Top 10 Jogos Mobile – Escolhas do Luís Lemos

Nesta última década, e com a incrível ascensão da plataforma mobile, foram lançados muitos títulos interessantes que me chamaram à atenção. Apesar de não ser o maior adepto deste meio, comecei a ganhar um maior afecto pela mesma quando começou a preencher as minhas horas mortas fosse numa fila de espera, transporte público ou parecido.

Vou então dar-vos a conhecer a lista de dez jogos que mais me marcaram nesta década. Seja também de frisar que esta escolha é baseada na minha experiência com os jogos e opinião.

10 – Superbrothers: Sword and Sworcery EP

De todos os jogos mobile que estão nesta lista, Superbrothers: Sword and Sworcery EP é capaz de ser o título com uma vertente mais artística. Criado pelo estúdio Capybara Games, os mesmos responsáveis pelo mais recente jogo da Xbox One e PC, Below, este é um jogo de aventura e exploração.

Com uma apresentação retro mas altamente vibrante, Superbrothers: Sword and Sworcery EP é um jogo que nos deixa completamente imersos com todo o ambiente envolvente. Tira bom partido do ecrã táctil e com uns bons headfones temos literalmente em mãos um excelente experiência.

9 – Rymdkapsel

Este é um jogo que me cativou rapidamente pela apresentação minimalista e um sistema de estratégia bastante diferente. Basicamente precisamos de gerir algumas simples construções com as nossas unidades e evitar que as mesmas morram ou sejam destruídas a cada ronda de inimigos que vão aparecendo. Com o passar do tempo vamos ficando mais fortes e com mais infra-estruturas que nos favorecem para conseguirmos chegar a um monólito que está inacessível ao jogador.

Rymdkapsel usa uma apresentação bastante simples e prefere apostar num simples uso de cores para que consigamos distinguir as várias infraestruturas do jogo. Apesar de termos unidades e opções bastante pequenas, o jogo é bastante acessível e funciona muito bem nos dispositivos mais pequenos.

8 – Pokémon Go

Pokémon GO é para muitos um sonho a ser tornado realidade. Apesar de não ser um MMO ou algo do género, o jogo criado pela Niantic colocou muitos jogadores a saírem de casa para apanhar Pokémon, seja acompanhado ou sozinho, e os números mostram que a fórmula foi um sucesso gigantesco. Com um estilo ao género Maps, teremos que nos deslocar para apanhar Pokémons específicos e para chegarmos a zonas específicos como ginásios Pokémon e afins.

Apesar de ter tido um início um pouco conturbado, Pokémon GO manteve-se minimamente estável e conseguiu recuperar muitos dos users que ficaram insatisfeitos no início. O jogo tem mantido os jogadores interessados com eventos específicos e com a adição de novos Pokémon, e até agora tem conseguido apresentar bons números seja em lucro como em quantidade de jogadores.

7 – 10000000

Os smartphones são plataformas bastante acessíveis para jogos do género puzzle como se tem visto com títulos como Candy Crush, Farm Heroes e tantos outros, e é normal ver estúdios aproveitaram-se dessa mecânica para explorar outro tipo de horizontes. Apesar de 10000000 ser um jogo de puzzle, possui elementos RPG no qual teremos que aumentar gradualmente a força da nossa personagem por forma a que causa mais dano.

Este é um daqueles jogos que é bastante fácil de jogar em vagas, sendo que a nossa personagem precisa de correr pelas masmorras e progredir através da nossa rápida capacidade de conseguir juntar peças e ultrapassar os obstáculos que se atravessam no nosso caminho.

6 – Ridiculous Fishing

Eu fui um dos muitos que foi apanhado na febre que foi Ridiculous Fishing e por uma boa razão, o jogo está muito bem feito. Com a sua mecânica de pesca bastante simples e uma jogabilidade super acessível, acabamos por fazer sempre mais uma run atrás de mais uma run, e essa progressão viciante mantêm-nos agarrados durante muito tempo.

