Yakuza 0 – Explorando Kamurocho (e arredores) #3

Goro Majima entra em acção no terceiro capítulo de Yakuza 0 e também nesta terceira entrada de “Explorando Kamurocho (e arredores)“. A início a ideia até era a de mudar o título para “Explorando Sotenbori (e arredores)” de cada vez que controlava o Majima, mas acabei por deixar isso de lado e continuar com Kamurocho no título para criar menos confusão. Sendo assim, com a introdução de Majima fora de jogo e mais umas quantas horas em cima, a nossa aventura com um tipo que ainda não perdeu a sua sanidade teve início.

A primeira coisa que fiz logo que tomei controlo de Majima foi gastar o meu dinheiro todo no casino… pensei que fosse ganhar algo mas afinal a coisa não correu bem, embora suspeite que a casa andava a roubar tal como costuma ser habitual neste tipo de jogos. Os jogadores acabam sempre por suspeitar que o jogo anda a fazer o impossível para calhar as piores cartas nos piores momentos, enquanto que as melhores cartas nunca saem quando são necessárias (flashback de Yu-Gi-Oh! Millenium Duels e os duelos contra Marick).

Infelizmente neste pequeno casino não havia poker, apenas os outros típicos jogos que encontram nestes locais, 21 (blackjack) e a roleta. Havia mais do que uma mesa para cada coisa mas não tenho a certeza de que exista alguma diferença entre as mesmas. Fiz umas sessões de blackjack mas tal como disse, as cartas não estavam no meu lado e devido a isso saí do casino com menos dinheiro comparado com quando entrei, e não fosse o meu azar quando acabo por encontrar o Mista Shakedown de Sotenbori, porque aparentemente cada região no Japão possuía pelo menos um Mista Shakedown durante os anos 80. Imagino que uma lei deva ter entrado em andamento devido às várias queixas dos cidadãos e que tenha levado à extinção dos Mista Shakedown.

Como se esta sorte danada não bastasse ainda tive que encarar uma senhorita idosa mal encarada. Lembram-se do movimento yanki que falei no artigo anterior? Ele foi criado exactamente para estas situações (nem por isso)! Esta velhota meteu-se comigo vezes e vezes sem conta e apenas trouxe-me problemas, mas quem ri por último ri melhor, e tenho a dizer que não fui eu quem se riu… vamos deixar esta pobre história de lado, nada foi ganho mas muito foi perdido…

Decidi ir até ao parque para descansar um pouco e recuperar desta onda de maus acontecimentos e miséria que me caíram em cima, mas infelizmente este parque estava cheio de actividade, muito provavelmente por estarmos perto do Natal. Encontrei um grupo bastante dedicado à sua causa e que estava disposto a ajudar-me neste momento mau, passei um bom tempo e eles conseguiram deixar-me mais contente. São um grupo de boas pessoas mas os fatos brancos que vestem acabam por dar a má impressão de pertencerem a algum tipo de culto.

Um pouco mais contente Majima decidiu lavar a cara na casa de banho do parque antes de continuar em frente, acreditem que até no Japão existem pessoas que escrevem em casas de banho, mas pelo menos esta era uma altura em que telemóveis ainda não era uma ideia comum por isso não partilhavam dados de outros mas apenas conversas. Algo que também fiquei surpreendido ao ver no Japão foi que afinal de contas o Face Off não foi gravado em Los Angels no pavilhão onde a E3 tem lugar mas sim neste mesmo parque de Sotenbori, e Majima teve a oportunidade de assistir em primeira mão à gravação do filme. Realmente uma oportunidade que muitos não deviam perder, visitem o canto inferior direito do mapa e vão encontrar um bom par de sub stories por lá.

Começando a encarar o que o lado de Majima tem para oferecer acabei por examinar o que realmente era o “Equipment Search”, um sistema um pouco semelhante ao que marcou presença em Assassin’s Creed Brotherhood. Neste caso, em vez de Majima enviar assassinos para eliminarem os seus alvos, tem de enviar antes vários individuais com os mais diferentes passados à procura de materiais pelo mundo fora. Honestamente apesar de ter dedicado algum tempo ao mesmo não sei dizer ao certo qual é a função disto para além de recolher materiais para criar armas. Talvez seja mesmo essa a meta final mas por outro lado não existe razão para procurar por materiais ou armas tendo em conta que o Slugger Style oferece um taco de basebol com uso infinito.

Sei que falei anteriormente de um quarto estilo secreto para cada personagem e de que não sabia a forma como o obter, mas acredito que não seja isto (a minha ideia é que deverá estar relacionado com a gerência do Grand). Quanto aos estilos de luta de Majima, obviamente que estes são diferentes de Kiryu, mas por agora apenas irei falar mais sobre os mesmos quando tiver todos os estilos principais desbloqueados e uma melhor ideia sobre cada um.

E como última actividade durante esta aventura que marcou o terceiro capítulo do jogo, acabei por encontrar novamente o Mista Shakedown de Sotenbori. Ao contrário do de Kamurohco este não estava a dormir mas sim bem acordado e pronto para me atacar, mas graças aos heat moves do Slugger Style acabei por o derrotar umas quantas vezes e arrecadar uma boa quantidade de dinheiro que decidi investir em novas habilidades para Majima.

Gostaria de referir que tudo isto teve lugar na mesma noite do jogo. Sim, não foram várias noites ou dias diferentes da vida de Majima, tudo isto aconteceu de uma forma contínua uma atrás da outra, com Majima constantemente a queixar-se de que era altura de ir para casa e avançar com a história principal. Sei que para todos os efeitos isto não deve ser levado de forma literal devido a ser um videojogo, mas quando penso nisso apenas acho engraçada a ideia de Majima andar de um lado para o outro e encontrar todas estas situações estranhas (e outras que acabei por não contar) e muito mais.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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