PN Jukebox #83 – Assassin’s Creed II

Ainda recentemente falei sobre Assassin’s Creed II, ou pelo menos na altura em que estou a escrever isto. Foi durante o 20º artigo da 8ª temporada do PróximoNível ao Domingo que destaquei Assassin’s Creed II como algo a recordar, e na altura já tinha ideias em falar sobre a banda sonora do jogo.

Quem experimentou o jogo na altura, ou pelo menos antes de jogar os mais recentes, ficou agarrado ao jogo devido às suas qualidades. Não foi apenas a melhoria em termos de jogabilidade e grafismo, a história, personagens, e obviamente a banda sonora foram um salto enorme em comparação ao primeiro jogo.

[Ezio’s Family]

Por vezes é necessário destacar uma música em específico, outras vezes nem por isso, e tento sempre ver como posso safar-me nestes casos, mas “Ezio’s Family” é algo que não podia deixar de lado, pois tornou-se numa marca da série. É engraçado que apesar de ter o nome “Ezio’s Family”, de a música ter chegado a um estatuto de ser categorizada como a música de destaque de Assassin’s Creed ao ponto de ser usada em outros jogos para além da trilogia de Ezio.

Este tema apenas demonstra o forte impacto que não só “Ezio’s Family” mas também Assassin’s Creed II em geral teve na série, sendo um dos jogos que muitos tem em conta quando decidem comparar as várias entradas da série e também um ponto de referência. É pena que a necessidade de tornar a série anual meio que tenha estragado esse impacto.

[Venice Rooftops]

Fico curioso quanto à razão pela qual tantas pessoas gostam de Ezio, não que eu desgoste dele, até porque Ezio é uma das minhas personagens favoritas da série, mas qual é o motivo que levou tanta gente a gostar da personagem? Talvez tenham-se esquecido, mas Ezio começa como um mulherengo… bem, essa parte nunca mudou. Mas talvez seja a introdução que seja feita à personagem, sendo basicamente uma pessoa que anda à pancada com outras por motivos estúpidos, foge de pais zangados por ele ter passado a noite com a filha, e por aí adiante.

Ainda para mais, Ezio é uma personagem que muda durante o percurso da história. Não que a personagem fosse irresponsável no início, mas é certo que os eventos trágicos que o afectam e à sua família o moldaram numa pessoa diferente. Talvez Ezio não mudasse muito caso estes eventos nunca tivessem lugar, mas acabaram por acontecer e a personagem passou por uma onda de raiva, vingança e por fim decidiu aceitar o que a vida oferece e lutar não apenas por si. E honestamente acho que Revelations e o filme Assassin’s Creed Embers deram o melhor final que a personagem podia receber.

[Earth] 

O primeiro Assassin’s Creed é um jogo que toma lugar numa época estranha. Não faz propriamente uso do cenário medieval, mas também não é tão avançado ao ponto de se notar uma diferença. Já Assassin’s Creed II apresenta um ambiente diferente que não é normalmente visto no mundo dos videojogos, já para não falar que acaba por ser uma espécie de visita virtual a vários locais bastante conhecidos, juntamente com a inclusão de figuras famosas com as quais o jogador interage e fica a saber mais devido aos sumários que o jogo oferece.

Basicamente a série meio que funcionava como um guia turístico, mostrando lugares e informando o jogador da sua relevância história, algo que hoje em dia foi esquecido pois a maioria das pessoas apenas olha para a série como aquela que “tem lugar em diferentes épocas”. Por muito que queiram um Assassin’s Creed na era Feudal ou ainda antes disso, o que é vão realmente retirar daí que tenha a marca da série? A meu ver os mais recentes jogos deviam ser novos IPs, pois para além da história do presente, que se baseava no fim do mundo que teria lugar em 2012, já foi pelo cano a baixo e nunca mais vamos voltar a ver o velho ar que Assassin’s Creed oferecia.

 

Hoje em dia a série está recheada de altos e baixos, quando os fãs pensam que alcançou um ponto alto, esta vai novamente abaixo e destrói as expectativas que muitos tinham, e provavelmente será algo que vai continuar enquanto a Ubisoft não abrir os olhos.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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