Quais os vossos jogos esperados para 2019?

Estamos a chegar ao meio do mês de Janeiro mas isso não é razão para não falar sobre os jogos que mais esperamos ver durante este ano. Alguns destes jogos estão prestes a sair, outros eram para ter visto a luz do dia durante o ano passado e alguns ainda nem sequer tem data, apesar de terem sido confirmados para este ano.

Posso não chegar a experimentar nem metade dos quais estou interessado, mas pelo menos irei meter as mãos a um ou dois. E enquanto fico a ponderar qual o jogo a qual vou sacrificar a minha carteira, fiquem com uma pequena lista daquilo que me deixou curioso ou interessado.

 

Kingdom Hearts III

29 de Janeiro – PS4, Xbox One

Quem não podia deixar de ficar entusiasmado com a promessa que Kingdom Hearts III estava em produção, e à medida que estamos a ficar mais perto da data de lançamento ainda não consigo acreditar que está para acontecer. Kingdom Hearts III é tão real que até já alguém conseguiu meter as mãos ao jogo que dois meses antes de o mesmo chegar até ao público, algo que é igualmente inacreditável. Felizmente a comunidade e fãs da série são tão bons que até agora não ouvi conversa sobre spoilers, e espero continuar assim durante um bom tempo.

Apesar de todas estas boas notícias existe uma pequena coisa a impedir-me de reservar o jogo. Já era sabido que o epílogo e o secret ending estavam bloqueados por um “day 1 patch”, e o director do jogo admitiu que não iria descartar a ideia de adicionar novo conteúdo caso tivesse algum plano para o mesmo. Kingdom Hearts III é suposto ser o capítulo final da “Xehanorth Saga“, e se eu o jogar será tal como fiz com os outros jogos da série, dificuldade mais difícil e a 100%. Agora, se andam ideias pelo ar de conteúdo adicional será mesmo que quero dedicar-me tanto ao jogo? Será que vou ter vontade de regressar ao mesmo? Realmente não sei, por isso quero antes ver onde a coisa vai parar pois Keyblades exclusivas a lojas já é uma coisa que existe.

 

Digimon Survive

2019 – PS4, Xbox One, Switch, PC

Para além do que foi revelado inicialmente ainda não existe muito sobre Digimon Survive. Por outro lado já existe o suficiente. O jogo vai ser um híbrido entre visual novel e estratégia semelhante a jogos como Final Fantasy Tactics. Vamos ter opções de escolha que vão ditar o destino das personagens e também quais a digivoluções que os nossos Digimon vão seguir, e o tema do jogo é interessante, pois tal como o nome indica, as personagens vão ter que sobreviver num mundo estranho.

Digimon Survive está prometido para sair este ano, e sendo um grande fã da série não podia deixar de estar entusiasmado com uma nova aproximação à série, pois este jogo tem tudo para ser algo mais pesado que o habitual e que a franquia sempre gostou de tocar de vez em quando com os seus diversos temas.

 

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel 1 & 2

CS1 Q1 2019 – PS4 (patch para PC)

CS2 2019 – PS4 (patch para PC)

É verdade que a série já está disponível em outras plataformas, mas como eu sou teimoso decidi esperar pelos remasters que contam com algumas novidades, incluíndo as vozes originais. Para quem não conhece a série, será que tiveram a oportunidade de experimentar The Legend of Heroes: Trails in the Sky? A trilogia que foi bastante aclamada em especial devido à maneira em como todos os NPCs possuíam uma história que ia avançando à medida que o jogador entrava num novo capítulo da história principal? Sim, TODOS os NPCs.

Bem, Trails of Cold Steel tem lugar no mesmo universo (e poderão até ver caras familiares), mas no entanto não possui essa mecânica interessante de dar vida aos NPCs. Por outro lado a nova série decide dedicar-se à relação entre o grupo, com as mesmas a serem transportadas de jogo para jogo, e até contando com coisas interessantes que obriga o jogador a socializar com membros que não tem interesse. É uma ideia interessante e a jogabilidade parece-me boa, por isso vai ser desta que finalmente meto as mãos à série.