Basicamente tentamos fazer com que o nosso azul chegue o mais fundo possível do mar e ao conseguirmos fazer isso iremos apanhar peixes e loot mais raro. No início o nosso pescador tem equipamento limitado, mas com o passar do tempo conseguiremos melhorar todos esses elementos limitados e ir mais longe.

5 – Mini Metro

Um pouco como Rymdkapsel, Mini Metro utiliza elementos minimalistas para distinguir os vários elementos do jogo. Ao contrário de todos os outros, Mini Metro é uma experiência que causa um pouco de ansiedade onde iremos criar linhas de metro consoante o aumento da população no qual teremos de ser meticulosos e cautelosos para evitar que fiquemos sem recursos como carruagens e linhas.

Mesmo assim, é um jogo altamente viciante e os vários cenários e cidades agradaram quase todos os que experimentaram. O jogo foi lançado em várias plataformas e teve um bom sucesso sendo este um dos títulos que mais recomendo para queimar alguns minutos onde quer que se esteja.

4 – Game Dev Story

Este é um dos jogos que foi lançado naquela onda de simuladores de criação de jogos e para mim é um dos melhores. O estúdio em questão, Kairosoft, lançou uma gama de jogos com uma mecânica muito parecida cujos nomes acabam em Story, e Game Dev Story juntamente Grand Prix Story foram alguns dos melhores jogos que pude experimentar num smartphone.

Este é mais um daqueles jogos cujo sistema de progressão e evolução mantêm-nos agarrados até finalizar o jogo. Com o tempo vamos evoluindo o nosso estúdio de jogos, melhorando o staff e ganhando prémios pelas nossas criações. É um sistema que com umas poucas horas torna-se um pouco repetitivo, mas até chegar lá vamos ficar completamente agarrados

3 – Fallout Shelter

Quando Fallout Shelter foi anunciado eu fiquei com algumas dúvidas apesar de ser um autêntico fanboy da série. Na realidade a vertente de gestão é um tema que foi bem explorado e que teve um bom resultado. O facto de sermos um overseer com a funcionalidade de gerir ao pormenor o nosso abrigo foi um ideia que resultou bastante bem.

Apesar de ser focado na gestão, o estúdio responsável ainda conseguiu introduzir elementos RPG no jogo e aspectos característicos da série como o S.P.E.C.I.A.L., monstros específicos, missões para os vault dwellers e muito mais. O jogo teve uma boa recepção e gerou vários ports e teve inúmeros updates.

2 – Bike Rider

Este é capaz de ser o jogo mais obscuro da lista. Não sei como cheguei a Bike Rider, mas a verdade é que é um dos jogos viciantes de toda esta lista, se não o mais viciante. A mecânica é muito simples: clickar no ecrã para fazer o ciclista salta e evitar todos os buracos que encontrarmos.

O facto de termos um contador de metros, podermos fazer um duplo salto e de conseguirmos habituar-nos rapidamente às trajectórias dos saltos, torna esta experiência bastante intensa. É um jogo bastante contagiante pois consegue colocar as pessoas à nossa volta presas no ecrã de jogo e a pedir para experimentarem.

1 – Sword of Fargoal

Conheci este jogo através de Ray Muzyka, ex-CEO da BioWare, no qual ele pessoalmente me recomendou este jogo para mobile. Desconhecia completamente a sua existência ou até o facto de ser um roguelike clássico dos anos 80.

O jogo foi adaptado para iOS e a jogabilidade encaixa perfeitamente. Neste jogo iremos jogar com um herói que precisa de descer uma masmorra piso após piso à procura de uma espada sagrada. A dificuldade de cada piso torna o grind num jogo de paciência onde fazemos o melhor para não morrer e recomeçar o jogo do início. Nem imagino a quantidade de horas que debitei neste jogo!

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