PN Jukebox #82 – Final Fantasy VIII

Eis que finalmente estou a tocar na série Final Fantasy, mas ao contrário do que esperavam não é o meu jogo favorito de sempre, Final Fantasy X, mas sim outro. Nomeadamente o primeiro Final Fantasy que tive a oportunidade de experimentar e talvez o primeiro RPG que tenha jogado.

Muitos podem não gostar deste, especialmente devido ao facto de Final Fantasy VII ter sido o primeiro jogo da série o qual meteram as mãos, mas para mim este continua ser um bom jogo e também um pouco único naquilo que oferece na série. E tal como é habitual nos jogos da Square Enix, a banda sonora é algo a destacar.

[Balamb Garden]

A era da PlayStation 2 estava perto de chegar, e na altura eu sendo a criança que era em vez de esperar pela nova consola decidi adquirir a original já que um primo meu a estava a vendar. Juntamente com a PlayStation One veio uma grande quantidade de jogos, sendo um deles Final Fantasy VIII. Na altura o jogo não estava numa lingua que conseguia perceber, mas lá me desenrasquei pelo jogo e até quando o mostrei aos poucos amigos que tinha, eles também ficaram agarrados ao jogo.

Percebo o motivo pelo qual a maioria do pessoal é fã de FF7, pois para mim FF8 era algo um pouco diferente do resto que tinha para jogar, mas ao mesmo tempo dentro da série continuo a achar que é algo único devido ao seu ambiente. Obviamente que a Square Enix e outras companhias foram fazendo uma transição de RPGs que tinham lugar em épocas medievais/fantasia e foram abordando um tema mais familiar. Final Fantasy 7 demonstrou isso com a Mako City e Final Fantasy 8 absorveu ainda mais o conceito do dia-a-dia, adicionando um cenário escolar e personagens que não tinham muitas preocupações ao ponto de adaptarem atitudes dignas de se chamarem adolescentes.

[Blue Field]

Cheguei a completar o CD1 de 4, e fiquei preso no disco 2 numa situação qualquer que não me recordo, pois não percebia patavina do que estava a ler. Quando chegou a altura de começar de novo para melhor entender o que tinha de fazer, deparei com o CD1 do jogo partido, sem nunca realmente saber como é que isto aconteceu. Infelizmente não cheguei a terminar o jogo pelas minhas próprias mãos mas sei a maioria dos eventos importantes que tiveram lugar durante a história do jogo.

Posso não ter completado o jogo mas continuo a ter boas memórias, como aquele T-Rex que por alguma razão está dentro da escola ; as missões de infiltração na cidade e comboio ; aquele sentimento estranho quando temos de entrar na caverna de Ifrit para um exame ; os “sonhos estranhos” ; o FMV de introdução com Squall e Seifer que ainda hoje tem bom aspecto…

[Under Her Control]

E TRIPLE TRIAD! Achavam que não iria mencionar sequer um dos melhores minijogos de sempre? Estando ao nível de Blitzball? Salvar o mundo? O que é isso? Vamos jogar cartas! Como assim o minijogo é tão popular que até existe uma app para o mesmo e este até está disponível no MMO Final Fantasy XIV: A Realm Reborn? Nunca um minijogo se tornou tão aditivo ao ponto de o jogador ir desafiar tudo e todos para um duelo vezes e vezes sem conta apenas para obter as cartas mais raras.

Final Fantasy VIII pode receber pontapés de muitos apenas por ter saído após FF7, mas este jogo tem muito para oferecer e vários temas interessantes, sendo um dos primeiros jogos e RPGs a adaptar o ambiente escolar que é bastante popular hoje em dia, e ao mesmo tempo conseguir fazer um jogo interessante e com várias reviravoltas. Honestamente, preferia que a atenção toda que FF7 recebe fosse desviada tanto para este jogo como Final Fantasy IX, pois são óptimos jogos que sofrem devido ao fanboyismo que a malta tem por Cloud e companhia.

 

Tenho pensado em regressar este jogo, e tinha ideias em comprar o mesmo na Vita para jogar à vontade e quando me apetecer. Mas a versão PC é a superior pois conta com suporte para mods e também extras que ajudam em vários aspectos, oferecendo quase um god mode para não perderem tempo com o jogo caso assim o desejarem.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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