PN Jukebox #79 – The Devil Is a Part-Timer!

Após apresentar um PND dedicado a um lorde das trevas, que tal fazer novamente o mesmo e destacar um novo rei dos demónios? E se desta vez for um que chegou até ao nosso mundo e decidiu começar a trabalhar no McDonalds?

Para aqueles que leram a análise que fiz para o site ou tenham visto o anime então já devem ter adivinhado que falo de “The Devil Is a Part-Timer” (Hataraku Maou-sama).

[Living Poorly]

É engraçado que apesar de algumas religiões indicarem o Diabo como uma entidade má, de o mesmo ser sempre o bom da fita em ficção, ou pelo menos na maioria das vezes. Se existe alguma razão por detrás destas decisões não o sei dizer, mas se Hades servir como exemplo, este é sempre categorizado como mau apesar de não o ser, apenas devido a elementos de terceiros, e talvez seja esta a razão. Como não estou a par com a lore de qualquer religião existente não posso garantir que todos os casos sejam iguais.

Nesta história o nosso protagonista Maou, o “Devil Overlord“, perde uma luta contra Emilia, a heroína e defensora de Ente Isla, acabando por fugir e a dar de caras com o nosso mundo, mais propriamente, Japão. Saltando uns meses e damos de caras com uma pessoa normal que está a trabalhar para ganhar dinheiro a fim de ter um tecto e comida na mesa… e é este o ser que aterrorizou Ente Isla durante vários anos.

[The Devil Arrives in Sasazuka]

Sempre apreciei o facto de a banda sonora do anime ter várias distinções: se é sobre eventos ligados a Ente Isla esta adapta um tom próprio para o mesmo, com a maioria das vezes a ser inspirado pelo médio oriente; quando estamos a observar o dia-a-dia das personagens e as conversas parvas que as mesmas tem para poupar dinheiro, a música tem um tom mais alegre que combina perfeitamente; e por fim, as secções de confronto também destacam-se com algo diferente das outras duas áreas.

Isto é algo que normalmente é feito nas mais diversas médias. Temos o tema de personagem, ou um outro tema dedicado ao ambiente e que os fã ouvem vezes sem conta. No entanto estes temas não acabam por ser assim tão distintos, a não ser que seja uma música dramática ou semelhante para oferecer o ambiente e criar mais emoção. Neste caso os acontecimentos tem sempre lugar nas ruas de Japão e dependendo da música é mais fácil para o espectador identificar se os acontecimentos são mundanos, de acção ou relacionados com a vida anterior das personagens devido ao tão diferente que os temas são.

[The Devil Regains His Strength]

Após ver o anime e até estar a par com o lançamento Inglês do material original (que conta já com cinco vezes mais de conteúdo que o anime), posso afirmar que a série não muda muito de fórmula com a excepção de uma ou duas coisas. As personagens “vilãs” continuam com as suas vidas normais e a discutir as mais recentes tácticas de poupança; a “heroína” continua a tentar fazer a vida difícil ao seu inimigo mortal; e o resto do grupo apenas deixa-se levar pelo que está a acontecer. De certa forma a história acaba por ser um “Slice of Life” com algumas injecções de acção e fantasia aqui e ali.

Mas esse é o ponto da venda de “The Devil is a Part-Timer“. Se não fosse o facto de a maioria do elenco vir de outro mundo, possuírem poderes sobrenaturais, esta seria a simples história de um grupo de pessoas pobre que está a sobreviver com um part-time no McDonalds e virado para a comédia, e só isso já é uma ideia bastante interessante e que merece a atenção dos fãs. O que nos foi oferecido no final? Algo ainda melhor.

 

Espero que um dia a White Fox decida pegar novamente na série e criar uma segunda temporada. Existe imenso conteúdo e a história vai a vários sítios, embora continue presente no mesmo local. Com novas personagens e desenvolvimentos presentes, eu pelo menos gostaria imenso de voltar imenso a ver este grupo de pobretões a fazer das suas.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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