesmo Nintendo Direct aproveita para anunciar que Metroid 4, Bayonetta 3, o novo Zelda, Mario Kart 9 e afins vão correr nativamente na consola na melhor configuração possível? Imaginem a isto juntar mais uma meia dúzia de software houses que dizem que os seus jogos também vão correr melhor na Nintendo Switch 2, chegando na mesma altura de lançamento que na PS5 e Xbox Series.

Estamos a falar de um ecosistema fixo onde as consolas continuam a ter a sua razão de existir e a Nintendo pode continuar a manter o seu universo a funcionar sem perder o apoio de terceiros com jogos que são demasiado poderosos para apenas uma Nintendo Switch Pro. Se esta nova consola for então lançada pelo Verão, a Nintendo Switch vai estar já com 4 anos bem feitos e ainda mais um ou dois anos de relevância pela frente até que seja altura de quase toda a gente ser tentada a migrar.

Como é óbvio, posso ter falhado em tudo o que disse aqui e estou pronto para que aconteça, afinal, a Nintendo já nos deu a volta muitas vezes. De qualquer forma, com o avanço tão rápido da tecnologia e adopção de novos equipamentos, a necessidade de actualizar é imensa e surge cada vez mais depressa. Agora penso, se há quem gaste mais de 500 euros para mudar de telemóvel todos os anos, porque não 300 ou 400 por algo que vai durar quatro ou cinco?

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