PróximoNível Jukebox 03 – .Hack | Liminality

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Antes de a febre dos jogos online ser sequer uma febre, já os jogos tentavam ser MMO antes destes serem realmente MMO. Confusos? Então é porque não devem ter jogado .Hack (ou Dot Hack).

Lançado no início da segunda fase da PS2, .Hack era um jogo ao estilo RPG que simulava um jogo online, embora aqui jogassem offline e todos os outros jogadores fossem NPC. Havia uma história para viver e uma ameaça para derrotar.

.Hack era um projecto de grande gabarito, e embora não tenha vingado na Europa, foram feitas séries de animação, mangas, novels e até uma série de filmes.

É difícil dizer que .Hack é um grande RPG, (de grande até conseguia ser, estando dividido em quatro partes) mas os valores de produção eram elevados, e isso é pode ser até ouvido na música.

Seja no jogo, na série ou nos OVAS, a banda sonora contava com composições fantásticas de Chikayo Fukuda, Seizo Nakata e Norikatsu Fukuda, não faltando sequer a mão de Yuki Kaijura.

Por hoje vamos apenas focar na banda sonora dos primeiros quatro jogos e de Liminality que acompanhava cada um dos jogos com um DVD à parte.

As composições criadas para o jogo conferiam realmente um ambiente de mundo místico distante e à parte, o ambiente perfeito para um “suposto” MMO.

Por outro lado, mas músicas de Liminality eram algo diferentes, pois enquanto nos jogos as personagens estavam neste universo online. No Liminality vemos a história de várias personagens que tentam ajudar a resolver o mistério do The World no mundo real.

No mundo de jogo, Kite, Blackrose e outras personagens tentavam descobrir o porque de o amigo da personagem principal ter entrado em coma. O mesmo sucede com Mai no mundo real e só certos aliados é que conseguem ajudar tanto no mundo virtual como no real.

Uma das figuras icónicas de .Hack é Aura, uma rapariga ligada ao mundo de jogo que ajuda as personagens a avançar. Esta rapariga engloba a maioria dos mistérios do jogo, e até ela é um dos maiores enigmas da história. Como tal, também tem uma das músicas mais belas e arrepiantes.

A luta contra o tempo que se vive tanto no jogo como no Liminality é uma prova de que o The World está a começar a perfurar a fronteira, destruindo a vida de algumas personagens. Entre todas as mostradas neste Ova, Mai é claramente a mais interessante, assim como a sua música:

No mundo de jogo, Kite e os amigos vão acabar por ter de visitar várias cidades e várias masmorras em busca de erros no código do jogo que permitam aceder às salas onde lutam contra os bosses do jogo. Entre todas as cidades de servidor, esta Server Cultural City Carmina Gadlica é a minha favorita, enquanto de dungeon é a Field Forest, a qual uso até como meu despertador de telemóvel.

Por mais que descreva o universo de .Hack e em especial estes 4 jogos ou Liminality, não há como fazer justiça à banda sonora destes dois projectos. .Hack pode não ter sido o melhor RPG de sempre e Liminality pode até ter passado ao lado da maioria, mas as suas bandas sonoras merecem toda a vossa atenção.

Se tiver que escolher uma das duas, então Liminality é quem leva claramente o bolo, mas deixem que as duas bandas sonoras acompanhem o vosso dia. Vão ver que vale bem a pena.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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