 

One Piece: World Seeker

15 de Março – PS4, Xbox One, PC

Por esta altura existe um conjunto de palavras que na minha opinião não se dão bem; Toei Animation – Shonen Jump – Bandai Namco. Tanto a Bandai Namco como a Toei Animation tem a Shonen Jump como refém, e devido a isso na maioria das vezes o resultado é más adaptações anime e maus videojogos, tal como temos visto nestes últimos anos. Os fãs dos vários animes da Shonen Jump não podem ficar descansados pois se o jogo tem as mãos da Bandai Namco então o resultado não vai ser o melhor, e One Piece foi uma das séries que mais sofreu.

Mas não é que este novo jogo tem um bom aspecto? Uma história original? Um mundo livre para poder explorar? Bons gráficos? Combate que parece ser bom? Não estou mesmo a ver como é que a Bandai Namco poderá estragar este jogo, tendo em conta tudo aquilo que nos foi apresentado. Não que eu desgoste da companhia, mas o seu tratamento a jogos anime não é melhor.

 

Metro Exodus

15 de Fevereiro – PS4, Xbox One, PC

Honestamente faz um bom tempo desde que joguei Metro. Gosto da série, mas a quantidade de bugs que encontrei foi algo que me afastou, não só porque estragou a minha experiência com o último jogo da série que joguei, como basicamente encravou durante um save e tive que reiniciar a minha PS3 com receio de que tudo tinha para o além. Felizmente isso não aconteceu mas acabei por nem terminar esse jogo e de perder o interesse na série… até ver Metro Exodus ser anunciado.

Não sei ao certo o que este jogo tem para ofender, e não sei qual o rumo que a série tomou ultimamente. Pode ter adaptado ideias dos jogos de guerra mais recentes, ou pode ter melhorado o seu espírito de solidão e exploração. De qualquer forma uma coisa é certa: Artyom.

 

Devil May Cry 5

8 de Março – PS4, Xbox One, PC

Não é sempre que uma companhia decide fazer um reboot a uma franquia e depois volta atrás pois afinal a coisa estava bem da maneira como estava. A Capcom ouviu os fãs e decidiu fazer de Devil May Cry 5 o jogo que nós queríamos mas não aquele que merece-mos. As nossas  personagens favoritas estão de volta, a jogabilidade está melhor do que nunca, e várias mecânicas foram adicionadas, o que apenas oferece mais por onde pegar no nosso confronto contra demónios.

Enquanto que estou ansioso por Devil May Cry 5, estou com receio de uma coisa. O jogo conta com três personagens jogáveis, mas olhando para o repertório da série Devil May Cry e as suas múltiplas personagens jogáveis isso seria indicativo de passar pelo mesmo nível três vezes apenas para ter um par de cutscenes diferentes. Esse é o tipo de coisa que mata o entusiasmo e que rapidamente leva-me ao YouTube para ver as cutscenes. Honestamente creio que este novo jogo irá seguir a mesma fórmula, mas parte de mim ainda espera por alguma surpresa.

 

Corpse Party 2

2019 – PC

Corpse Party 2 era suposto ter saído no ano passado, no entanto não chegou a acontecer. Podia estar triste, mas tendo em conta que a nova série de Corpse Party tem estado no limbo há tanto tempo e de completamente ter desistido da ideia de esta chegar até cá, podiam haver notícias bem piores que um simples adiamento.

Olhando para a versão original do jogo já é possível notar algumas diferenças quando comparado com a trilogia original. E apesar de esta ser uma nova história com novas personagens, existe o câmeo de uma dupla conhecida, o que sempre abre a possibilidade de ver mais personagens da série anterior.

 

Zanki Zero: Last Beginning

19 de Março – PS4, PC

Com Danganronpa e Zero Escape “terminados” os fãs estavam atentos para o próximo jogo da Spike Chunsoft que fosse o “sucessor espiritual” destas duas séries, e Zanki Zero promete seguir o mesmo caminho. Com a equipa por detrás de Danganronpa ao encargo deste jogo seria impossível notar alguns temas semelhantes, incluíndo a inserção de uma mascote (desta vez duas?).

