PN Jukebox #93 – Devil May Cry 5

Inicialmente isto estava para ser um PNJ dedicado a Devil May Cry 3, mas entre um fim-de-semana de compromissos, um fim-de-semana doente, um fim-de-semana com a E3 e um fim-de-semana onde decidi colar-me a Devil May Cry 5, a minha ideia lá acabou por mudar.

Para quem ainda não pegou no jogo e está à espera de uma oportunidade para o fazer, não se preocupem pois não vão encontrar spoilers neste artigo, apenas irei falar das coisas em geral.

[Any Special Orders?]

Ainda custa acreditar que Devil May Cry 5 realmente existe, tendo em conta que a Capcom decidiu fazer um reboot à série os fãs pensaram que isto significava a morte da série principal. E foi esta a ideia que ficou em mente durante um bom tempo, até ao lançamento de Devil May Cry 4 Special Edition que oferecia novo conteúdo, incluindo uma história adicional que basicamente confirmava que Vergil era o pai de Nero. Os fãs então ficaram confusos, será que esta edição estava apenas a tratar de pontas soltas para dar uma melhor conclusão aos fãs? Ou será que existia algo mais por detrás deste lançamento?

E foi então que no ano passado durante a conferência da Microsoft na E3 2018 que Devil May Cry 5 foi finalmente revelado. Quem diria que uma companhia viria atrás na sua ideia de criar um reboot e regressar à série principal. Pessoalmente mesmo na altura do reboot sempre afirmei que não me importaria que a Capcom continuasse com ambas as séries, desde que Devil May Cry 5 fosse uma realidade e continuo a defender o mesmo agora. Se quem gostou do reboot quer uma sequela, deixem-os ter, afinal de contas o “impossível” e completamente “improvável” Devil May Cry 5 foi lançado. Porque não oferecer aos fãs aquilo que eles querem?

[Crimson Cloud]

Algo que me assustou quando revelaram que iria haver 3 personagens jogáveis era o formato dos níveis. Para quem pegou em Devil May Cry 3: Dante’s Awakening Special Edition e Devil May Cry 4/Special Edition (não me recordo se o segundo jogo fazia o mesmo) então já sabe que “mais personagens” significa “voltar a repetir os níveis” mesmo que a história não faça sentido nesse aspecto. Felizmente não foi o caso neste jogo, embora sim exista um ou dois níveis que são iguais para todas as personagens, mas isso pelo menos faz sentido tendo em conta a história e acabam por ser bem pequenos.

No entanto muitos estavam curiosos quanto à nova personagem V. Não só devido a ser alguém novo na franquia e que parece estar a esconder algo, mas também devido à sua forma de combate onde o mesmo não combate directamente. Quem é fã de Devil May Cry sabe que o combate é o mais importante, com os jogadores a tentar obter a melhor pontuação e estilo possível, então uma personagem que não combate directamente mas que controla 3 familiares para o fazer era uma intriga em como iria funcionar. A personagem funciona bem e talvez é até a personagem que seja mais fácil de controlar, tirando alguns problemas em quando querem caminhar e fazer um combo decente caso estejam com o lock-on activo, o que mudará os ataques dos vossos familiares e fazer com que repitam o mesmo vezes sem conta.

[Silver Bullet]

Algo que me queixei em Devil May Cry 4 era que Dante recebia novas armas praticamente no final de cada missão, e de as missões seguintes não dar a oportunidade de experimentar o novo equipamento, e Devil May Cry 5 corrige esse aspecto. Dante continua a receber armas por onde quer que passe mas o jogo já oferece mais tempo ao jogador para poder experimentar as mesmas, já para não falar que é menos complicado saber o que cada uma faz (estou a falar de ti Pandora).

Nero, é bastante curioso em como neste jogo a semelhança com Donte, digo, Dante de DmC: Devil May Cry é grande, excepto que Nero é feito de uma melhor maneira e sem a necessidade de ser edgy ou algo parecido. Tenho a dizer que o seu novo visual incomodou-me um pouco a início mas fiquei imediatamente habituado, e até já existem mods que fazem um rip dos dados de Devil May Cry 4 e que substituem a nova cabeleira de Nero pela antiga, e é bastante interessante que a personagem continua bastante igual ao seu aspecto antigo mesmo num novo engine.

 

Tal como Hideaki Itsuno disse na revelação de Devil May Cry 5, a série está de volta e está melhor que nunca. O engraçado é que este jogo bem que podia ser o último na série que eu não me importaria, pois deixou-me bastante satisfeito, mas ao mesmo tempo… e que tal mais um? Mas que demore o tempo que for necessário (desde que não seja 10 anos novamente).

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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