PN Jukebox #73 – Dissidia Final Fantasy

Tendo em conta que Dissidia Final Fantasy NT está perto de sair, decidi abordar o Dissidia original para esta edição do PN Jukebox. Um jogo o qual acabei por dedicar umas quantas horas na velhinha PlayStation Portable.

Para quem nunca ouviu falar, Dissidia Final Fantasy é um jogo que foi lançado de forma a comemorar o vigésimo aniversário da série em 2008. O jogo junta os vários protagonistas e antagonistas dos 10 Final Fantasy numerais (e mais uma ou outra personagem extra) e conta uma história original onde estas personagens lutam pela facção da Deusa Cosmos ou do Deus Chaos.

Obviamente que a ideia de um jogo que junta as várias personagens da saga Final Fantasy no mesmo espaço e que as faz interagir, foi algo que deixou não só eu, mas a maioria dos fãs bastante ansiosos para com o que estava para vir. Já para não falar do género do jogo, que deixou as tradicionais batalhas por turnos e adaptou um formato de acção, algo que eu sempre tive interesse em ver no universo de Final Fantasy (para além de Crisis Core).

A meu ver a jogabilidade de Dissidia Final Fantasy é a melhor representação da forma como as batalhas decorrem nos vários jogos da franquia. Algo que acaba por ser reflectido no filme Advent Children e até em Final Fantasy XV (e Kingsglaive), embora XV apresente umas quantas diferenças. Mas algo que achei mais engraçado foi finalmente ver para onde as armas iam quando os nossos heróis não as estavam a usar durante as cutscenes. Aparentemente no universo de Final Fantasy a maioria dos aventureiros tem a habilidade de as fazer desaparecer e aparecer sem mais nem menos. É uma peça de trivia engraçada.

Dissidia Final Fantasy não só foi um jogo diferente do habitual, mas também foi uma boa oportunidade para conhecer algumas das personagens que nunca tive a oportunidade de o fazer. Nomeadamente todo o pessoal que vem antes de Final Fantasy VII.

Foi interessante ver estas personagens que nunca conheci e que foram importantes para o crescimento da série. Ainda para mais quando os seus antagonistas também estavam presentes e interagiam não só entre si mas também com as personagens dos outros jogos. Em especial os antagonistas, onde a maioria possui uma mentalidade de traição e de planear as coisas de forma individual. Sendo mais interessante do que os nossos heróis, onde metade são cavaleiros que respeitam tudo e todos.

Ainda hoje continuo à espera de um Final Fantasy numeral que tenha a mesma jogabilidade que Dissidia, e Final Fantasy XV esteve perto disso. O que me leva a perguntar como é que será feito na próxima entrada da série, uma vez que a habilidade de warp de Noctis foi um ponto central para o jogo. Mas até lá temos Dissidia Final Fantasy NT que sai este ano, que, por coincidência (ou talvez nem por isso), coincide com o trigésimo aniversário de Final Fantasy. Embora infelizmente as mudanças feitas para a nova entrada de Dissidia não tenham sido as melhores.

Este novo jogo funciona de certa forma como uma sequela. Onde os nossos heróis são invocados por novos deuses e lembram-se dos eventos dos jogos anteriores, e até aí tudo bem, a história está interessante pelo pouco que se viu, mas a maior mudança é na jogabilidade. O Dissidia original tinha como ponto forte ser um jogo de acção rápido, onde as personagens tinham várias habilidades que o jogador podia usar das mais variadas maneiras. Mas Dissidia NT muda isso em favor de ter uma aproximação mais virada para um jogo de luta com um foco em 3v3, tornando os combates menos frenéticos.

No geral, o primeiro Dissidia foi um óptimo jogo tanto para oferecer nostalgia como dar a conhecer as velhas caras da franquia. Tratando tanto as personagens como a sua história de forma a agradecer os fãs por todo o tempo dedicado à franquia que acabou por salvar a companhia, o que acaba por tornar o jogo ainda mais especial.

Pessoalmente, acabei por dedicar umas quantas horas ao jogo, e de arrasar a AI com o meu Tidus a nível 100. Algo que tive a oportunidade de voltar a realizar quando a prequela-sequela/remake Duodecim foi lançada em 2010, oferecendo uma nova história, personagens e outras novidades. E por um lado quero voltar a realizar o mesmo feito no terceiro jogo desta nova série, mas Dissidia NT é diferente o suficiente do original para me deixar algo receoso. Tendo perdido aquele ar mágico que Dissidia ofreceu-me quando o joguei pela primeira vez na PSP.