Ao invés de ser uma visual novel normal tal como as outras duas séries, Zanki Zero é um dungeon RPG em tempo real com elementos de sobrevivência, onde até ir à casa de banho é um problema. Mas o mais interessante é a mecânica por detrás dos protagonistas, que sendo clones podem morrer vezes sem conta, incluíndo de idade, e nascem com uma resistência àquilo que os matou na sua vida anterior.

 

Crash Team Racing: Nitro-Fueled

21 de Junho – PS4, Xbox One, Switch

Com o lançamento do remaster da trilogia de Crash Bandicoot os fãs logo de imediato começaram a pedir por Crash Team Racing, sendo apenas uma questão de tempo até acontecer. Eu lembro-me de jogar o CTR original e também a sequela que foi lançada na PSP, e se fizer as contas provavelmente joguei mais CTR que Mario Kart, e ainda hoje lembro-me de algumas coisas que estão presentes no jogo como o modo de história, algo que na altura deixou-me impressionado, pois afinal aquilo era para ser apenas um simples jogos de carros.

Em termos gráficos não há nada a reclamar. Apenas resta ver se a jogabilidade envelheceu bem e se o jogo continua a ser tão mágico como antes. O que é certo é que a maioria do modo de história para além do primeiro nível já saiu da minha memória, por isso vou gostar de rever tudo novamente. Agora a minha questão é, quando vamos receber um Crash Bash remastered?

 

Date A Live: Rio Reincarnation HD

Verão 2019 – PS4, PC

Sendo um fã da light novel nunca esperei ver as visual novels no Ocidente. Em especial quando tantas outras séries anime populares que receberam o mesmo tratamento de visual novel também nunca chegaram até cá. Mas como que milagre, as três visual novels de Date A Live vão marcar presença fora do Japão.

Oferecendo novos cenários e personagens que encaixam-se entra a história principal, o jogo é uma adição extra para os fãs. Por isso não existe muito por onde se pegar a não ser algo dedicado aos mesmos.

 

Psychonauts 2

2019 – PS4, Xbox One, PC

Se por esta altura ainda não jogaram Psychonauts, então devem de experimentar. Não sendo apenas um jogo de plataforma único, a comédia é algo que está sempre em ponto e sem reservas. Após todos estes anos o anúncio de uma nova entrada na série Psychonauts é algo óptimo pois existe uma escassez de jogos de plataformas, embora ultimamente estes tenham voltado um pouco à vida.

Se existe algo que me preocupa é que os ideias de hoje em dia poderão afectar o jogo. Não que a comédia de Psychonauts fosse ofensiva, mas nos dias que correm não se pode dizer nada sem ninguém ficar lodo de imediato ofendido, e isso deixa-me preocupado que os produtores tenham-se amedrontado e deixado de lado um dos charmes do jogo original.

 

Death end re;Quest

22 de Fevereiro – PS4

A certa altura a Compile Heart e Idea Factory ganharam coragem e começaram a experimentar mais com os seus novos jogos, Mary Skelter impressionou-me devido a isso e Death end re;Quest promete oferecer mais nesse partido.

A ideia passa por o jogador estar preso num videojogo, e com a ajuda dos produtores no mundo real o jogador ganha a habilidade de mudar os elementos do jogo, ou seja, durante o combate é possível mudar de RPG para FPS, ou até fora de combate é possível utilizar bugs para aceder a novos caminhos e mais. É algo interessante e que espero que tenha um impacto forte no jogo para se fazer valer.

 

Judgement

Verão – PS4

Anteriormente conhecido como “Judge Eyes”, Judgement é um spin off da série Yakuza, e isso já é o suficiente para me deixar interessado. Os jogadores podem contar com o habitual da série Yakuza mas num cenário fresco e desta vez no outro lado da lei, juntamente com algumas novidades e mecânicas que não estiveram presentes em Yakuza.

Algo que me deixa preocupado é que este jogo acabe por ser mais do mesmo, sem distanciar-se muito de Yakuza. O ponto forte destes jogos são as missões secundárias devido ao seu humor e por serem interessantes, juntamente com uma boa quantidade de minijogos interessantes e muito que fazer caso o jogador queira completar o jogo a 100%. Mas o que mais poderá Judgement oferecer para se afastar do seu “pai”?

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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