PróximoNível: Jogos do Ano 2017 – As escolhas do Mathias Marques

E mais uma vez estamos de regresso aos jogos do ano. Tal como aconteceu no ano passado, decidi abordar os jogos do ano de acordo com o quanto entretido estive durante o tempo que andei a jogar. Ignorando os aspectos técnicos que costumam tomar prioridade e avaliando apenas se no final eu estive bastante satisfeito com o tempo que dediquei ao jogo.

Devido a isso esta lista pode nem contar com 10 jogos, e também porque eu não cheguei a meter a mão a muitos dos jogos que saíram este ano, incluíndo alguns dos mais esperados pelo público e que eu próprio estou com imensa vontade em os experimentar. No entanto sempre cheguei a meter as mãos em bons jogos que saíram noutros anos, e sinto-me obrigado a fazer uma rápida recomendação a Yakuza 5 ; Town of Salem ; Lethal League ; Metal Gear Solid V: The Phantom Pain ; Hitman: Season One ; Psychonauts.

Pondo a introdução de lado, vamos passar às minhas escolhas deste ano.

 

5 – Town of Salem: The Coven (PC)

Algo que não estava à espera era de uma expansão para Town of Salem.

Esta expansão adicionou novos modos de jogo e novas personagens com as mais variadas habilidades. Town of Salem: The Coven é basicamente uma versão onde todos os jogadores são OP e onde a confusão pode ter inicio logo na primeira ronda, oferecendo mais variedade para um jogo com já alguns anos.

O ponto negativo acaba por ser as vezes em que apanham jogadores que são péssimos no jogo, uma vez que tudo é baseado nas vossas acções e no chat. Já para não falar de esta expansão não disponibilizar tudo desde o início, indo trocando de modos a cada semana.

 

4 – Fortnite Battle Royale (PS4, Xbox One, PC)

Com PlayerUnknown’s BattleGrounds a fazer bem o que vários jogos em Early Access tentaram alcançar ao longo destes anos outras companhias começaram a saltar para dentro do barco, apresentando assim Fortnite Battle Royale.

Fortnite Battle Royale é basicamente o PUBG dos pobres, sendo uma versão grátis do género Battle Royale, e ao mesmo tempo feito um pouco à pressa, tendo vindo a receber várias actualização ao longo do tempo.

Sendo um jogo grátis e uma simples versão do género Battle Royale, Fortnite faz mais do que necessário para quem quer passar um bom tempo. Adicionando a sua própria mecânica de construção que acaba por mudar a forma como as rondas podem correr.

 

3 – The Jackbox Party Pack 4 (PS4, Xbox One, Switch, PC)

Mais uma vez a série Jackbox lançou mais um conjunto de party games para o público, que como é habitual, tanto dá para jogar em conjunto com amigos na mesma sala ou via online com conhecidos e estranhos, desde que alguém esteja a fazer streaming.

Este conjunto apresentou novos jogos como Survive the Internet e Civic Doodle, e regressou com a terceira entrada de Fibbage que desta vez contou com um novo modo de jogo. Obviamente este tipo de jogos não é feito para ser  jogado várias vezes seguidas, uma vez que começa-se a sentir um pouco de repetição em alguns dos minijogos.

The Jackbox Party Pack 4 é um óptimo jogo para passar uma sessão à noite em conjunto com várias pessoas, em especial quando contam com um grupo que torna Civic Doodle em concursos de desenhar o melhor ou pior Sonic de sempre.

 

2 – Persona 5 (PS3, PS4)

Um dos meus jogos mais esperados deste ano e para muitos fãs de JRPGs foi Persona 5, a sexta entrada na série Persona da Atlus.

O jogo veio recheado de coisas boas como a banda sonora, apresentação e a melhor jogabilidade da série. Possuindo um tema mais adulto, a história esteve revolta de mistério e teve os seus momentos, mas após alguns twists acabou por cair um pouco, bem como os novos Social Links que não foram dos melhores, fazendo com que descesse no meu ranking.

Apesar de tudo Persona 5 continua a ser uma boa entrada na série e um bom ponto de início para os curiosos e fãs de JRPG.

 

1 – Danganronpa V3: Killing Harmony (PS Vita, PS4, PC)

Danganronpa mais uma vez chegou em grande numa nova entrada independente dos jogos anteriores.

Monokuma continua adorável e o jogo mantém o espírito da série, que desta vez apresenta um tema para a sua história, oferecendo assim novas personagens num novo semestre de matança. Danganronpa V3: Killing Harmony continua a sofrer um pouco de algumas personagens não serem memoráveis, e teve alguns momentos fracos pelo meio, mas a sua história e as personagens que ficam na memória continuam brilhantes como é habitual. Já para não falar da banda sonora que á a minha favorita deste ano.

Para além dos momentos em que o jogo não esteve no seu ponto mais alto a minha única queixa é mesmo o facto de não poder falar sobre nada acerca do mesmo, pois para isso seria necessário fazer spoilers sobre o jogo todo. Mas para mim Danganronpa V3 continua a ser o velho Danganronpa de sempre, e conseguiu alcançar o seu objectivo de uma forma brilhante que nem todos os jogos o conseguem fazer. Diria que talvez o único concorrente deste ano seria NieR: Automata, que infelizmente não pude jogar mas que não tenho dúvidas que estaria ao nível deste jogo.

 

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Revejam aqui as escolhas do outros editores:

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