PN Jukebox #88 – Monogatari Series: First Season

Queria fazer algo com a série Monogatari mas não tenho tido tempo para meter as mãos na massa, sendo que então decidi optar por um PN Jukebox dedicado ao mesmo, enquanto ganho um pouco mais de tempo para poder fazer o que realmente queria.

No entanto ao contrário do que é habitual este PNJ vai destacar antes as aberturas da “primeira temporada” e não a banda sonora em si. E isto não é uma desculpa para poder ouvir novamente Renai Circulation e Platinum Disco.

[Kaerimichi]

Para muitos dos que ainda não iniciaram a série mas estão interessados, acabam sempre por encontrar uma enorme confusão devido aos nomes que não ajudam muito a dizer qual a ordem que devem seguir para ver uma vez que a série tem uma ordem anacrónica, ou seja, não segue uma ordem em específico.

Devido a isso acaba por haver lutas sobre a maneira em como ver a série, ordem do estúdio Shaft que esteve ao encargo das adaptações anime, ordem de lançamento das light novels ou então pela ordem cronológica de eventos. Pessoalmente diria para seguirem a ordem de lançamento original (light novel), já que o estúdio Shaft acaba por mudar um pouco os eventos na “última temporada” e também por adiar Kizumonogatari por tanto tempo que perde a sua relevância (e nem acaba por ser uma adaptação assim tão boa).

[Renai Circulation]

De qualquer forma, Bakemonogatari é a primeira coisa que todos acabam por ver, já que é basicamente a introdução da série (e desta forma Kizumonogatari pode ser visto como uma prequela). Por isso Bakemonogatari é aquilo com a qual deviam começar já que foi a primeira história a ser criada pelo autor e a primeira a receber uma adaptação anime, e aquela que melhor define o que a série Monogatari é.

E o que é a série Monogatari? Se pensarem numa mistura entre Amagami SS e Kokoro Connect, ou então o mais recente Seishun Buta Yarou, então vão encontrar a vossa resposta. Basicamente é uma história continua mas que conta vários incidentes sobrenaturais que envolvem diferente heroínas. Araragi é um humano que recentemente teve um encontro com uma figura vampírica que o transformou temporariamente num vampiro; após ter resolvido o problema, Arararagi acaba por ser arrastado para outras situações semelhantes com novas e velhas caras.

[Platinum Disco]

Em termos do anime, parte do charme deve-se ao estilo que o estúdio Shaft tomou para adaptar a série, algo que é basicamente conhecido como o estilo do estúdio Shaft pois todos os animes que eles fazem acabam por ser iguais neste departamento. Uma vez pode ser bom, mas um uso repetido da coisa apenas desgasta a atracção que este estilo único possui, e isto era notável ao ver a “primeira temporada”. Bakemonogatari e Nisemonogatari estão bem e combinam perfeitamente com o estilo do estúdio Shaft com a qual estava já farto, mas Kizumonogatari por exemplo, que foi adaptado cerca de 7 anos mais tarde (mais coisa menos coisa) não encaixou tão bem com o estilo artístico, parecendo forçado e fora de sítio.

Por outro lado, um dos pilares da série, Arararararagi em pessoa, andava a actuar um pouco diferente do habitual durante Kizumonogatari. E é a personagem e as várias mudanças entre sério, mundano, comédia, e tudo o mais que mantém a série interessante pois esta faz o que bem lhe apetece sem deixar-se prender a regras ou coisas semelhantes, algo que esteve um pouco em falta durante essa parte. A série Monogatari está no seu melhor quando não está a tentar ser 100% dramático, deixando-se levar e absorver por aquilo que desejar.

 

A início estava a questionar-me como fazer um Jukebox de 4 diferentes temporadas que compõe “uma temporada só”; mas no final acabei por focar-me mais num ou dois pontos do que no resto. Por mim até cabe bem pois posso guardar o que realmente quero dizer para outra altura.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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