PróximoNível Jukebox 15 – Shin Megami Tensei: Lucifer’s Call

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Depois de muito tempo de espera, eis que a Atlus confirmou recentemente que Shin Megami Tensei 4 vai chegar à Europa para a Nintendo 3DS.

Para muitos Shin Megami Tensei pode não dizer nada, mas para quem conhece minimamente do universo de RPG japoneses, este é o nome da série que deu origem à super bem sucedida saga de Persona.

Hoje em dia, olhando para trás, podemos contabilizar vários jogos de Shin Megami Tensei, mas um dos primeiros a chegar à Europa foi Shin Megami Tensei: Lucifer’s Call, um RPG bem diferente para uma era onde esta sigla significava mundos de fantasia com cores vibrantes, dragões , cavaleiros, espadas e elfos.

Shin Megami Tensei: Lucifer’s Call chegou pela calada, sem nome no mercado europeu, o que obscureceu o seu sucesso, mas ditou o arranque do que seriam os lançamentos mundiais da deste nome.

Shin Megami Tensei: Lucifer’s Call (conhecido nos Estados Unidos como Shin Megami Tensei: Nocturne), é um jogo negro, recheado de personagens perturbadoras, criticas ao nosso mundo e presença de temas tão controversos como religião, devoção e espiritualidade.

Este era um RPG violento, negro e muito diferente, mas era isso que fazia dele um jogo tão único. Visitar um hospital activo onde não existe nenhum ser vivo ou assistir ao fim do mundo onde os demónios tomam o poder são momentos de total estranheza, mas de genialidade.

Envolvendo demónios e figuras mitológicas, é curioso que Shin Megami Tensei: Lucifer’s Call até contou com a presença de Dante, o qual surgia para caçar outros demónios.

Claro que sendo um projecto Shin Megami Tensei, este jogo não podia contar com mais ninguém se não o mestre Shoji Meguro (também compositor das músicas de Persona), o qual teve ajuda de Kenichi Tsuchiya e Toshiko Tasaki.

A banda sonora que reúne piano, música orquestral, violino e música electrónica tende mais para um lado negro de forma a criar um ambiente negro e depressivo para ajudar a elaborar o mundo de Tóquio após a concepção.

Embora nem todas as músicas sejam pesadas ou desoladoras, a vasta maioria fica na memória por serem fantásticas, ou por estarem associadas a um qualquer momento especial do jogo. O facto do ambiente ser diferente do género, também ajuda, pois não é o estilo de banda sonora a que estávamos habituados na altura.

A banda sonora original teve de ser dividida por dois discos e nem mesmo assim ficou completa, por isso, mais tarde, os compositores tiveram de regressar para editar um terceiro álbum com as faixas que tinham ficado para trás.

Apesar de ser um jogo da era PS2, Shin Megami Tensei: Lucifer’s Call continua a ser ainda hoje um dos melhores RPG que já joguei e um perfeito exemplo não só do que se pode fazer dentro de um género pejado de clichés, mas também a razão de terem surgido jogos tão geniais como Persona 3 e Persona 4.

Shin Megami Tensei: Lucifer’s Call pode ser jogado na sua versão original para PS2 ou comprado para a PS3 caso possuam uma conta americana de PSN.

Podem ouvir a banda sonora completa aqui:

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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