Yakuza 0 – Explorando Kamurocho (e arredores) #2

A aventura continua e acreditem quando vos digo que já tinha mais de 10 horas quando finalmente entrei no terceiro capítulo. No entanto não vamos falar sobre o terceiro capítulo, pois estou apenas no início do mesmo, mas sim do que presenciei durante o segundo capítulo que vai desde minijogos a encontros inesperados e também lendas que vão deixar a sua marca na história. Falo obviamente da Yokomichi Silvers Revolution, uma revolução que acabou por tornar-se mundialmente famosa e que mudou o Japão para sempre.

No ano de 1988 um certo jovem com o nome de Krazy Kyo decidiu revoltar-se contra a geração mais velha. Krazy ficou farto da maneira em como a geração mais nova era mal tratada apenas por não ter experiência, levando sempre com a culpa por tudo o que acontecia no trabalho e também por não serem oferecidos a devida oportunidade para mostrarem o que valiam. Durante o seu protesto, Krazy conheceu Sleazy Tarashi, outro jovem que decidiu combater os adultos com os seus punhos e Bad Boy Aku que apareceu do nada, os três acabaram por dar início à geração “Yanki”, algo que ainda hoje é levado a peito pelos jovens que sentem-se oprimidos pelos adultos.

Enquanto essa revolução tinha início, Kazuma Kiryu enfrentava o seu maior desafio de sempre, Mista Shakedown! Simplesmente não existe maneira como derrotar um homem tão grande como o Mista Shakedown, e nem mesmo Kiryu que mais tarde viria a tornar-se numa lenda consegue estar ao seu nível. Infelizmente todo o dinheiro que me foi roubado foi perdido e nunca mais irá regressar para os meus bolsos… nunca… mas mesmo nunca…

Para me distrair um pouco deste evento decidi dedicar o meu tempo a algumas actividades desportivas. Primeiro de tudo fui jogar basebol, um jogo o qual nunca entendi as regras e duvido que quem o jogue também as saiba, mas pelo menos o objectivo aqui era o de acertar com a bola num local específico e ganhar prémios, algo que até é complicado em comparação ao minijogo de basebol de Yakuza 5. Isto se a vossa intenção é obter Home Runs, caso contrário até é bastante fácil, mas obviamente que os home runs oferecem mais pontos que por sua vez oferecem melhores itens.

Tendo comprado uma cana de pesca na Ebisu Pawn Shop decidi apanhar um táxi e ir pescar. O número jogos com pesca que joguei nestes últimos anos já são mais de cinco e cada um tinha a sua maneira de fazer a coisa, na minha opinião o simples “premir X” funciona de forma perfeita e é isso que vão encontrar em Yakuza 0. Honestamente não me recordo de alguma vez ter tido algum uso para peixe em Yakuza 5 (que foi o mais recente que joguei) ou nos anteriores, talvez para missões, mas fora disso acho que apenas servem para vender e ganhar dinheiro. Fica ao vosso critério se querem perder algum tempo à pesca de algo que não deverá oferecer muito ao jogo.

Obviamente que karaoke é algo a visitar na série Yakuza, mas por acaso estava mais entusiasmado com as arcadas que o jogo tem e em ver que tipo de jogos lá estavam. Tal como é habitual os “crane games” marcam uma presença em grande, para além de Space Harrier que não tem os melhores controlos de sempre. Decidi então gastar algumas moedas no jogo da garra e começar a criar uma coleção de peluches, algo que nem sequer é complicado mesmo quando tem a proeza de virar os bonecos ao contrário, honestamente ainda estou para saber como fiz isso. (nota, os pássaros grandes são diferentes dos pequenos, por isso apanhem ambos, e de cores diferentes também).

Após passar algum tempo com distrações e de conhecer Miracle Jonhson decidi aprender alguns truques novos com os mestres de Kiryu. Cada personagem tem três mestres que correspondem a cada estilo de luta que as mesmas possuem (existe um quarto estilo mas não tenho ideia o que é necessário fazer para o obter). Os mestres de Kiryu obviamente que se encontram em Kamurocho (bem destacados no mapa) ou pelo menos dois deles, com o terceiro a ser encontrado no mesmo local onde podem pescar, ou seja, é necessário apanhar um táxi. Cada mestre tem a sua própria storyline e novas técnicas de luta para vos ensinar após algumas sessões de treino (e dinheiro), por isso é uma boa ideia fazerem uma visita de vez em quando.

Pondo os mestres de lado também cheguei a fazer amizade com outras pessoas, o polícia que muito gostava de ver o que tenho nos meus bolsos, a mulherzinha que gosta de olhar para o meu rabo quando estou a jogar bowling, a jovem rapariga que trabalha na loja ou até o homem dos “cogumelos”. Acreditem em mim ele apenas vende cogumelos e nada mais, estou a dizer a verdade, aquilo são cogumelos com efeitos medicinais caso sejam preparados da maneira correcta.

Com alguns cogumelos no bolso decidi experimentar algo que sabia bem não ser o meu forte, Shogi e Mahjong. Shogi até que é fácil de entender caso seja familiares com xadrez, apenas necessitam de estudar um pouco as marcas de cada peça e o número de casas que as mesmas podem mover-se. Quanto a mahjong, este requer mais memorização caso queiram ser minimamente decentes. Honestamente fiquei mais interessado em mahjong, mas são vários pontos que é necessário recordar e ainda não entendi bem como jogar, por isso é algo que vou deixar de lado por agora.

Por fim, antes de entrar no terceiro capítulo decidi invocar o meu espírito de Eurobeat e participar nas corridas de carros patrocinadas pelo “homem solteiro à procura da namorada”. Foram bons momentos e até entrei numa relação com uma cachopa de 6 anos ou ainda menos…bem, o Kiryu faz parte da Yakuza por isso não faz mal, certo? Se quiserem aventurar-se pro estas incríveis corridas apenas tem de procurar pelas mesmas perto de um dos táxis de Kamurocho. Apenas lembrem-se de não premir o botão errado na altura errada ou podem levar com algo igual: