Sábados de Loucura

Vamos ver se desta vez estou preparado para falar de algo em modos, então o que aconteceu esta semana? Hm? Arknights foi finalmente lançado? Dragon Ball Z: Kakarot também? Os outros jogos mobile que estou a jogar receberam novos eventos? A vida é curta para uma semana cheia de acontecimentos.

Se alguém perguntar-me “O que aconteceu durante esta semana?” a única coisa que eu seria capaz de dizer era “Adiaram alguns jogos.” e nada mais. Aconteceu mesmo mais alguma coisa para além dos vários jogos que tem vindo a receber uma nova data de lançamento uns atrás dos outros?

Podia pegar nesse tópico e falar sobre umas coisas mas já toda a gente sabe o porquê. Marketing, medo de ter poucas vendas porque outro jogo popular sai na mesma altura, o jogo afinal de contas ainda não está completo, o jogo está mais que pronto mas não faz mal trabalhar um pouco mais nele. Afinal de contas nós já estamos tão habituados a jogos serem adiados, esperar vários anos e depois ser desiludidos que já nem vale a pena falar sobre o assunto. Pelo menos a Capcom tem mantido a sua streak de anunciar jogos quando estes estão quase prontos e passar os meses seguintes a polir os mesmos sem os adiar nenhuma vez, e pelo andar da coisa isso vai acontecer novamente com Resident Evil 3 Remake.

Podia também fazer a mesma coisa que na semana passada e dar uma rápida resposta a uns quantos assuntos desta semana mas simplesmente não me apetece e isto porque encontro-me novamente na mesma situação. E enquanto que havia duas notícias que até combinavam com um assunto que tenho em mente, irei deixar isso de lado para focar-me noutra coisa, excepto que não tenho ideia do que pegar a não ser algo em específico que nem sei se tenho muito a dizer sobre.

Vou então focar-me naquilo que tenho em mente e falar um pouco sobre um dos jogos esperados deste ano e que já está disponível, Duragun Bouru Zi: Kakaroto.

Estava a pensar em fazer uma pequena antevisão, mas tendo em conta que o jogo já está disponível então não vale a pena. Posso pensar numa análise caso o PN não tenha recebido um código de análise, mas essa ideia fica para mais tarde pois nem sei qual seria o meu veredicto nem quando irei terminar o jogo.

Com isto tudo deve ter começado a surgir uma ou duas dúvidas sobre o jogo em questão na vossa cabeça, ao qual eu digo “Sim, é aquilo que estão a pensar.” e “Não, não é aquilo que estão a pensar.”, ou seja, o resultado final fica aquém do esperado.

Estou a falar mas apenas agora cheguei a Namek e com cerca de 7 horas de jogo. Mas estas 7 horas não querem dizer que o jogo demorou imenso ou esteve recheado de conteúdo até este momento, apenas significa que andei de um lado para o outro enquanto estava a entender-me com o jogo e também para explorar um pouco.

Por onde começar? Digo que talvez a pior decisão foi a de a produtora tentar fazer como se isto fosse um episódio do anime, ou melhor dizendo, vários episódios do anime, pois de cada vez que a história muda de cena existe sempre um ecrã com texto e o narrador a ler como se fosse o início de um episódio, já para não falar que no final de uma arc acabam por ver os nomes das personagens e também uma preview para a próxima tal como se isto fosse um episódio do anime

Acabo por perguntar “Porquê?”, mas obviamente que ninguém irá oferecer uma resposta. O jogo funcionaria bem melhor se a história/cutscenes fosse contínua sem estas pequenas interrupções apenas para dar um aspecto de episódio de anime, mas isso nem acaba por ser o pior dos problemas e talvez até haja uma desculpa para isso, os time skips que a série tem. Por outro lado existem outras maneiras que eles podiam ter usada para lidar com isso mas eh, não é um problema meu (excepto o facto que não fico totalmente satisfeito por ter gasto dinheiro no jogo).

O jogo não foi anunciado como sendo open world mas sim com pequenas secções onde o mapa tem um tamanho satisfatório, excepto que não existe nada para fazer nesses mapas. Tinha sido prometido várias missões secundárias e mais mas nada. Sim houve missões secundárias, 2 por capítulo e mais nada. O mais engraçado é que algumas destas missões eram os tais “encontros com velhas personagens da série Dragon Ball” e que resultaram em nada. “Olha ali aquele tipo daquela vez!”, “Hm?”, “Apenas tenho de ir lutar contra um inimigo e a missão está feita?”, “Certamente vai haver mais, certo? Não?…”. É praticamente assim que as coisas decorreram durante a minha experiência. Não é complicado criar uma pequena história para um grupo de missões secundárias sobre a mesma personagem ou fazer outra coisa onde as duas personagens interagem entre si, mas nãaaaao. O que poderia esperar por um jogo anime que tem o nome da Bandai Namco associado mesmo que este tenha sido feito por outra produtora?

Ah sim, os mapas! Era esta a conversa. São grandes, são bons, são vazios, são uma completa perda de tempo e devem de os ignorar. Não existe nada. A certa altura o jogo até adiciona torres que tem de derrubar mas estas torres não fazem nada e vocês não recebem nada por as destruir o que me leva a perguntar “Qual é a ideia por detrás disto?”. Basicamente estes mapas existem para poderem coleccionar as esferas vermelhas/azuis/verdes para utilizarem num sistema de evolução extra que nem é necessário. Fico curioso quanto ao que surgiu primeiro, a ideia de mapas grandes ou a de um sistema de evolução onde era necessário coleccionar objectos, e qual destas ideias levou imediatamente à outra.

Já sabia que o combate seria demasiado simplificado pelo que tinha visto, e que este não iria mudar. Mesmo assim vejo-me no meu direito de reclamar (qualquer pessoa irá reclamar sempre sobre qualquer coisa mesmo que esteja completamente errada), o jogo podia ter alguns combos e mais botões para ataques físicos, bem como alargar o espectro da defesa, ou seja, apenas defender não chega. Quero a possibilidade de fazer dodge (algo que até podem fazer se tiverem o timing correcto) mais vezes e até de poder redireccionar ataques de energia que sejam lançados contra mim, pois outros jogos da série Dragon Ball já permitiam fazer isso e acaba sempre por tornar as lutas iguais às do anime.

Por mais simplificado que este combate seja admito que já tive um ou dois momentos onde consegui ter combates bastante bons ou “combos” excelentes e que me deixaram bastante satisfeito (e sem saber como os fiz), mas os combates tem sido demasiado fáceis e acabam em menos de um minuto, não conference tempo nenhum para estudar mais o que é ou não possível fazer neste jogo…

Deixo o resto para quem for pegar na análise. E apesar de o jogo ter um mau/lento início, talvez com as próximas histórias que estão para vir as coisas melhorem um pouco, mesmo tendo a impressão de que a jogabilidade não irá mudar.

Vejam aqui os 5 artigos anteriores:

7 – Notícias, rubricas e insómnias

6 – Internet

5 –  Jogos que queria jogar em 2019

4 – Xbox Series X

3 – Personagens realistas em videojogos

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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