Sábados de Loucura

Meus caros amigos e compatriotas. Camaradas!

Após todas estas semanas onde estava na dúvida se conseguiria falar de um tema relevante que havia surgida durante a semana, eis que a oportunidade finalmente surgiu.

Bem, tecnicamente foi no Domingo mas que importa? Para algumas pessoas o Domingo é o início da semana em vez de ser o fim, o que a meu ver está totalmente errado uma vez que o Domingo faz parte do “fim-de-semana”, e se o Domingo é um dos membros do “fim-de-semana” então porque é que Domingo seria o início de uma nova semana?

Ainda mais, tendo em conta que a rubrica sai aos Sábados seria impossível para mim falar sobre isto na semana passada tendo em conta que foi revelado no Domingo após a publicação do artigo, daí então isto tecnicamente ser um assunto semanal.

E do que ando eu a falar, perguntam vocês à já meia hora. Tal como as crianças que vão ver um novo filme da Disney mas levam com uma curta animada que não é nada curta. Falo de realismo em videojogos. Não, não é aquele realismo que as companhias Americanas e a Sony andam tanto a insistir, onde metade da diversão vai pela janela fora, mas sim a aparência das personagens. E porque falo disto? Devido aos mais recentes trailers de Tekken 7.

Não quero alongar-me muito com o tema desta vez pois não quero estar a criar um enorme testamento que analisa este tipo de técnicas, o que é utilizado e por aí fora. Então indo logo para o tema em questão, realismo. Por muito que poderia dizer o foco desta vez é apenas as personagens, e o que tenho a dizer é que não sou muito fã deste tipo de aproximação por parte de algumas companhias. Como referi anteriormente a Sony, a maioria dos seus jogos first-party hoje em dia decide abordar o realismo para tudo e mais alguma coisa, em especial a aparência das suas personagens, jogos como The Last of Us, Star Wars Jedi: Fallen Order (sim eu sei que este não é da Sony) ou até Detroit: Become Human decidem apostar nisso mas simplesmente para mim não me convencem.

Detroit: Become Human é um caso especial, tanto quanto sei a maioria das personagens que aparecem no jogo são baseadas nas pessoas que dão a voz às mesmas, algo que também é feito em Death Stranding. Por mais que uma pessoa possa dizer que os modelos estão bem feitos, por vezes existe algo que parece fora de lugar e que não encaixa bem, ou outras personagens que mesmo sendo baseadas em alguém real, ou parecem não ter detalhe suficiente ou então demasiado detalhe que acaba por tornar as caras um pouco estranhas, honestamente por mais que olhe continuo a pensar que a cara de Léa Seydoux, conhecida como “Fragile” no jogo, tem algo de errado; e por outro lado, a cara de Norman Reedus pode estar boa mas o cabelo certamente não está ao mesmo nível de detalhe, enquanto que se olhar-mos para Johnny Silverhand (Keanu Reeves) em Cyberpunk 2077 a personagem num todo parece estar bem melhor.

Antes de continuar com essa ideia vou antes pegar nos dois outros jogos que referi anteriormente: The last of Us e Star Wars Jedi: Fallen Order. Ambos os jogos tentam fazer com que as suas personagens parecem realistas dentro dos seus limites mas o produto final, apesar de por vezes parecer bom, acaba por ter um aspecto estranho ao fim de algo tempo e eu não consigo deixar de reparar nisso.

E então qual é a razão de isto acontecer? Porque é que algumas personagens tem melhor aspecto que outras? A razão é muito mais simple do que possam imaginar.

O que é que Johnny Silverhand, Big Boss (MGS V), Leroy Smith (Tekken 7), Dante (Devil May Cry V) e muitos outros tem em comum? São personagens que tem um aspecto realista mas que ao mesmo tempo funcionam perfeitamente e por uma simples razão, decidem abraçar o facto de estarem num videojogo. Por muito que uma pessoa possa dizer que Dante, Leroy Smith, Big Boss e até *coff* Johnny Silverhand *coff* possam parecer pessoas reais, ao mesmo tempo estas obviamente possuem um aspecto de fantasia na sua aparência (em especial no caso de Johnny e Big Boss).

Isto faz com que a sua aparência funcione sem apresentar grandes inconsistências ou parecer mal quando observado com mais atenção, olho para estas personagens de de imediato penso que tem um aspecto “anime” apesar de parecerem realistas, e isto é porque as produtoras em questão sabem com o que estão a trabalhar e como combinar o elemento de realismo com o de ficção.

Como disse, não queria passar muito tempo com este assunto e o artigo já começa a ganhar peso. Basicamente acabo por encontrar alguns problemas com as personagens que são feitas com a ideia de serem totalmente reais, enquanto que as outras apesar de parecerem totalmente alguém que poderiam ver na rua continuam a ter aquele ar de “ah sim, certamente que pertence a um videojogo ou filme” e acabo por as engolir melhor e apreciar estas ainda mais pois as produtoras não tem medo de inserir um pouco de imaginação nas mesmas.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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